<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357</id><updated>2012-02-13T01:21:42.093-02:00</updated><title type='text'>mundinho insosso</title><subtitle type='html'>atribuindo alguma dignidade ao tédio...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>174</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-525245018550546099</id><published>2012-01-26T05:28:00.006-02:00</published><updated>2012-01-26T05:35:38.669-02:00</updated><title type='text'>há de chegar o dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há de chegar o dia em que o brasileiro deixará de viver fora de si e passará a aceitar a si, tendo a consciência, embora desoladora, de que, outrora, levara uma vida inútil repleta de ações inúteis e mecânicas, de que esboçara emoções inúteis e mecânicas, de que cumprira ordens inúteis e mecânicas, de que dissera palavras inúteis e mecânicas, de que existira de maneira inútil e mecânica.&lt;br /&gt;Depois do último retumbar da ignorância coletiva, dar-se-á início, antes que propriamente chegue, o primeiro vislumbre de clarividência ideológica, como quando se está num cômodo escuro, abre-se a janela e, no entanto, as vistas precisem se acostumar à luz. Antes mesmo de que a intenção coletiva de mudança floresça, será apenas a semente, antes da semente, a polinização e, antes da polinização, a idéia.&lt;br /&gt;A chegada deste dia será anunciada pelo sentimento de vazio do que não é vazio, com um quê de penumbra, análogo a um objeto que ofusca parcialmente a fonte de iluminação. Tomarão o conjunto universal de todas coisas e, dentro dele, identificarão o estorvo enfastiante de que ele é capaz de provocar em cada um de nós, não só pela necessidade de esforços diários que exige, mas por estes esforços repetidos conduzirem a lugar nenhum. No entanto, nada do que antes tivera sido seria abandonado ainda, seria tal qual um livro não finalizado ou um quadro que não se terminou de pintar, haveria, pois, qualquer coisa de incompleto ali.&lt;br /&gt;Virá, por fim, este dia em que um vento furioso varrerá a moléstia viral que assola e tudo estará finalmente morto e àquele inferno, a que chamava de vida, igualmente. Todavia, como todas as coisas têm o seu revés e porque há males que vêm para o bem, o tufão que, primeiramente, destruíra, servira para espalhar o pólen também. &lt;br /&gt;E quando soar apenas o chiado da brisa movimentando as folhas secas, toda a terra voltará a tomar cor e tudo que se sente, ou supõe que se sente, se apertará ao peito numa saudade longínqua da própria despedida, fazendo querer respirar a nova vida.&lt;br /&gt;Há de chegar o dia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-525245018550546099?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/525245018550546099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=525245018550546099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/525245018550546099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/525245018550546099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2012/01/ha-de-chegar-o-dia.html' title='há de chegar o dia'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1492266661372742598</id><published>2011-12-14T00:30:00.021-02:00</published><updated>2011-12-17T14:29:22.852-02:00</updated><title type='text'>o degradante e seus incômodos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora uma daquelas manhãs imortalizadas não só pela intensidade da ressaca e pelo gosto de pneu queimado tomando o paladar, mas também pelo sorrisão do camarada ao meu lado. Caralho, que merda, eu pensei, ou disse, não me recordo, mas também não faz diferença, o fato é que ele estava ali como veio ao mundo e tagarelando logo cedo na minha orelha enquanto eu perguntava a Deus porque é que eu era assim. A religião sempre dá um jeito de se infiltrar nestas horas de decepção matinal quando estamos acompanhados de uma inhaca. A situação se torna ainda mais crítica quando você se dá conta de que a inhaca fala. Esta, em especial, falava como ninguém, falaria até mesmo se fosse uma porta. Cala a boca, imbecil, mas isto sei que eu não disse, embora esta poesia ímpar tenha me subido à goela com a veemência de um vômito. Engoli a grosseria como raramente faço, respirei fundo e me preparei para uma manhã daquelas. Virgem Maria, lá vamos nós de novo. Eu, minha consciência pesada, a senhora, seu filho Jesus, os 12 apóstolos e os santos, todo mundo tendo que ouvir muitas preces requerendo paciência, pedindo perdão e jurando que se aquele troço evaporar nunca mais vou beber, fumar, comer chocolate e ser dominada pela preguiça. &lt;br /&gt;Meu escambo com o alto escalão celestial deve ter falhado porque o troço nunca evaporou. Pelo contrário, continuava ali, aparentando ainda mais cheio de vida do que ao meu primeiro vislumbre matutino e o que eu gostaria imensamente, na real, é que ele estivesse morto e sepultado. Não me lembrava de que ele fosse tão, digamos assim, alegre, irritantemente alegre, contudo, a verdade é que eu não me recordo nem de como o conheci, restando, por conseguinte, a hipótese de que uma borboleta tenha batido as asas no meio do Atlântico gerando um tufão, uma coisa levou a outra, a teoria do caos avacalhou comigo e definiu esta circunstância desastrosa. Portanto, fica o alerta de que esta é a consequência para quem bebe, acha que é o Amaury Júnior, socializa com tudo e todos que passam pelo caminho e são pegos no percalço pela brisa final da batida de asas da mariposa. Mas isto é velha moral de história e logo se desvaneceu quando comecei a me questionar sobre o tipo de gente que acorda muitíssimo disposta a discutir paradigmas de boteco que só impressionam uma mulher analfabeta, ele não podia valer muita coisa. E a ladainha parecia não ter fim, se esta morrinha disser mais alguma coisa, não sei do que sou capaz, vou ter que dar um murro, pensei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É impossível determinar quando me tornei bestial com o sexo oposto e as implicações de me relacionar com ele, embora eu tenha justificativas de sobra e as razões sejam inumeráveis, a questão é que tudo me é aparentemente divertido num primeiro momento e, no entanto, o segundo momento, de estreitar vínculos e estas coisas todas, se tornou uma das partes mais desgostosas deste contato. Percebendo este aspecto obscuro em mim, a realidade de como as coisas são fora das telas do cinema nos conduz à conclusão de que somos muito feios por dentro e isto não constitui nenhuma novidade, nós não passamos de uma espécie que tem a alma pútedra e...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha auto análise que teria se estendido encontrou, primeiramente, uma sílaba no meio do seu caminho, depois outra sílaba e mais outra e as sílabas formaram uma palavra e outra palavra e muitas palavras, então não houve meios para dar prosseguimento ao meu raciocínio porque o infeliz não fechava a matraca, interrompendo abruptamente qualquer idéia que pudesse vir a florescer na forma de algo interessante. Resolvi que precisaria de uma quantia exorbitante de cigarro e café para conseguir suportar a homilia até que pudesse despachá-lo de volta para o inferno, de onde nunca deveria ter saído. Vou coar um café, aceita?, aceito, mas aqui você viu blá blá blá blá blá blá blá blá. E o café não saía porque eu não conseguia deixar o cômodo já que sempre lhe ocorria algum assunto que puxava outro, pode crer, então vou lá coar o café, mas aqui, Sarah, blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá. Meu bem, já te disseram que você é insuportável? Já lhe ocorreu que talvez você seja inconveniente e devesse rachar fora assim que a malícia da oportunidade aparece? Eu havia arrumado uma bela de uma sarna e cada palavra dita repercutia em mim como uma coceira enervante. &lt;br /&gt;Sentia-me desapontada não só pela companhia que não tinha o mínimo de bom senso, mas também por quem aquela coisa se revelou ser e por quem eu me revelei ser quando estava perto da coisa, algo que se pode definir entre o comportamento de um animal arisco, feroz e retardado e de alguém com uma alma exasperada na totalidade dimensional que a cólera abrange. Estava prestes a deixar meus instintos violentos e grosseiros virem à tona quando ele, finalmente, resolveu se meter para dentro daquela bermuda florida, mal consegui acreditar, o sujeito estava se sentindo tão à vontade que cheguei a cogitar que fosse ficar pelado para sempre, tive vontade de esganá-lo e abraçá-lo ao mesmo tempo por felicidade, acreditando ingenuamente que ele tivera sido iluminado pela sensatez e percebido que já havia passado da hora de sumir. Ledo engano. &lt;br /&gt;Quando você se depara com um desconhecido ao seu lado logo cedo, é esse o tipo de pensamento que rebimboca de lá pra cá na cabeça, parecendo uma bolinha de pinball desgovernada martelando impiedosamente todos os cantos do cérebro promovendo estímulos que acarretam sensações que, francamente, odeio sentir. Enquanto ele discorria sobre uma besteira que nem me lembro, eu tentava ordenar os fatos e entender o que diabos havia acontecido na noite anterior para descortinar o episódio de embriaguez que me conduzira a este final. &lt;br /&gt;Dali da porta do quarto, aonde eu havia me estacionado a uma distância segura livre de qualquer contato físico que eu não queria ter de modo algum, fitava-o com desdém reparando nos seus gestos, debochando interiormente da sua expressão facial que adquirira um tom patético de conformidade com a minha repulsa escrachada, notei que seus lábios eram agora hesitantes, quase trêmulos, e não exprimiam a determinação de quando resolveu que iria falar compulsivamente. A barreira emocional que impus era evidente e tudo o que ele fazia parecia ser premeditado, soando como um combinado de atitudes que culminariam na sua partida tardia, era uma espécie de aviso do que estava por vir, como quando você olha um colorido que se esfumaça suavemente e você tem a certeza absoluta de que vai desaparecer. &lt;br /&gt;Eu havia vencido e então senti uma tremenda pena do coitado. Ele desceu seu olhar sem brio para o relógio de pulso, eu acompanhei o gesto com apreensão, percebendo isto, disse-me que o papo estava bom mas que tinha combinado alguma coisa com não sei quem e que teria que ir. Sorri um sorriso iluminado de quem acabara de receber sua carta de alforria e disse que tudo bem, vou te levar ali, virei apressada e ele me acompanhou agora em silêncio. Silêncio agora, meu filho? Agora o silêncio já não me bastava. Dei-lhe um beijo sonso na bochecha e, ao pisar do lado de fora, virou-se para dizer mais alguma coisa mas antecipei-me com um tchau seco, vi-o aturdido se virar e começar a descer os degraus, nunca houve um som que me agradasse mais do que o som dos passos dele se afastando de mim. Fechei a porta com uma rapidez que beirava o desespero.&lt;br /&gt;Estava livre enfim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1492266661372742598?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1492266661372742598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1492266661372742598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1492266661372742598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1492266661372742598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/12/o-degradante-e-seus-incomodos.html' title='o degradante e seus incômodos'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2546384647282089250</id><published>2011-11-16T15:17:00.010-02:00</published><updated>2011-11-17T02:15:07.757-02:00</updated><title type='text'>o quase otimista  vs.  a quase cínica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por favor, não me venham todos sorridentes com a rapadura numa mão e o cabresto na  outra, posso dar coices eventuais, mas, pasmem, não sou uma égua. Rédeas,  celas e cabrestos são para pessoas fracas que necessitam ser direcionadas, caso contrário, não  teriam a menor idéia do que fazer das suas vidas, afinal, o que seria  das ovelhas se não fosse o seu pastor para guiá-las? Correriam feito  loucas, iriam se perder e acabariam dentro da barriga do lobo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria das pessoas  têm de ter uma direção apontada ou então ficariam por aí,  zanzando de um lado para o outro, sem ter  aonde chegar. E mesmo que o destino final seja óbvio, elas insistem em não aceitá-lo. Considerando o desfecho inevitável, deixam o pânico da certeza de que seus sacrifícios feitos durante a vida são baldados guardado no fundo do armário sob uma tonelada de roupas. Por isso é que precisam de obstáculos a serem vencidos, de paixões, de rituais, de  manias e, sobretudo, de negação, de forma que a vida aconteça como numa  terapia ocupacional para que a sensação de impotência não impere e as torne maníacas depressivas, revolucionárias ou simplesmente  críticas. &lt;br /&gt;A intenção é sempre torná-las um bando de estúpidos preocupadíssimos com o desfecho da novela, com quem deve sair no Big Brother ou com a vida da Grazi Massafera, esta anta que fala. São estúpidos condicionados a se preocupar com tudo que não tenha importância, menos com o fato de que se desdobram em mil facetas, se limitam, se desesperam, passam por cima uns dos outros, embora seja um comportamento inútil porque vão morrer e, olha, provavelmente será de uma forma bem besta.&lt;br /&gt;- Cara, você já parou para questionar o porquê de termos que fazer certas coisas? Eu perguntei ao Ivan a fim de investigar o sentido das milhares das nossas obrigações. E não estava falando de obrigações civis, leis e outras merdas utilizadas na tentativa de nos manter na linha, mascarando ao máximo nossos instintos para parecermos o mínimo possível com os bichos violentos que realmente somos, estava dizendo de regras que precisam ser seguidas para que se seja aceito e se viva com relativa decência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É inútil, no final das contas. Somos inúteis, no final das contas. As pessoas são descartáveis e nos usam conforme a necessidade, a partir  do momento em que não temos mais serventia para os propósitos dos  outros, nos tornamos chatos, babacas, difíceis, repressores e sei lá mais o que. É o argumento utilizado para nos deixar de lado quando, na verdade, não  têm coragem para serem sinceras e dizerem que não precisam mais de nós. Isso me deixa puta da vida, acrescentei.&lt;br /&gt;- Na verdade, muitas vezes eu acho que vai além disso, as pessoas se sentem  humilhadas por estarem sendo ajudadas e procuram descarregar as  frustações em cima de quem tem qualidades que elas não têm, porque mesmo quando  estamos no domínio da situação, elas ainda tentam nos  menosprezar. E outra coisa que me deixa mais puto, é perceber que  essas pessoas acreditam que somos burros, que somos incapazes de perceber o que  eles estão fazendo.&lt;br /&gt;- Isso de se sentir frustrado por não ter a qualidade X do outro tem um  nome: inveja. Haha. Mas sei lá, Ivan, acho que o buraco é mais embaixo,  as raízes tão na  falta de caráter delas e acho, inclusive, que elas não acreditam que  somos burros,  apenas querem sustentar a ilusão de que o que fizeram passou  despercebido  para se sentirem espertas de alguma forma, entende? Na verdade, o que  elas precisam é apenas isso: ilusão.&lt;br /&gt;- O caráter é o fator determinante mas, ainda assim, em alguns episódios você  consegue distinguir essas pessoas que nesses momentos críticos se tornam  diferenciadas, ele respondeu.&lt;br /&gt;O Ivan é um cara crente, crente não no sentido de curtir desencapetamento total nas noites de sexta-feira, ele é crente na acepção otimista da palavra, ou seja, ainda crê nas virtudes das pessoas e analisa o comportamento delas de uma maneira quase ingênua porque não tivera sua visão dos fatos totalmente maculada pela malícia proveniente de experiências péssimas. Mas isto eu já havia percebido mesmo antes de conversarmos sobre estas questões, soube no instante em que o vi pela primeira vez, o tipo físico dele e as suas maneiras talvez tenham me conduzido a uma imagem pré-concebida, sei lá, não tem importância. Prossegui o raciocínio falando que esta forma de pensar por um lado era boa mas que, por outro, alimentaria esperanças que seriam destruídas centenas de vezes e isso iria magoá-lo. &lt;br /&gt;Fui incisiva ao comentar que não acreditava mais, que não colocaria minha mão no fogo por mais ninguém, que as  pessoas não valem nada, eu, pelo menos, admito isso, continuei, e realmente admito que eu não valho a merda que eu cago, mas tem gente que  força para ser um mártir da sociedade capitalista selvagem com frases feitas ao passo em que só tem comportamentos mesquinhos, vis e egoístas. Finalizei com um sucinto "cansei", porque cansei mesmo.&lt;br /&gt;Ele riu, provavelmente pela minha renúncia aparentemente irrevogável, disse que conhecia muito bem o tipinho dos falsos moralistas e que, sim, era um pouco otimista, que esse otimismo tivera sido a forma que ele encontrara para se motivar, contudo, aprendera a não esperar gratidão de ninguém, que esta qualidade não era intrínseca ao ser humano. Bom, só pelo fato de conseguir enxergar isto já tornava a situação um pouco melhor, talvez não fosse tão inocente quanto eu havia cogitado, menos mal, pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem é incapaz de pensar por conta própria delega suas decisões aos outros como um cavalo delega sua vontade a quem o conduz, o problema é que as decisões alheias implicam princípios alheios, interesses alheios, idéias alheias, transformando, enfim, a mera indolência em escravidão, no ambicionar absolutamente nada que seja bom para si, vivendo sempre a executar, mecanicamente, ações que são excelentes apenas para quem dita as regras do jogo. &lt;br /&gt;Não conseguem desejar qualquer outra coisa que não queira o resto do mundo, um emprego estável que odiarão, com o chefe que cometerá abusos de autoridade que odiarão, com colegas pobres de espírito que odiarão; uma família estável que sentirão vontade de esquartejar ao chegar em casa por ainda ter que lidar com os filhos mimados e com o cônjuge que, provavelmente, irá te trocar por alguém com metade da sua idade a partir do momento em que o estresse e o desgosto impedirem que você tenha uma ereção para comê-la com impetuosidade ou dar até não aguentar mais. &lt;br /&gt;Muda um detalhe aqui, outro ali, entretanto, na essência, são sempre os mesmos sonhos e os mesmos discursos. Não passam de robôs que, evidentemente, não têm brio, não têm personalidade, não têm criatividade, não têm sequer audácia para reger a própria vida, embora haja pretensão de sobra para ostentarem qualquer coisa que não são, que não querem ser, que nunca serão, mas que se foda, contanto que acreditem nas idiotices que contam por aí.&lt;br /&gt;A conversa adquiriu um tom ácido de crítica, ao menos para mim, então disse-lhe que não eram apenas falsos moralistas, eram falsos politizados, falsos amigos, falsos adeptos da  contracultura sessentista, falsos filósofos, era tudo falso. Alguns forçam  tanto para aparentar qualquer coisa de profundo que se tornam afetados,  como um travesti tentando imitar os gestos de uma mulher. Ri, solitária, da minha analogia pateta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuei dizendo que não conseguia mais ser otimista e que talvez eu tenha me tornado uma cínica. Não sabia, só sabia que me motivar pela possibilidade de que, quiçá, ainda  existam pessoas realmente boas não funciona mais, principalmente porque me  irrita esse hábito psicótico que elas têm de ter que transparecer alguma coisa com um quê de sabedoria suprema, o que é ridículo e também arriscado, não estou nem um pouco a fim de esperar e pagar para ver.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou uma ovelha ou qualquer outro quadrúpede e asserto, portanto, que minha massa encefálica funciona razoavelmente, pelo menos, o necessário para poder discernir dois ou três fatos essenciais para ter a capacidade de rejeitar a sujeição. Esta história de ter que ser qualquer coisa que eu não quero, não aceito e não concordo, tem um conceito que eu até compreendo mas que, irremediavelmente, não se aplica a mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, Ivan, eu te digo: não espere nada de ninguém, a maioria das pessoas é uma merda, principalmente porque não dá para saber quem elas são de verdade já que insistem em esconder, propositalmente, o que elas não gostam nelas mesmas. O fato que elas não entendem é que está tudo bem em ser ignorante, mas que tenham pelo menos alguma dignidade e sejam honestas, caralho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2546384647282089250?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2546384647282089250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2546384647282089250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2546384647282089250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2546384647282089250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/11/o-quase-otimista-vs-quase-cinica.html' title='o quase otimista  vs.  a quase cínica'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5605524098575428300</id><published>2011-11-08T03:16:00.028-02:00</published><updated>2012-01-13T01:24:16.686-02:00</updated><title type='text'>eu seria pior se não fosse pela falta de dinheiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raramente consigo escrever qualquer linha sobre esperança, acho, inclusive, que a falta da última-que-morre remete a minha infância conturbada, aos meus insanos pais professores, extremamente inteligentes, com comportamentos de adolescentes tardios e que em meio às cachaçadas, em meio às tantas loucuras, apesar de tudo, conseguiram enfiar alguns princípios dentro da minha cachola como se eu fosse uma aluna deles 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante os sofríveis 365 dias do ano. Quiçá eu tenha entendido tudo errado ou quiçá eu tenha nascido mesmo com o talento natural para ser uma garota ruim. A segunda hipótese faz mais sentido porque eu realmente sentia tesão, mesmo que não tivesse a menor idéia de como era me sentir excitada, ao observar as expressões de espanto do entorno e confesso que aquelas caras de horror e reprovação eram como o que são fodas muitíssimo bem tiradas para mim hodiernamente.&lt;br /&gt;Eu passei minha adolescência aqui no bairro e, mesmo estando bem ao lado, cresci relativamente sozinha, aprendendo sobre a sexualidade, mesmo que a minha sexualidade na época tenha se resumido a ter doado, alguns anos mais tarde, o meu cabaço a quem me dediquei por anos a fio e que atendia por namorado, aprendendo sobre a vida, sobre o martírio, sobre o fardo da consiência de mundo. E, conforme meus pais chapavam o coco por aí à fora, eu agia de forma equivalente na rua escura de fundos do estacionamento do shopping enchendo a cara de vinhos vagabundos, bem escondida, aprendendo a fumar e a beber aos 13 anos, embalando discursos metafísicos e infantis sobre política, literatura, futebol, religião, boemia e toda a sorte de assuntos que dominam a mente dos marginalizados precoces, assistindo, embriagada, as promessas feitas durante a infância se asfastarem velozmente de mim, mas como a bêbada que sempre fui, só me dei conta disto outro dia.&lt;br /&gt;Para comprar birita e cigarro era muito simples há 11 anos atrás porque havia uma legislação flexível e zero de fiscalização, então, ciente da facilidade, eu chegava ao balcão do boteco da Tia R pedindo de cara uma cerveja Miller e um cigarro goudang de menta, ela perguntava se eu tinha 18 anos e eu respondia que sim, mesmo com aquela voz de Sandy durante a adolescência, sem peitos e bunda, tão reta quanto uma táboa, e a Tia R, por pena, me vendia seus produtos. Eu disse por pena? Por pena uma ova! Fazia isto porque queria ganhar o seu sustento e o do seu filho viciado, mesmo que fosse às custas de uma freguesa estragada prematuramente como eu, mesmo sabendo que estava alimentando a possibilidade de criar outro monstro como ela fizera com a sua própria prole. Ela não dava a mínima, mas pelo menos não era um não se importar como o dos meus pais, que viviam rasgados d'água e só sabiam reclamar e brigar e encher meu saco sem terem a menor idéia do que acontecia comigo, a Tia R, ao contrário, simplesmente não se importava e isto era um sentimento genuíno porque até mesmo a circunstância consciente de não se importar lhe era desimportante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de adqurirmos o que queríamos, minha fiel escudeira e eu, íamos para uma rua discreta em frente ao McDonald's e toda bendita vez em que ela fumava, sentia a vontade lacinante de cagar. Era incrível! Apenas três tragadas eram o suficiente para que o cocô lhe apontasse no rabo, então corríamos desesperadas para o banheiro da lanchonete para que ela pudesse se aliviar. Depois de algum tempo, a mentira deslavada para a dona do boteco, os goles, as tragadas e a vontade de botar para fora se tornaram um ritual e eu nem me irritava mais com isso, pelo contrário, fumava e mandava a cerveja para dentro  rapidamente a fim de que tudo ocorresse dentro do cronograma que nos era habitual, afinal, alguma coisa próxima de familiaridade nós havíamos de ter, nem que fosse o trajeto percorrido às pressas até a privada. A verdade é que corríamos ébrias ao banheiro com a veemência de que tínhamos vontade de correr até os nossos pais e dizer-lhes que eram um bando de egoístas filhos da puta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 14 anos, minha mãe descobriu que eu fumava maconha. Deste dia em diante, minha vida se tornou um inferno. Não, o inferno é um hotel de 5 estrelas se comparado ao que eu passei durante uns bons 5 ou 6 anos, sendo consumida pela eterna suspeita, pelo dinheiro regulado, pelas fofoquinhas familiares, pelas fofoquinhas dos conhecidos, pelo fato de tudo o que me ocorria ser atribuído à pobre e inofensiva marijuana, até o desgraçado do namorado era culpado. Para minha sorte outro primo meu acabou sendo descoberto, muito tempo depois, como um inveterado maconheiro e eu vivi um período de paz e negligência por parte de todos os parentes e tive, portanto, toda a tranquilidade para seguir com a minha filosofia de vida rock &amp;amp; roll. O problema foi que, à certa altura, descobri que sentar o nariz era muito mais divertido e que, embora mais caro, me propiciava horas maiores com a minha maior paixão: o álcool. Daí quanto mais eu cheirava, mais eu bebia e quanto mais eu bebia, mais eu cheirava e mais alheia aos fatos ficava. Tornou-se um ciclo vicioso. O álcool, o pó, meus pais desregulados e eu. Era uma relação doentia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca tive nenhum exemplo do que poderia ser uma família perto de tangir o conceito de normalidade. O trivial, para mim, sempre fora o beber até fazer um chafariz com os orifícios do corpo, o fumar até o pulmão berrar por misericórdia e o me drogar até entrar em desepero pela taquidardia achando que ia infartar, muito embora meus pais sempre tenham sido categoricamente contra os entorpecentes ilícitos, de modo que passei quase 10 anos da minha vida sob ameaças de internação, ameaças de não comprarem meus cigarros, ameaças de não me darem dinheiro para sair, ameaças de exames sanguíneos, ameaças de contarem para meus futuros cônjuges sobre a pessoa deprimentemente dependente que sou e foram sempre todas estas ameaças estúpidas que não surtiam efeito e que nunca se concretizaram porque eu me antecipava abrindo a boca para deixar bem claro para as pessoas sobre com quem elas estavam se metendo, veja bem, eu sou uma roubada, meu querido, rache fora enquanto é tempo.&lt;br /&gt;Ao passo em que meus pais me ameaçavam e não cumpriam, eu prometia e não cumpria também. De qualquer forma, as ameaças acabaram por ser para nós um punhado promessas que se esmigalhavam inevitalmente e que não possuíam valor algum, mas que eram refeitas sempre que as particularidades dos fatos exigissem que fizéssemos, renovando, assim, nossa fé em nós mesmos para que a quebrássemos posteriormente de uma maneira monstruosa, bestificada e desrespeitosa dando contorno àquela cachorrada repugnante em que vivíamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, apesar de não me drogar com a diligência de outrora e de não beber com a sede de outrora, ao conversar com uma amiga sobre minhas fraquezas, cheguei a dizer que isto ocorrera por nojo, não que não enxergasse isto naqueles tempos de calmaria e relativo otimismo, mas ao repensar e reaver o conjunto da obra neste momento, atribuo a minha constante sobriedade à falta de dinheiro. Carecer de capital às vezes pode culminar na moderação dos maus hábitos e é por isto que eu constumo dizer que Deus não dá asas às cobras e, este bicho peçonhento que escreve, se não tivesse que se rastejar pela vida, já teria sucumbido às inclinações vertiginosas para o mal. Acho que devo dar mil glórias à classe média ou ao governo de Minas Gerais pelos contra-cheques miseráveis designados aos professores tais quais meus pais.&lt;br /&gt;Apesar de aqui em casa sempre termos sido um bando de loucos, nos amamos demais, ainda que seja de uma maneira retorcida aos olhos comuns, mas foram justamente as adversidades que agiram como um ímã e acabaram por nos aproximar magneticamente, tornando-nos algo como que fôssemos cúmplices dos nossos crimes com a vida ou gêmeos das tristeza que sentíamos no espírito em relação a esse mundo medonho. Ao atingir a maturidade, eu percebi que havia sido muito injusta principalmente com minha mãe, já que eu sempre fui mais apegada ao meu pai, e exigi coisas que nunca deveria ter exigido porque não passava de uma adolescente retardada que se achava a criatura mais inteligente do planeta, enquanto ela se matava para me proporcionar a melhor educação possível, para que eu pudesse ler os melhores livros, assistir os melhores filmes, frequentar os melhores lugares e que não houve rejeição nenhuma por parte dela, aliás, por parte de ambos, a rejeição foi apenas minha porque nunca tive habilidade suficiente para enxergar beleza no politicamente correto. O fato é que, sendo bêbados ou não, adultos com síndrome de Peter Pan ou não, meus pais e eu integramos o grupo seleto da família, que, mais cedo ou mais tarde, atinge um grau de amizade equivalente à amizade que se tem com alguém que não é parente. Se alguma coisa dera errado na minha vida, &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt; e de ninguém mais. Meus pais têm, portanto, a sua parcela de responsabilidade eximida para sempre porque eu, irremediavelmente, os amo, malucos, intelectuais, politizados, amorosos e inconstantes como são. Sou quem fiz, sou a única que deve responder pelos meus atos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5605524098575428300?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5605524098575428300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5605524098575428300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5605524098575428300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5605524098575428300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/11/eu-seria-pior-se-nao-fosse-pela-falta.html' title='eu seria pior se não fosse pela falta de dinheiro'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4900430430357829856</id><published>2011-11-03T13:54:00.019-02:00</published><updated>2012-01-30T00:39:09.434-02:00</updated><title type='text'>adeus e não voltem tão cedo do inferno, demônios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WcFZdhhRFXE/TrK4xs1saLI/AAAAAAAABUU/49ECGwq-_i8/s1600/adeus.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-WcFZdhhRFXE/TrK4xs1saLI/AAAAAAAABUU/49ECGwq-_i8/s1600/adeus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acho formidável a habilidade de que algumas pessoas são dotadas para reprimir suas vontades, sempre seguindo os preceitos determinados por este povinho carrancudo. Esta é uma dádiva exclusiva dos seres iluminados e que engloba, também, a magnífica capacidade de viver como um repolho, sem questionar as regras que são impostas. Imagine que tivessem colocado o rio Tietê no céu e dele chovesse toda a nojeira que sai dos nossos cus, pois bem, é assim que aceitam pacificamente a torrente de esgoto que despenca implacável sobre as suas cabeças sem, sequer, franzir as sobrancelhas ou retorcer o nariz.&lt;br /&gt;São mesmo abençoados estes que não contestam, que não soltam um berro, que não esculacham e que, por mais indignação que lhes venha a goela, as engolem. Jesus Cristo ficaria extasiado com tal abnegação, nem a sua santíssima mãe viveu com tamanho desprendimento, só está em vantagem por ter sido a única virgem a conceber uma criança sem ter fornicado.&lt;br /&gt;Enfim, isto todo o mundo sabe - ou deveria saber - que não passa de covardia. Covardia no sentido de serem omissas quando convém e, também, a covardia no sentido da vileza ao praticarem o mal. Óbvio que para serem cretinas, bravura é o que não lhes falta. Não lhes falta firmeza de espírito para dissimular, para ignorar os defeitos dos amigos, para excluir, para fofocar, para mentir, para falar mal, para dizer amenidades na sua frente e sentar a língua quando você dá as costas.&lt;br /&gt;Perceba que só não falta coragem para coisas inúteis. Os seus grandes culhões, que servem para todo tipo de sacanagem com os outros, se escondem amedrontados atrás do pinto quando são chamados a socar a cara na realidade. E é só baterem de frente com a faceta assombrosa da verdade que, em questão de segundos, o legal vira escroto, o engraçado vira grosso, o indiferente  vira odiado, tudo isto porque a sinceridade é como um estupro  cometido pelo Kid Bengala às suas vidas construídas porcamente sobre profundos  alicerces constituídos de ninharias e mentiras. &lt;br /&gt;A razão pela qual tanta repressão mental é aceita com  complacência me conduziu a uma bifurcação de duas possibilidades: ou são  débeis que não enxergam que não há moral nenhuma em regular, julgar e taxar comportamentos porque o único objetivo é apenas manter a manada sob  controle, ou são coniventes pelo pavor que elas têm de serem rejeitadas. Em ambos os casos, tenho a obrigação de dizer, que a finalidade é irremediavelmente patética. &lt;br /&gt;A passividade com que existem só pode ter raízes no medo, quer seja no medo de ser repelido ou no medo de causar uma má impressão ou no medo de não ser compreendido ou no medo de abalar a imagem de qualquer porcaria que se queira manter. No entanto, a circunstância de o medo do que os outros vão pensar pautar a vida de alguém, nada mais é do que o indizível medo de viver, indizível porque ninguém admite sentir. Quem se importa demais com os hábitos solenes que disfarçam as hipocrisias desta sociedade suja e subjuga a própria vontade deliberadamente é porque, no fundo, além de não se aceitar como é, não passa de um frouxo.&lt;br /&gt;O que elas não entendem é que não existe sentido no ser se isto significar estar sempre retraído, sendo sufocado pelas mãos de todas as pessoas que você  conhece e que irão espremer sua traquéia ao menor sinal de contravensão às regras e que é simplesmente absurda a cara de  pau de dizer que vivem intensamente, de modo que não me resta outra alternativa senão repudiar gente frouxa. Gente que acha que engana, escondendo-se atrás de conversinhas fiadas do tipo eu sou da paz para evitar determinados assuntos com o intuito de disfarçar a sua ignorância, essa mesma gente que adora dizer que está aqui de passagem mas não veio a passeio. Ora, gente que se borra de medo das pessoas só pode ter vindo aqui a  passeio, caralho, ou por qual outro motivo teriam tanto pavor das  opiniões dos outros? &lt;br /&gt;Passeia pela vida gente que sobrevive às custas de sacrifícios estóicos, seja deixando de dar uma boa metida porque ciclano condena, seja deixando de cultivar amizade com alguém porque beltrano condena, seja ouvindo música da moda porque se não o fizer, o fulano condena. Mas e quem condena? Quem condena nunca será condenado porque quem condena só pode ser algum tipo de autoridade moral: ou um deus ou um santo. Claro, esta é a única explicação plausível para o fato de que aqueles que recriminam tanto nunca sofram censura, para que sejam imunes a tudo, eles têm de ser realmente muito bons. &lt;br /&gt;O que eu quero dizer que o acontece é que, no final das contas, de tanto viver a evitar a condenação cruel de quem se sente no direito de humilhar, o tempo já terá passado, e você se dará  conta de que, mesmo tendo cumprido com maestria todas as etapas conforme manda o figurino, o que na verdade fez foi se invalidar e se anular e, então, sentirá a  dor dilacerar a alma por ter existido sempre em função de qualquer pessoa que não seja  você mesmo. Eu não sei quanto a você que está perdendo seu tempo lendo isto aqui, mas para mim, existir desta forma não vale a pena, aliás, isto nem é existir, isto é que é viver a passeio. &lt;br /&gt;Portanto, prefiro que me deixem sossegada aqui com meu mau comportamento, com meus vícios, com minha boca suja, de qualquer forma, isto soa melhor do que a outra hipótese de ter que me tornar uma dessas mulheres para casar que são como Barbies, patriçocas, hippiezocas ou sei-lá-o-que-ocas, que se acham o máximo porque botam a banca de púdicas mas que, no entanto, chutam o pau da barraca por debaixo dos panos e que não passam de vagabundas interesseiras e os otários acreditam, sobretudo, porque é cômodo, recusando-se terminantemente a enxergar a verdade de que esses tipos de mulherzinhas são como vacas hindus, só que com um cérebro menor, sempre reféns de idéias que nem são delas e que, por isso, nunca conseguirão ser pessoas de verdade, porque estarão sempre preocupadas com o que vão pensar os fulanos, beltranos e ciclanos e ciclaninhas, fulaninhas e beltraninhas.&lt;br /&gt;E, francamente, para o inferno com esta merda e não voltem tão cedo de lá, demônios!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4900430430357829856?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4900430430357829856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4900430430357829856&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4900430430357829856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4900430430357829856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/11/adeus-e-nao-voltem-tao-cedo-do-inferno.html' title='adeus e não voltem tão cedo do inferno, demônios'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WcFZdhhRFXE/TrK4xs1saLI/AAAAAAAABUU/49ECGwq-_i8/s72-c/adeus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6147148836296202704</id><published>2011-11-01T23:45:00.009-02:00</published><updated>2011-11-14T21:10:08.059-02:00</updated><title type='text'>cálculo, café, cigarros e devaneios na áfrica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei o meu bloquinho porque senti uma necessidade que beirava a  tara de escrever alguma coisa, qualquer coisa. Não tinha a menor idéia  do assunto, pensei bobagens corriqueiras do meu dia-a-dia monótono,  conversas de padaria, um deboche sobre minha última cachaçada da qual me  recordo pouquíssimo, rejeitei todas as idéias e esbocei um pensamento  pretensioso de que eu deveria dar início a um romance, contando as  histórias cáusticas e perversas sobre as minhas excursões ao submundo  mas acabei rejeitando também esta idéia por genuína falta de vontade de  dar prosseguimento ao esforço de ter que fazer esforço, e apenas a  simples possibilidade de me empenhar por isto já foi o suficiente para  abrir prerrogativa à minha eterna preguiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomei um gole do café  gelado, vislumbrei um outro livro de cálculo esperando por mim cheio de  equações diferenciais que furtavam vez ou outra a minha atenção, tomei  outro gole do café gelado, eu tinha que estudar, revirei a memória em  busca de qualquer coisa que merecesse minha admiração, qualquer fato extraordinário que nunca me aconteceu, qualquer tópico  filosófico relevante, qualquer dissertação acerca da minha frustração  com a sociedade, qualquer relacionamento mal sucedido mas lembrei que  não me relaciono com ninguém há meses e os insucessos passados já não me  interessam desvendar, mais outro gole daquele café gelado, um cigarro  e... nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está para nascer pessoa menos espirituosa do que eu no  que concerne o ofício. Estive na iminência de escrever contos longos mas  a disposição para o trabalho prolongado nunca foi o meu forte, sofro da  síndrome da obra inacabada. A minha grande ambição profissional se  resume a me escravizar por um período da vida, somente o suficiente para  ganhar um dinheiro que dê para comprar um pedaço de terra na África,  esvaziá-lo, emancipá-lo, cercá-lo e passar o resto dos meus dias lendo,  escrevendo, lendo, enchendo a cara, escrevendo, acordando podre de  ressaca, lendo, escrevendo, enchendo a cara, acordando podre de ressaca e  observando orangotangos saltarem de galho em galho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso falar  do meu sonho. Não escolhi o continente africano aleatoriamente,  escolhi-o, primeiramente, por ser bem longe daqui, das pessoas daqui,  das mentalidades limitadas daqui, em segundo lugar, porque é o lugar  mais fodido do planeta e, evidentemente, o custo-benefício valerá à pena  pois não falta político corrupto querendo se livrar da pica que deve  ser administrar miseráveis infectados com HIV, milícias armadas até os  dentes, famintos pisando nas cabeças uns dos outros atrás de grãos de  arroz e, finalmente, em terceiro lugar mas não menos importante, a fauna  daquele pedaço de mundo esquecido por Deus realmente me agrada e me faz  acreditar que vale a pena me manter viva para contemplar alguma beleza  perdida no meio das toneladas de bosta deste planeta corrompido e  imundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e o meu futuro país solitário africano e as minhas  cervejas e os meus deslumbrantes orangotangos catando piolhos  dependurados nas costas de seus semelhantes, tudo só para mim na santa  paz, paz até para sentir-me desgraçada no limbo pós-etílico. Sempre fui  uma ótima companhia para mim mesma, por isso nunca cheguei perto de  alcançar a compreensão desta necessidade neurótica das pessoas de ter  que viver em sociedade com milhões de amigos histéricos e sorridentes  porque eu, ao contrário, sempre enxerguei a multidão como um incômodo,  semelhante ao incômodo produzido por um vento impiedoso de inverno que  dói nos ossos e queima a pele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É irritante como estão sempre a  sofrer pela solidão, choramingando pelos cantos, citando frases  profundas que nem são suas, já que são incapazes de pensar algo original  por conta própria porque são como animais adestrados e seguem se desdobrando, se  matando e se anulando para agradar todo mundo porque acham que todo  mundo tem que agradar e ser bacana o tempo todo, bajulando  incansavelmente os outros idiotas presunçosos para ganhar uns tapinhas  nas costas de aprovação, enfim, serei concisa: não passam de um bando de  carentes, desesperados para serem aceitos a qualquer custo. E cá estou  eu, a enlouquecer por esta multidão imbecil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de pensar, pensar e pensar, resolvi que já não queria mais  estudar, nem falar dos meus devaneios na África, não queria mais nada  porque já havia tomado a decisão de escrever meu livro que teria esta  única página, a da dedicatória. Esbocei com uma grafia de primário no  bloquinho minúsculo o seguinte: "Dedico este livro ao meu cérebro, o  único responsável por este feito, já que o resto de vocês sempre fez  questão de desmerecer a única coisa que faço razoavelmente bem. Aliás,  desejo imensamente que todos se fodam de cima a baixo de modo que fiquem  arrombados pelo resto de suas vidas mesquinhas". Pousei o lápis em cima  do bloco. Visceral, disse em meia voz, meio vulgar porém visceral...  em outras palavras, bastante adequado, acrescentei sorrindo meu risinho  cínico e malicioso habitual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu devo ser mais do que anti-social, a verdade é que talvez eu seja  mesmo uma retardada ou uma estúpida ou uma melancólica idiota ou tudo isto. Mas tudo isto atualmente,  para ser honesta, não faz a menor diferença e é o tipo de rótulo em que faço questão de cagar em cima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6147148836296202704?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6147148836296202704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6147148836296202704&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6147148836296202704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6147148836296202704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/11/calculo-cafe-cigarros-e-devaneios-na.html' title='cálculo, café, cigarros e devaneios na áfrica'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5895924383505559355</id><published>2011-10-19T22:24:00.006-02:00</published><updated>2011-11-14T20:51:05.370-02:00</updated><title type='text'>quando um homem brocha uma mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era uma criança feia e, por isso, pensava quando mais nova que se eu  apresentasse um outro atrativo talvez tivesse a mínima chance com os  caras algum dia. Avaliei as minhas restritas possibilidades e escolhi o  caminho mais fácil que era o de ser inteligente. Cresci, continuei feia e  estranha, porém, com algumas coisas a mais na cabeça que não fossem apenas  cabelo e maquiagem. O que acontecia é que, a princípio, todos os homens  me pareciam interessantes, com seus braços de macho, suas mãos ásperas e  grandes, com seus pescoços largos, pernas bem torneadas, mas ao ouvir  as suas tagarelices eu sentia vontade de estourar os miolos, os meus ou  os deles, tanto fazia. De modo que me ocorreu que eu poderia ter lido os  livros errados, amargos demais, profundos demais, voluptuosos demais, não sei.&lt;br /&gt;Sei que, depois um longo tempo, eu vim a perceber que por mais que eu gostasse de um  sujeito, cedo ou tarde, ele começaria a encher meu saco, sua voz, seus  hábitos, seu cheiro, tudo passava a me irritar, a me enojar, a me  entediar, então eu me transformava, dizia frases rudes e outras coisas  ríspidas, principalmente quando enchia a cara, fazia as maiores  abominações do mundo apenas com o intuito de afastá-lo. Esforçava-me para, a certa altura, simplesmente cismar de que estava a fim de cagar com tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto era ilógico, não havia razão de ser e a  constatação da inutilidade dos meus atos veio seguida daquela sensação  idiota de negligência, que acabou por provocar uma enorme preguiça em mim só  de cogitar me envolver com alguém. Alguma coisa se desvirtuara do plano  original, havia uma divergência gritante entre a expectativa e a  realidade, na expectativa, todos me admirariam por não ser uma burra, na  realidade, todos me rejeitavam por não ser uma burra. Concluí que eu  fizera a escolha mais equivocada do século, deveria ter abnegado do  intelecto e escolhido algo mais acessível aos cérebros de azeitona de  quem costumo trombar. &lt;br /&gt;É verdade que eu nunca tive tato e sensibilidade suficientes para o amar e ser  amada, pelo menos desde quando resolvi que não queria ser uma imbecil, mas a  inteligência sempre foi um entrave às chances de me relacionar porque a  maioria dos homens que conheci nunca se deu com mulheres que pensam,  primeiro, porque não o admitem e, segundo, porque se esta mulher nega o  futuro covarde e sem perspectiva de uma vida pacata na aparência e  medíocre na prática, contraria a expectativa masculina de que uma mulher  tem a obrigação cívica e moral de ter que casar, procriar, encostar a pança no fogão e morrer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, acabei ficando com a  solidão, de certa forma, ela sempre foi o meu porto seguro, um lugar inatingível que  ninguém conseguiria alcançar para me machucar, fazer com que eu me sentisse uma bosta indigna de respeito, consideração ou estima, um lugar sossegado aonde eu poderia odiar o mundo e  as pessoas que habitam o mundo sem que nenhum filho da puta me  retaliasse ou repreendesse. A solidão acabou se tornando, para mim, aquele lugar sagrado aonde eu tenho o direito de odiar a vida em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acendi um cigarro e fiquei imaginando todos aqueles homens gostosos, uns iguais aos outros, com seus testículos, sovacos, braços e falando muita merda. Soprei a fumaça prazerosamente. Senti vontade de bocejar mas acabou emendando num regurgito de ar porque machos sem cérebro me provocam sono e ânsia de vômito ao mesmo tempo. Pensei que se ao menos fosse cultural, tal qual a circuncisão é para os judeus, o hábito de cortar as cordas vocais de garotos ao se constatar que estes seriam destinados à diversão e não à produção intelectual, talvez não me enfastiassem tanto porque o meu tesão vai embora justamente quando eles têm a infeliz idéia de abrir a boca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5895924383505559355?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5895924383505559355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5895924383505559355&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5895924383505559355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5895924383505559355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/10/quando-um-homem-brocha-uma-mulher.html' title='quando um homem brocha uma mulher'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-793640539908385163</id><published>2011-10-17T05:18:00.019-02:00</published><updated>2011-11-04T01:16:54.505-02:00</updated><title type='text'>um conto que conto para ganhar nenhum conto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época do colégio eu tinha uma amiga e nós éramos grudadas como amigas devem ser. Era dessas que são dotadas de um prazer de viver inabalável e tudo é uma perfeita sucessão de fatos e o mais estúpido dos acontecimentos lhes figura esplêndido assim como o surgimento de uma supernova figura para um astrônomo, logicamente que não pensavam nunca em astronomia, limitavam-se apenas à astrologia. Como estava dizendo, esta minha amiga tinha um brilho próprio que irradiava e que acabara por blindá-la das desgraças da escola, então tudo lhe tivera sido bastante simples nestas questões. Sempre achei que fosse uma boa pessoa, dotada de princípios católicos, engajada, avessa às desigualdades sociais, ao álcool, ao cigarro, à maconha, à cocaína, se acabava no axé, funk e pagode, mas, no final das contas e no pesar da balança, era uma boa pessoa e vivia uma boa vida em sua bolha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca a invejei pelo fato de a sua vida ser formidável. Quero dizer, nunca a invejei pela sua vida ser formidável 24 horas por dia, formidável no sentido de que ao dormir todos os seus sonhos eram magníficos, a bosta que cagava saía em forma de corações fofíssimos, com flechas atravessando coisa e tal, até seu mijo era esguichado junto com estrelinhas douradas. Óbvio que não a invejava, perfeição demais me é uma tremenda chatice que transforma as ações em gestos de ventríloquo. Aliás, naquele tempo já havia me resignado à condição de ser uma coadjuvante. No entanto, me ocorria uma idéia furtiva de que, talvez, houvesse algum detalhe que me escapava e que tornava aquele universo dela uma coisa inacessível lá no infinito. Eu queria sentir o deleite de estar viva, afinal, eu também tinha esse direito. Certo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece é que estar viva sempre me custara um esforço sobre humano, principalmente porque o singelo fato de respirar em comunidade implica, inevitavelmente, ter de suprimir tudo o que eu sou, tudo que eu acredito e subjugar-me a doutrinas sociais psicóticas que nunca fizeram o menor sentido para mim. Na época, disseram-me que apenas semeando o terreno com as sementes de bons costumes a minha ascensão seria possível e que o resto, espontaneamente, se realizaria. Mas eu nunca consegui enxergar espontaneidade nesta história de você tem que agir assim, falar assado, olhar desta maneira, segurar a periquita desta outra aqui. Como nunca me sujeitava, nem antes nem agora, o resumo é que, aos olhos da sociedade, eu sempre fora um animal repulsivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu quero dizer é que existem pessoas, como esta amiga, que já nascem com o rabo virado para a lua, que são lindas, simpáticas, falam com maciez e, por isso, têm suas vidas traçadas numa trajetória definida com destino à plenitude. O trabalho lucrativo de uma vida toda, (escravidão). Um marido delicioso de uma vida toda, (tédio). Um breve intervalo para crise de meia idade, micose, menopausa, casos extra conjugais, chulé, discussões, refeições solitárias em silêncio, ofensas brutais, falta de sexo, essas coisas todas, (finalmente a realidade). Um outro breve momento para colocar a família em ordem, estabilizar a água do lago, deixando a superfície estável mas escondendo o fundo cheio de dejetos, (manter as aparências). Ver seus filhos favorecidos pela genética formados, casados, grávidos, (contar vantagem em reuniões de amigos). E passar de geração a geração todo este patrimônio abençoado por Jesus de Nazaré, que será contado como um Cântico dos Anjos do Senhor aos seus netos, bisnetos, trinetos e sei lá mais quem até o final dos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, bem meus queridos, este não é o meu caso. Aos 24 anos ainda não me formei, não tenho renda fixa e comecei a me tornar um grande estorvo para os meus pais. É aborrecedor, principalmente por ouvir todos os santos dias sobre meus inúmeros talentos que ainda não me deram retorno porque sou tímida demais, às vezes trocam timidez por preguiça, da minha fabulosa inteligência, para eu não desistir, que é mesmo uma idiotice o que eu faço da minha vida, de como destruo com aditivos químicos os meus neurônios de gênio incompreendido e para parar de trocar de curso na faculdade, escolher algo e focar-me naquilo, embora eu só tenha trocado uma única vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão é que, em vida, sou o sinônimo de tudo aquilo que não deve ser feito, fizeram de mim um bom exemplo de um mau exemplo e espero que depois de passar desta para melhor eu, finalmente, seja reconhecida, tenha meus dons valorizados, blábláblá, porque vocês sabem: um fracassado na vida, vira santo na morte. A glória conferida a um defunto prematuro é incrível, "que pena, tão nova", "escrevia como ninguém, deviam ter publicado seus textos", "tão talentosa", "tinha um coração enorme, poderia ter acrescentado mais ao mundo", esta aura de respeitabilidade que um presunto adquire é um fenômeno fabuloso! A morte encerra tudo e o que resta são apenas as infinitas possibilidades, nossos mortos seriam qualquer imagem conforme desejássemos, não pela certeza mas pela incerteza do que poderiam ter sido e que dormiu na vaga idéia de um talvez. É cômodo. É confortável. Alivia a consciência de quem sempre nos fodeu, nos denegriu, nos excluiu, nos espezinhou, nos humilhou e dificultou a nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calma, amiguinhos, controlem estes estômagos fracos! Ainda há muita cerveja neste mundo para eu tomar, muita maconha para eu fumar, trepadas para praticar, histórias sacanas e tristes para dissertar e, portanto, não pretendo abrir mão de tanta diversão tão cedo. Porquanto, continuarei asquerosa e provocarei náusea, aversão e horror ao rebanho durante muito, mas muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-793640539908385163?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/793640539908385163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=793640539908385163&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/793640539908385163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/793640539908385163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/10/um-conto-que-conto-para-ganhar-nenhum.html' title='um conto que conto para ganhar nenhum conto'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2711784419150684887</id><published>2011-10-13T04:13:00.039-03:00</published><updated>2011-10-28T23:38:53.405-02:00</updated><title type='text'>aqueles malditos olhos doces</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora sempre o tédio rançoso que me  conduzira ao bar, ao copo, ao degradante, às conversas reticentes, "o  que tem feito?", "como vai a sua vida?", eram pretextos, não queriam  saber o que eu andava fazendo, tampouco como minha vida estava, caso  contrário, dariam-me tempo para discorrer amplamente sobre estas  questões ao invés de mudarem subitamente o rumo do papo de uma maneira  até histérica, faziam isto apenas para seguir o que manda o figurino da  sociabilidade. Eu retribuía com equivalente reticência, e também dizia  de pretextos escarrados porque, afinal, as suas vidas, profundamente,  não me interessavam nem de longe. É preciso cumprir o cronograma da  simpatia débil e despropositada. Mas isto é apenas o tipo de besteira à  toa que costuma circular na minha cabeça. Foi então que, num lampejo  corriqueiro de vida que pulsa por dentro e por fora, deparei-me com  aqueles olhos doces.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observe,  todo escritor, competente ou não, encontra para si, inevitavelmente, porque uma hora há de acontecer, aquela pessoa inexplicável e ela se torna um objeto de adoração porque tem uma coisa qualquer de entidade com  aspirações místicas; de personificação do que é a síntese do absurdo ou  beleza da existência; do ideal dos sentimentos que gostaria de sentir profundamente e que se concretizam em linhas de delírio lascivo e desejo voraz; porque tem aquele 'quê' da visão sublime que ele vasculha  incansavelmente no mundo, remexendo em toda a merda fétida, até  encontrá-la, para conseguir realizar as  pequenas ações mecânicas diárias. E a imagem daqueles olhos doces e  ingênuos não me saía da cabeça. A meiguice contrastava com seu tipo  grandalhão, moreno e austero. Mas aqueles olhos doces não me saíam da  cabeça. Poderia me perder por séculos no sabor deles e me tornar a  senhora do tempo numa eternidade de dois segundos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso  começar contando como tivera sido excitante a brevidade do encontro do  meu braço flácido com o braço viril dele, ou sobre como fiquei  involuntariamente corada, ou sobre como o desprezava, acima de tudo,  como desprezava o estereótipo que ele representava aliado ao estilo de  vida que eu enojava, ou sobre como desprezava a mim mesma por me sentir  perturbada, ou sobre como eu desprezava a maneira que eu me comportava  quando o sujeito se dirigia a mim, respondendo laconicamente como quem  não se interessa, querendo enfiar meu focinho envergonhado na terra.  Esta é a Sarah, uma amante ousada, uma amante ousada e descarada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então de que me  adiantavam, portanto, o álcool, os cigarros, os outros homens  ordinários, o mundo, a puta da vida, se não tinha aqueles olhos doces?  Poderia delirar sobre eles, por eles, porém nunca os teria porque, como  se diz, ele era muita areia pro meu fusquinha ultrapassado. E, no  entanto, ainda assim, a imagem inquietante daqueles olhos doces e  ingênuos persistia na minha cabeça.&lt;br /&gt;Eu o odiava. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2711784419150684887?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2711784419150684887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2711784419150684887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2711784419150684887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2711784419150684887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/10/aqueles-malditos-olhos-doces.html' title='aqueles malditos olhos doces'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3396478421640032709</id><published>2011-10-11T18:24:00.008-03:00</published><updated>2011-12-15T18:04:06.929-02:00</updated><title type='text'>vejam bem como sou religiosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Por anos o comportamento cínico dessa cidade horrorosa tem me desafiado e quase conseguiu me enganar a respeito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;do postulado que intitulei "&lt;a href="http://insossa.blogspot.com/2008/09/sejamos-sinceros.html"&gt;Sejamos sinceros&lt;/a&gt;", pensei que, talvez, eu estivesse bradando uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;utopia e devesse entrar de uma vez por todas na roda louca do finge-que-me-engana-que-eu-finjo-que-acredito e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;brincar também de ser alguém que eu não sou. O que reavivou a memória das tantas palavras ásperas expelidas por tantos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;lábios vulgares que acabaram por me meter pra dentro de mim mesma, pra dentro dos meus livros e fizeram com que eu me olhasse &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;com toda a melancolia do mundo, e é por isso que quando digo que aqui é uma cidade horrorosa não é meu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;coração que diz sinceramente, é apenas o respingo de uma ferida que, ao borbulhar, o espalha em torno de si. E minha Nossa Senhora da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Consolação, eu apreciaria do fundo da alma uma cerveja gelada agora, porque a Senhora compreende que é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;subterfúgio demais, é mentirinha demais, é superficialidade demais, é joguinho demais, é muita coisa a mais fodendo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;demais com a minha vida, né? Amém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Após a oração, ocorreram-me as imagens de todos os lugares que já frequentei inundados das besteiras a que me sujeitei &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;por só sujeitar, das cretinices que tolerei por só tolerar, e também das cenas em que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; eu me empanturrava com a comida deles, dançava a música deles e desejava os seus másculos garanhões reprodutores. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ave Maria cheia de graça, entrando na boate, se arrependimento matasse, preciso rachar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;fora daqui. Se me tirar dessa roubada, Maria concebida sem pecado, eu prometo me entregar ao celibato e falar das &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;virtudes da privação. Já estava dentro do estabelecimento. Lugarzinho simpático, eu dizia olhando as trezentas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;vadias em busca de amores perversos, cheias de determinação, espremidas naquelas roupas provocantes. Isto é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;terrível. E ainda havia aquela iluminação de penumbra, ou seja, que praticamente inexiste, Cristo Rei, eu sou míope, não enxergo obstáculos e desníveis no chão, se eu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;cair vai ser foda, pense rápido, rogai por nós, pecadores. Por favor, uma Heineken.&lt;/span&gt; Amém.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E isto me fez lembrar sobre como as pessoas que trabalham no comércio por um salário mínimo, num serviço maçante, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;quase escravo, de oito horas diárias e que, apesar de pobres, são tão orgulhosas e te tratam tãããão mal se você &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;aparecer de short jeans, chinelo e cabelo desgrenhado. E por Deus!, tudo isso por um salário mínimo, só pra poder &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;estar na moda e conseguir se sustentar nas baladas e, com alguma sorte - esse tipo de gente dá uma sorte dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;diabos - poder descolar um bom partido, uma namorada rica que vá bancar suas viagens para o litoral, ou um trouxa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;engomadinho que irá levar a plebéia para jantar em restaurantes finos e isso culminará em muitas fotos no Facebook e é essa a ilusão que todos querem sustentar e, pensando bem, um salário mínimo pode render &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;muito teatralismo em uma cidade como Juiz de Fora, por favor &lt;/span&gt;Jesus, filho de Davi, tende misericórdia e rezai por nós que a vós recorremos, &lt;span style="font-family: inherit;"&gt;mas, nossa, é só um salário mínimo, gente&lt;/span&gt;. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3396478421640032709?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3396478421640032709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3396478421640032709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3396478421640032709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3396478421640032709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/10/vejam-bem-como-sou-religiosa.html' title='vejam bem como sou religiosa'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2033894120142085148</id><published>2011-10-07T00:46:00.039-03:00</published><updated>2011-10-07T17:50:39.795-03:00</updated><title type='text'>menos opiniões, por favor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quanto tempo não escrevia! Passei, em meses, séculos de renúncia  incerta. Estagnei como um lago deserto. E na minha alma ignóbil continuei registrando, diariamente, as impressões externas que formam a minha consciência. Colocando-as, agora, em palavras vadias que erram, erram independentes de mim, por imagens distorcidas, por nuances de conceitos, por pequenas confusões. Há pessoas que quando escrevem, rabiscam rabiscos e nomes. Hoje, isto será apenas um rabisco da minha consciência intelectual, porque quando escrevo, visito-me solenemente.&lt;br /&gt;Enceto aqui, portanto, uma série de críticas às merdas que vou ouvindo. Um  trabalho de fundo que julgo vir a ser do interesse de todos, não tanto  pelas críticas em si, mas pelos comentários burros que vou juntando, com  os quais pretendo lançar alguma luz sobre certos aspectos  mais obscuros da minha vida. Não que a minha vida mereça ser divulgada e  promovida, tampouco por ser interessante ou importante, mas pela mentira que inebria a  verdade dos fatos. Esclarecer tudo é uma convicção minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Questiono-me sobre a validade de manter um blog: "serei eu alguma coisa estúpida ao estilo Anne Frank?!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Sou pouco mais do que um ser que sente e sabe que, por muitas tempestades e  correntes e marés e sabores e amores, estarei sempre aqui. Porque o  cansaço que sinto, perto de tudo o que a vida é para mim, é nada. E por  mais que  me digam o que dizer, por mais que eu sinta vontade de fugir, de soltar  amarras e partir, é bem aqui neste nicho virtual que é a minha  terra, é aqui que me sinto bem.&lt;br /&gt;Embora minha vida tenha se posto como um novelo que alguém emaranhou. Há algum sentido nela se a lã estiver esticada ou bem enrolada, mas da forma como está, é um problema. Mal durmo: vivo e sonho, sonho em vida e a dormir, que também é vida. Minha consciência é ininterrupta, sinto o entorno se estou acordada e desando a sonhar se me ponho a dormir. Assim, o que eu sou é um perpétuo caos de imagens conexas e desconexas. Pra ser honesta, não sei distinguir uma coisa da outra, apenas sei que o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o restolho, por estar realizado, pertence ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Claro que nem todos se preocupam só sobre este tipo de questão, alguns preocupam-se com questões menores como a  origem do universo etc...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra ser honesta uma outra vez, ouvi que sou uma bela de uma "resmungona", foi o melhor adjetivo que um amigo encontrou para me definir. E foi, sem dúvida, aqui neste bairro que se concretizou esta tragédia boêmia a que chamam de vida, entregue às fartas libações alcoólicas. Nunca saberemos ao certo o que os outros pensam de nós, essa é a  verdade, exceto pela gente ressentida, recalcada, mesquinha, que sente  prazer na maldade e que não hesita em vir com tudo contra. Primeiro, acho que cada pessoa encerra em si a habilidade para  praticar o bem ou o mal. Segundo, infelizmente, a maior parte dessas pessoas  que já conheci passam a escolher sempre praticar o mal, nomeadamente, em certa  altura das suas vidas. Terceiro, esperança?  Nada. Do céu continua a desabar uma torrente de mágoas alheias que o vento  dissipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mais uma cruz que carrego, caralho. Agora, se chegaram à estas conclusões sobre mim por eu ter dito o que sempre disse ou ter me comportando da forma como sempre me comportei, preciso avisar: sois doentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentemos examinar este problema de uma forma desapaixonada e isenta. Discursos no decorrer da vida apimentam-na com o que parece não haver nada mais impactante. Já me foram ditas frases memoráveis do tipo "você não sabe quem é", como que me conhecessem intimamente, quando, na verdade, se soubessem intimamente quem sou, já teriam conhecimento de que sempre demonstrei como é frequente o meu desconhecer a mim mesma. Assisto-me com os vários disfarces com que sou viva: vidas diferentes, diversas, incomparáveis, as mesmas monotonias que se aproximam por fora mas que, sem dúvida, são diferentes por dentro. Ninguém age da mesma maneira sempre. Ninguém. A vida nos enche de experiências e as experiências nos enchem de calos e as idéias e concepções mudam e nós vamos nos moldando junto. Só disfarçados é que somos. Em torno de nós, todos os expoentes incógnitos duram, mesmo morrendo, em forma de paisagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alguns me perguntam: "Sarah, com tanta merda a acontecer no país, você  não tem opiniões a dar?". Meus caros, não é por o país estar como  está, que deixam de haver fodas para dar, bebedeiras para comentar e  babacas para  enxovalhar. Façam o vosso trabalhinho, que eu faço o meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Possuo desse tento que muda e que é sempre o mesmo, de tal modo que me converto em ficção de mim mesma, onde qualquer  sentimento natural que eu tenho se transfigura em sentimento de  imaginação: memória em sonho, sonho em esquecer-me dele, o não conhecer-me  em pensar em mim... desvestindo do meu próprio ser, quando ser é vestir-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Esqueci-me de referir como é que uma boa esculachada deve acabar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alguns paranóicos põem-se a debitar frases e mais frases que pensam ter algum peso sobre quem escuta, mas isto, devo dizer, é como chover no molhado e pode constituir um  inútil dispêndio de energias. Energias que seriam armazenadas para os estudos ou para os esportes ou para limpar os ouvidos ou para orações ou para subsequentes trepadas. Cuidado com as distrações da vida, elas podem resultar em péssimas notas, péssimos desempenhos atléticos, péssima higiene pessoal, péssimas preces e fodas muitíssimo mal tiradas. Qualquer pessoa deveria saber disso, caralho.&lt;br /&gt;Então, o que mais posso dizer? Eu lhes mostro Dalí e eles me chamam de Picasso...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2033894120142085148?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2033894120142085148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2033894120142085148&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2033894120142085148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2033894120142085148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2011/10/ha-quanto-tempo-nao-escrevia-passei-em.html' title='menos opiniões, por favor'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4711901473545891350</id><published>2010-11-15T17:33:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T17:36:48.415-02:00</updated><title type='text'>álcool e digressões sobre velhos amigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dois amigos me avisaram que viriam aqui. Pensei um instante nos dois,  refiz a imagem um pouco distraída que tenho de cada um. Sei há quantos  anos se conhecem, como vivem. A gente sempre sabe dos amigos bem mais do  que o resto do mundo, e como o resto do mundo já fui amiga de amigos  que brigaram. É tão triste. É penoso e incômodo porque, então, temos que  passar a considerá-los em separado e cada um fica sem uma parte da sua  realidade. A realidade pra nós, eram esses amigos, não apenas no que os  unia, mas também no que os separava quando estavam juntos. Preferimos que vivam mal, porém unidos, é mais cômodo pra nós.&lt;br /&gt;No entanto, quanto mais avançamos na vida, mais nos convencemos  de duas  verdades que, tadavia, se contradizem. A primeira é de que, perante  essa realidade, soam pálidas todas as ficções, porque são sonhos em que  sentimos sentimentos que na vida não se sentem e se conjugam formas que  na vida não se encontram. A segunda é de que, sendo desejo de toda alma o  percorrer a vida por inteiro, ter experiência de todas as coisas, de  todos os lugares, e sendo isso impossível, a vida só pode ser vivida por  inteiro se for vivida subjetivamente, só negada pode ser vivida na sua  totalidade. Essas duas verdades são irredutíveis uma à outra. Tem-se  contudo que seguir uma, saudoso da que não segue, ou repudiar ambas,  erguendo-se acima de si mesmo, numa espécie de nirvana próprio.&lt;br /&gt;Como outras pessoas, esses dois já haviam se estranhado, mas aqui viriam  eles, juntos. A campainha tocou. Acendi a luz  e fui lhes abrir a porta  e também,  discretamente, o coração. "Quase não batemos, vimos as luzes apagadas. O  que  você tá fazendo aí no escuro?". Disse que nada, às vezes gosto de ficar  no  escuro. "Não disse que ela era uma morcegona?". Trouxe uma dose de cuba  libre pra um e uma cerveja pro outro. Sou uma morcegona  cordial.&lt;br /&gt;Olhei-os enquanto bebia. Gostava de como  estavam vestidos. Quanto a eles próprios, já os conhecia tanto, em seus  encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em  conjunto eram bonitos ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço  alguma opinião de gente estranha. Não consigo nem imaginar qual seria a  impressão que eu teria se os visse agora pela primeira vez. Pensei todas  essas bobagens em um segundo. Sentia-me grata por terem vindo me ver.  Sentia-me quase comovida.&lt;br /&gt;Feliz é quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá,  guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam sol quando há sol, e  quando não há sol procuram o calor, onde quer que esteja. Feliz quem  abdica da sua personalidade pela imaginação e se deleita na contemplação  de vidas alheias, vivendo, não todas as impressões, mas o espetáculos  externo de todas as impressões alheias. Por fim, feliz é aquele que abdica de tudo e a quem, porque abdicou de tudo, nada pode ser tirado ou diminuído.&lt;br /&gt;Mas nada me satisfaz, nada me consola. Não quero ter a alma e não quero  abdicar dela. Desejo o que não desejo e abdico do que não tenho. Não  posso nem ser nada, nem ser tudo: sou apenas a ponte de passagem entre o  que tenho e o que não tenho. Que bosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4711901473545891350?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4711901473545891350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4711901473545891350&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4711901473545891350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4711901473545891350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/11/alcool-e-digressoes-sobre-velhos-amigos.html' title='álcool e digressões sobre velhos amigos'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8491653830216333134</id><published>2010-11-11T01:17:00.010-02:00</published><updated>2010-11-11T14:33:32.765-02:00</updated><title type='text'>não pertencer a nada é a síntese da independência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas uma vez fui verdadeiramente amada. Simpatias, tive-as outras  várias vezes. Algumas dessas simpatias poderiam, com auxílio meu, pelo  menos talvez, ter se convertido em amor ou afeto. No entanto, nunca tive  uma ínfima paciência ou atenção espiritual para sequer desejar empregar  esse esforço.&lt;br /&gt;A princípio de observar isso em mim, julguei que havia  nesse caso qualquer coisa próxima de timidez na minha alma. Depois eu  descobri que não era nada disso. Não passava de um tédio de emoções,  diferente do tédio da vida, uma impaciência de me ligar a qualquer  sentimento contínuo, sobretudo porque eu haveria de aplicar um esforço  prosseguido. A minha fraqueza de vontade começou sempre por ser uma  fraqueza da vontade de ter vontade. Assim me sucedeu nos sentimentos  como sucedeu em todo o resto da vida.&lt;br /&gt;Mas daquela vez em que uma  malícia da oportunidade me fez julgar que sentia uma pontinha a mais do  que mera simpatia, fiquei, primeiramente, confusa. Fiquei, depois, com  um sentimento difícil de definir, mas que se salientavam incomodamente  as sensações de tédio, de humilhação e de fadiga.&lt;br /&gt;De tédio, como se o  destino me tivesse imposto uma tarefa com objetivos desconhecidos, como  se um novo dever - o de uma horrorosa necessidade de reciprocidade - me tivesse sido imposto. De humilhação, por ter em mim um sentimento aparentemente tão pouco justificado pela sua causa. E fadiga, sobretudo fadiga, pelo esforço sobre-humano que eu teria que fazer para me matar pela reciprocidade me dada com a ironia de um privilégio e depois agradecer ao filho da puta do destino pelo sucesso da investida.&lt;br /&gt;Até agora a mentira me fez suportar a vida, a insignificância e as  palavras tornaram-me a vida possível, a vida onde à custa de palavras  cheguei a ser Sarah Barquete, Esteves dos Reis, Sarah Reis, Baguete e  Babete ou Boquete e Basquete. Só à custa disso pude aturar a vida e o  horror da vida. Só por não a ver, pude encará-la. Só enquanto fui feita  de pequenas misérias e palavras inúteis a pude suportar.&lt;br /&gt;Custa muito  construir uma vida fictícia, a ser Barquete e Esteves dos Reis, a criar  um Deus ou uma mania.  Custa a melhor parte do nosso ser. É certo que  metade disso - pelo menos metade - é representado. Se me confessasse, eu  diria: - Sou uma atriz, eu sou uma atriz de mim mesma: represento até  quando sou sincera, até quando digo o que sinto é o outro eu, noutro tom  de voz, que diz o que sinto.&lt;br /&gt;Mais da metade, muito mais da metade  dos meus sentimentos, são postiços. Todos estamos ligados por  compromissos, aceitamos certas leis e vivemos de aparências. Existe  entre nós e dentro de nós um acordo tácito. No fundo, sempre soube que o  que me diziam era mentira, mas me sentia na obrigação de ajudar a  mantê-la, respeitando esse compromisso vital.&lt;br /&gt;Para podermos viver,  lidamos apenas com uma parte convencional da vida, a outra não existe,  se existisse, seríamos bichos. Essa vida é uma mentira e a outra é  monstruosa e bestificada. Desabada a arquitetura aparente, ficamos  simplesmente estúpidos. Isso que está aí por terra custou muito  desespero, primeiro na inconsciência e obscuridade, através da  inconsciência e obscuridade, e depois através de terrores e  indescritíveis esforços. Custou a dor das dores, poder discernir dois ou  três fatos essenciais na treva condensada.&lt;br /&gt;Não  se subordinar a nada - muito menos a um afeto - parece-me ser o   decorrer natural da vida íntima dos que não param de pensar. Ter aquela   independência longínqua que consiste na ausência de sentimentos, porque   tudo isso é a cela e é também as algemas. Pertencer, eis a banalidade.   Ser é estar livre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8491653830216333134?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8491653830216333134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8491653830216333134&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8491653830216333134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8491653830216333134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/11/nao-pertencer-nada-e-sintese-da.html' title='não pertencer a nada é a síntese da independência'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2819704179897056822</id><published>2010-10-20T13:14:00.004-02:00</published><updated>2010-10-23T15:06:50.167-02:00</updated><title type='text'>este absurdo que impele e esmaga</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou uma desconhecida para mim mesma. Ia morrer sem ter tido um momento a sós comigo. E é com dor, com espanto e dor, que me reconheço. É com os olhos pasmos de dor que me vejo. Tudo mudou. A sofreguidão que todos os dias da vida nos empurra e leva, o sentimento de efemeridade e o horror da morte, essa coisa imponderável que inutilmente tento deter - sem nome e a que se chama tempo - que nos usa, a que não ouço os passos e que caminha inalterável. Tudo desapareceu de vez. Restou-me a lógica e a consciência. Mas a consciência aceito-a, admito-a, contanto que não me confunda. A consciência que todo mundo quiser, contanto que não me torne mesquinha e medíocre, ou não me iluda. Sou a única juiza da minha vida. O fim consiste não em dominar-me, mas em dominá-la.&lt;br /&gt;Suprimida a consciência, suprimido também o tempo e o espaço, a sinceridade inexiste: o que está latejante é a paciência maliciosa, a mentira e a ferocidade. As coisas todas esperam a ocasião. Esperam e desesperam. A parte de dentro é que está viva e reclama de pé a sua vez.  Mas notem: ninguém arrisca um gesto mais brusco. Por mais vinagre que lhes venha à boca estão habituados a engoli-lo. Nem se estivessem encapuzados se atreveriam a olhar a verdade. Pra dentro. Sempre pra dentro! E é assim de tal forma que nunca se construiu uma catedral com alicerces mais profundos.&lt;br /&gt;A alguns só a paciência e o cálculo lhes permite viver. Às vezes têm fome - nunca dizem que sentem fome. Sabem logo quando entram numa casa as palavras que agradam a mãe rancorosa e a filha cheia de pretensões. Sabem sobre quem se há de falar bem durante aquela semana e mal na seguinte. Esperam como uma aranha de estômago vazio. Nunca pediram esmola. Melhor: conseguiram se dar ao respeito. E calculam, calculam, calculam, de barriga vazia, o tempo e as ações.&lt;br /&gt;A inveja sustenta, mas o fel sustenta ainda mais. Com fel constrói-se uma vida porque ele proporciona uma certa solidez. Sem o fel seria impossível meter pra dentro todo o vinagre que vem à goela. De quando em quando até percebem o vasto campo de destroços de que deviam o olhar. Foi-lhes então inútil o fel? Sem ele já teriam morrido. Quando sentiram fome, quando deram dinheiro para o marido beber, quando disseram amenidades para o amigo sorrir, o que os sustentou foi o fel.&lt;br /&gt;A mentira tem razão de ser, sem abjeção a sociedade os repele. Admite-se alguma abjeção, não completa e total, que repugna, apenas a necessária para servir de realce e moldura para os seus quadros. Acrescentem a isso o fato de se ter que viver com despreocupação, de sorrir com despreocupação, de mentir com despreocupação. A obrigação de se ter que viver com toda a despretensão do mundo mesmo com a miséria atrás de si.&lt;br /&gt;O maior drama é o das consciências. O maior drama é arredar os trapos da vida para poder enxergá-la cara a cara. O maior drama é ficar só com o vácuo e de frente ao espanto. O maior drama é não encontrar razões para isto que vive de gritos e se sustenta de gritos - e ter que arcar com isto. Perceber a nulidade de todos os esforços e fazer todos os dias o mesmo esforço. Então todo o meu desespero, a minha dor, a minha renúncia, o meu calvário, se tornam inúteis diante do vinagre, da inveja e do fel.&lt;br /&gt;Vidinha ignóbil...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2819704179897056822?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2819704179897056822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2819704179897056822&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2819704179897056822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2819704179897056822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/10/este-absurdo-que-impele-e-esmaga.html' title='este absurdo que impele e esmaga'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6224443978788228927</id><published>2010-09-25T10:56:00.004-03:00</published><updated>2010-09-25T11:38:40.596-03:00</updated><title type='text'>a coitada que seria talvez sereia se tivesse aprendido a cantar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria das pessoas que já passou por mim vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que nem querem, outros dedicam-se à busca do que querem porém não lhes é útil, outros, ainda, acabam se perdendo. E todos são abelhinhas atarefadas empregando seus esforços ao trabalho insano de reduzir a vida à insignificâncias, dando contorno às mentiras socialmente agradáveis.&lt;br /&gt;Já eu, cheguei hoje, de repente, a uma sensação justa, num relâmpago íntimo, que não sou ninguém. Zero. Vazio. Nada. Vácuo. Absolutamente ninguém. Roubaram-me o poder ser antes mesmo que o mundo fosse. Se reencarnei, reencarnei sem mim. Sou os arredores da cidade que não existe, sou a figura de um romance que ainda não foi escrito, sou o poço sem muros. Eu, verdadeiramente eu, sou o centro que não há nisto.&lt;br /&gt;Eu, verdadeiramente eu, não sou ninguém. Mas a maioria é. Fascina-me como são todos inabalavelmente felizes, como gozam a vida pra valer numa eterna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;good trip&lt;/span&gt;, como estão sempre famintos - ou com fome de celebridade ou com fome de aceitação, devorando as sobremesas da vida -, e quem os ouve, julga estar a escutar os mestres de Napoleão ou os instrutores de Camões.&lt;br /&gt;Esses seres atribulados criam o mesmo bolor que um fungo nascido ao acaso em um lugar úmido. Têm o seu rei, as suas paixões e um cheirinho suspeito. Desaparecem e ressurgem sem motivo aparente num pedacinho do universo que lhes figura como o universo todo. Absorvem os mesmos sais, liberam qualquer substância purulenta que corresponda talvez a sentimentos, a vícios ou a discussões superiormente interessantes.&lt;br /&gt;Seguem até o fim com palavras circunstanciais e premeditadas, sem atentar para o fardo que contém cada sílaba. Pesam toneladas de Newtons, têm a espessura de uma montanha e esmagam os ombros do meu pensamento. Forcejam para criar uma atmosfera que seja capaz de petrificar a realidade porque a lucidez é grotesca. Mas a outra vida que os subjuga está lá, esplêndida! E residem todos dentro do cenário cinematográfico que construíram e das regras que convencionaram. Está tudo catalogado.&lt;br /&gt;Se há momentos em que a consciência de mundo me causa um desespero insuportável, desvio o olhar, tento entrar às pressas na vidinha inventada da galera bacana, finjo que esqueço e sorrio. E essa criatura esfarrapada que me tornei tem de aturar as ideias, os gestos afetados, as mesuras, até quando estou só meu sorriso se torna idiota como os deles. Mas sempre não posso! Ano atrás de ano não posso!&lt;br /&gt;Então eu, verdadeiramente eu, que tenho tanta alegria quanto os santos imóveis nos seus nichos, começo a perceber que é o hábito que me tem feito suportar os pequenos ridículos. E para não morrer de espanto, para não ficar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Só&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Doida&lt;/span&gt; é que invento palavras, porque, afinal, o que me vale são elas para poder ter ao que me agarrar.&lt;br /&gt;Nessas horas estranhas em que me ponho a escrever não só a minha vida  material, mas a minha própria vida moral, se ilumina por outra  perspectiva. Sim, nessas horas sei mais de mim do que nunca soube. Percebo o mundo irreal em que tento viver, onde estão todos a representar, regulados por hábitos e regras seculares, simplesmente para fingir que são indiferentes ao que os rodeia, que estão habituados ao que os rodeia, que sorriem ao que os rodeia.&lt;br /&gt;Fecho os olhos. A chuva cai interminavelmente do céu com  preguiça, na luz turva vejo sempre Juiz de Fora com as mesmas figuras de museu sentadas nas mesmas salas. Vejo vir os abraços, as ações, as cortesias maníacas dos confins da humanidade. Isto é merda. É vulgar e cotidiano. É uma aparência. No entanto, apenas essa ninharia é capaz de deitar as raízes mais profundas do medo esmagador da solidão.&lt;br /&gt;Esse mundo de fórmulas a que todos se sujeitam e que eu tenho tanta dificuldade em obedecer.  Esse mundo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6224443978788228927?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6224443978788228927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6224443978788228927&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6224443978788228927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6224443978788228927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/09/coitada-que-seria-talvez-sereia-se.html' title='a coitada que seria talvez sereia se tivesse aprendido a cantar'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5751369859098171958</id><published>2010-09-24T11:28:00.017-03:00</published><updated>2011-10-11T21:48:59.366-03:00</updated><title type='text'>recomeço ou algum otimismo que espreita por detrás de qualquer tragédia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida em primeiro lugar é estúpida e depois incompreensível. Dotada de um absurdo ou beleza que não posso suportar. Se é mistério subtamente revelado, apavora-me. Se é nada, repugna-me.  A vida é essa alguma-coisa que a minha imaginação não consegue alcançar. Para mim, um segundo ou um século têm valido a mesma coisa, talvez por ter feito apenas esperar,  e "esperar" é aquele típico verbo que já abre prerrogativa ao aborrecimento.&lt;br /&gt;Vive-se para a absorção da morte. Durante todos os dias esperamos num desespero sem gritos pelo fim, inflados de terror, como uma advertência instintiva. A morte é a dor extrema e emudecida. A vida é quase nada. Tudo que se conquistou à custa de desespero, lágrima e esforço converge para a cova e para sempre. PARA SEMPRE, OUVIRAM? Então por que nascer? Para ver isto e depois não ver mais isto? Para sonhar alto e depois não sonhar? Adeus sol, adeus amigos, adeus fodas, adeus álcool, adeus possibilidades.&lt;br /&gt;Perco dias e noites na tentativa de me habituar à essa ideia e simplesmente não consigo. Tenho horror a ela, odeio-a. Joga por terra todos os meus cálculos. É o maior dos absurdos: ver para não ver, ouvir para não ouvir, viver para morrer... e tal como a cobra se apega à pele, o que mais me custa a largar é a vida, ainda que seja patética e ordinária. Não há quem possa com semelhante peso.&lt;br /&gt;Na realidade, morrer é contrário à razão. Nunca acreditei que tivesse que morrer. Morrer é idiota. A realidade da morte é caricata e pega-me desprevenida. O sonho de não morrer... o pior é que esse sonho é o meu sonho e o sonho dos outros, ninguém o confessa senão a si. Nosso sonho é não morrer!  Quando a gente se esquece, a vida já tem um passado e quando a vida já tem passado é que nos apegamos com mais saudades à ela.&lt;br /&gt;Eu não vivi e ainda estou aqui, mas vou, só não sei pra onde. Vou porque quero ser mais do que  sou, sem deixar de ser o que sou. Vou porque o fim lógico da vida não é morrer, é viver sempre, ascender sempre. Dando cabo à concepção de morte é que se abrange a vida, dá-se um novo impulso. Verá que colorido o mundo escorre e que frutos as árvores dão... e anseio por outros sabores e cores, outras vozes que não são as de sempre, outros ares, outros odores.&lt;br /&gt;Quero a vida por inteiro. Quero a vida e a sua pobreza, e o seu sofrimento, e a sua mesquinhez, e a sua sujeira, e os seus canalhas, e as suas putas. Tudo, mas inerte não, inconsciente não.  Quero recomeçar a viver a mesma vida inútil. Quero é recomeçar a viver a vida gota a gota.&lt;br /&gt;Vou recomeçar a desgraça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5751369859098171958?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5751369859098171958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5751369859098171958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5751369859098171958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5751369859098171958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/09/recomeco.html' title='recomeço ou algum otimismo que espreita por detrás de qualquer tragédia'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6312751936057164607</id><published>2010-09-16T21:17:00.004-03:00</published><updated>2010-09-16T21:27:42.183-03:00</updated><title type='text'>ignorância + soberba = pt = péssimo exemplo = -brazil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns se perguntam sobre como tornar o Brazil uma nação letrada. O governo petista se destaca quando o assunto é cultura e, sendo dotado de solícita erudição, deu um passo brilhante: arranjou para o Ministério da Cultura um secretário do Livro e Leitura, você sabia disso? Eu não. Mas tem, com a função de “acompanhar, avaliar e sugerir alternativas para as políticas do livro, da leitura e da biblioteca”.  Segundo Ottaviano Carlo De Fiore “É fundamental que, nos meios de massa, políticos, estrelas, sindicalistas, professores, religiosos, jornalistas (através de depoimentos, conselhos, testemunhos)propaguem contínua e perenemente a necessidade, a importância e o prazer da leitura, assim como a ascensão social e o poder pessoal que o hábito de leitura confere às pessoas”.&lt;br /&gt;Uma mentira do caralho, óbvio. Este maldito hábito de leitura constitui um dos maiores obstáculos à ascensão social no Brazil. Quer ver só? É inútil perguntar ao nosso Presidente da República a importância que os livros tiveram em sua carreira política, porque todo mundo sabe que não tiveram relevância nenhuma. Basta dialogar por 5 minutos com o Lula para ver que ele tem uma completa aversão por livros, principalmente por saber que a leitura não o ajudou a conquistar dinheiro, poder e a aura de respeitabilidade que lhe foi conferida. Pior é que se calhasse de ele ler os livros certos, correria o risco de não entender nada.&lt;br /&gt;Nosso país tem uma centena de leis de incentivo à cultura. É incentivo de mais e cultura de menos. Eu aboliria todas elas, porque a maior receita para o sucesso no Brazil é o analfabetismo. As pessoas concordariam comigo se lessem, por exemplo, o plano do seqüestrador da filha do Sílvio Santos, 23 erros gramaticais em uma única página, embora o sujeito tivesse o 2° grau completo. Ou seja, ele ficou 11 anos na escola pra  sequer conseguir aprender singular e plural. O Estado perdeu tempo e dinheiro, deveriam tê-lo ensinado algo de útil, como recauchutagem de pneus, e inseri-lo no mercado de trabalho aos 10 anos, para depois virar sindicalista e quem sabe, chegar ao cargo de Presidente da República.&lt;br /&gt;Isso é o que o Lula e o PT transmitem ao país, um péssimo exemplo que ajudou a fazer do partido, não uma vergonha, mas uma espécie de fetiche nacional, onde o Palácio do Planalto é o harém de infinitas possibilidades de enriquecimento rápido para os ignorantes e ignorados pelo grande bananão.&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Dos tempos antigos à massa esmagadora da sociedade atual, o que predomina é o falso raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os povos e suas superstições quase mitológicas, os cultos religiosos usurpadores, os ambientalistas bocós sem conhecimento profundo ou mínimo conhecimento das ciências, as legislações falhas, o hábito ridículo de opinar até sobre Física Quântica quando não se sabe sequer calcular velocidade média, tudo isso são jazidas de provas sobre a temática da ignorância disfarçada em litros de opiniões da cultura do desperdício por só desperdiçar.&lt;br /&gt;Os bufões das cortes medievais correspondem à juventude de agora. São os mesmos tipos de homens, semi-racionais, porém espirituosos, exagerados na simpatia e tolos, às vezes tão-só presentes para amenizar a patologia de um estado de espírito através de tagarelices, e para abafar com seu típico borburinho tapado o fardo da realidade. São os "bufões da cultura moderna", que julgamos mais suavemente ao não tomá-los inteiramente como responsáveis pela decadência do que se tornou o ato de pensar.&lt;br /&gt;Hodiernamente, há uma dupla corrente de evolução: de um lado, um grupo de 10 mil pessoas com exigências cada vez mais elevadas e delicadas, e cada vez mais atentas para o "isso significa", e do outro lado, a imensa maioria, que a cada ano se torna mais incapaz de entender o significativo de qualque coisa, dotados de uma pobreza sensorial que se equipara à deformidade física e que, por isso, aprendeu a buscar em, por exemplo, Dilmas e Marinas, a solução aparente para suas questões por preguiça intelectual, ou seja, o repugnante em si, o feio, o baixamente sensual e atraente pela facilidade, pela obviedade de não requerer esforço mental, produzindo, assim, uma satisfação cada vez maior.&lt;br /&gt;Se as pessoas considerassem que toda ação de um homem, não apenas um texto como esse, de alguma maneira vá ocasionar outras ações, decisões e pensamentos, que tudo o que ocorre se liga indissoluvelmente ao que vai ocorrer, seriam aptos a perceber a verdadeira imortalidade, que é a do movimento, como se todas as ações, decisões e pensamentos fossem dotados de alma e espírito, sem serem humanos.&lt;br /&gt;Não sendo assim, posso assertar que aplicar lógica ao pensamento não é coisa tão natural como supõe Schopenhauer,  mas algo aprendido tardiamente e que, até hoje, de forma evidente e triste, não predomina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5234511113121091025?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5234511113121091025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5234511113121091025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5234511113121091025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5234511113121091025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/09/e-pedra-e-ainda-mais-pedra-do-que-antes.html' title='e a pedra é ainda mais pedra do que antes'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1842377743389670902</id><published>2010-08-28T10:11:00.005-03:00</published><updated>2010-08-28T11:06:50.869-03:00</updated><title type='text'>asco e vertigem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é nenhuma novidade colorida de que tenho elementos espirituais de boêmio, daqueles que deixam a vida ir como uma coisa que se escapa das mãos e o simples gesto de obtê-la de volta, dorme na ideia de fazê-lo. Mas não tive a compensação exterior do boêmio - o descuido fácil das emoções imediatas e abandonadas - porque nunca passei de uma boêmia isolada (o que é um absurdo) ou uma boêmia mística (o que é uma coisa impossível).&lt;br /&gt;Tenho elementos espirituais de boêmio e por isso sinto náusea. Sinto náusea física decorrente dessa repulsa por vulgaridades, que é, aliás, a única repulsa que há em mim já faz algum tempo. E também, às vezes, talvez por capricho, tenho um desejo em aprofundar essa náusea provocando vômito só para aliviar a vontade de vomitar.&lt;br /&gt;E é sempre a mesma sucessão de frases, de argumentos, de ordinarices e merdices. Esses que passam, sós ou juntos, não dizem, ou dizem milhões de coisas que eu não ouço ou finjo não ouvir, mas todas essas vozes me são absurdamente claras, com a transparência de uma taça de cristal.&lt;br /&gt;E essa gente é melhor quando descrevo do que quando sinto. Ao descrever, esqueço e passa-me a náusea, vejo tudo fotograficamente, até mesmo a escada onde eles sobem aos tropeços, apalpando-se e atropelando-se na falsidade.&lt;br /&gt;A intriga, a prosápia dita daquilo que não se fez, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, o contentamento de cada um desses pobres bichos vestidos com a ignorância da inimportância do que são... tudo isto me produz a imagem de um animal monstruoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não ouso dizer - nem mesmo através da escrita - o que tenho visto nestas dezenas de olhares  casuais, nas direções involuntárias que tomam, nos seus atravessamentos  sujos.  Não ouso dizer porque, quando se provoca o vômito, é preciso provocar  só um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1842377743389670902?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1842377743389670902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1842377743389670902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1842377743389670902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1842377743389670902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/08/asco-e-vertigem.html' title='asco e vertigem'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-7107440731667202755</id><published>2010-08-15T18:33:00.005-03:00</published><updated>2010-08-15T19:26:08.839-03:00</updated><title type='text'>sobre a morte repentina no sentido figurado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Acordei morta. Não decifrei as razões e não entendi os porquês, muito embora não haja porquês e razões para a morte, mas o fundamental é que estava morta. Olhei-me no espelho e até achei que estava com um bom aspecto (se é que alguma vez tinha tido bom aspecto), mas não parecia nada com estar morta. Sempre fui um pouco feiosa, então ocorreu-me que talvez fosse apenas a sensação de estar um bocadinho mais fria por dentro traduzida como coisa morta por fora.&lt;br /&gt;À segunda vista, tudo parecia escuro de sentimento. E aquela beleza que não existia revestia o entorno e separava as metades perfeitas da vida, tal qual uma borracha articulando vãos em diálogos. Lembranças transformadas em fundações para os muros serem edificados na memória. É triste como quando as coisas desfeitas são sentidas de fato, elas passam a ter a palidez de um sol à noite ou o respirar profundo do sono pesado.&lt;br /&gt;Não sei se por ingenuidade ou por burrice, percebi tardiamente que palavras são apenas o veículo da ilusão, criadas pelas forças das circunstâncias. Uma ligeira inspeção na consciência foi o suficiente para virar o aparente ao contrário e verticalizar a linha do horizonte no sentido inverso .&lt;br /&gt;Na diligência do penhasco, senti à volta o vôo circular da rotina que impregnou o ar do que sempre foi. E, de forma bastante aborrecida, observei a consternação que rodeava cada acontecimento e lamentava a apatia da vida cíclica, que pode não passar da eterna e vergonhosa insatisfação.&lt;br /&gt;Hoje, as emoções ficam do lado de lá. Sei que qualquer sopro cretino é capaz de apagar as velas desse bolo estragado de tanto esperar. É só soprar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-7107440731667202755?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/7107440731667202755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=7107440731667202755&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7107440731667202755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7107440731667202755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/08/sobre-morte-repentina-no-sentido.html' title='sobre a morte repentina no sentido figurado'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-9206186715742155645</id><published>2010-07-12T22:23:00.008-03:00</published><updated>2010-07-12T23:35:17.241-03:00</updated><title type='text'>y a mucha honra maria la del barrio soy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coisas estão estranhas. Sempre foram, a bem da verdade, ou talvez sejam demasiado simples para as entender (ou querer entender). Nem sequer sei o que sinto, quero sentir ou devo sentir. Neste momento vejo tudo em nevoeiro. Sinto tudo em nevoeiro também. Porque pior que se turvar a visão é tolhir o coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/TDvPdDi2m6I/AAAAAAAABJw/Qo4oC4W534M/s1600/maria+la+del+barrio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 185px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/TDvPdDi2m6I/AAAAAAAABJw/Qo4oC4W534M/s320/maria+la+del+barrio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493212268583099298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E porque estou farta de filmes, de coisas complicadas e de utopias, mesmo que não sejam filmes, utopias ou complicações. Até de mim mesma estou farta. Nem que seja por saber que se fosse outro eu já teria resolvido isto de outra maneira. Mas conheço-me o suficiente para dizer que sabia desde o primeiro instante que as coisas iam acabar assim. Acabar? Expressão errada. Iam chegar a este ponto.&lt;br /&gt;Não há culpa. Mas também não há inocência. Intimamente, eu sempre tive uma certeza discreta  que isto só poderia resultar em um esplendoroso fosso de merda, comigo atolada até as orelhas. E bem aqui do alto do meu egoísmo, egocentrismo, melancolia e dramatismo, eu pergunto: porra, por que é que tudo tem que ser tão complicado, confuso e vertiginoso?&lt;br /&gt;Está decidido! Vou vender o argumento central da minha vida para uma novela do SBT.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-9206186715742155645?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/9206186715742155645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=9206186715742155645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/9206186715742155645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/9206186715742155645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/07/y-mucha-honra-maria-la-del-barrio-soy.html' title='y a mucha honra maria la del barrio soy'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/TDvPdDi2m6I/AAAAAAAABJw/Qo4oC4W534M/s72-c/maria+la+del+barrio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1240857048907803290</id><published>2010-06-16T14:38:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T14:39:34.765-03:00</updated><title type='text'>violência doméstica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo querido contou-me por estes dias que tem andado a se masturbar usando um calendário de uma campanha contra a violência doméstica. Disse-me que há modelos posando em "nu artístico". Chama-se "nu artístico" porque, segundo ele, depois de as ver, fica com uma estupenda ânsia criadora.&lt;br /&gt;No entanto, parece-me contraproducente pôr mulheres daquelas para fazer tal campanha, quando são, precisamente, mulheres daquelas que estão na gênese da violência doméstica. Explico. Um sujeito chega em casa, olha para o trambolho que lá tem, compara com o bendito calendário e já lhe ocorre meter porrada na mulher. Daí surge a democratização da violência: primeiro espanca a esposa, depois espanca o... enfim.&lt;br /&gt;Se querem minha opinião - e eu sei que sim -, o fato de um homem e uma mulher partilharem a mesma casa configura, imediatamente, um caso peculiar de violência doméstica. Por quê? Porque haverá alturas em que, embora estejam debaixo do mesmo teto, não estarão embrenhados maliciosamente no edredom, tampouco executando atividades relacionadas. O que significa que, muitas vezes, ambos ficarão animados pra nada. Isto, pra mim, também é violento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1240857048907803290?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1240857048907803290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1240857048907803290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1240857048907803290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1240857048907803290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/06/violencia-domestica.html' title='violência doméstica'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5089729213178258386</id><published>2010-06-15T06:26:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T06:42:07.387-03:00</updated><title type='text'>reminiscências que atravancam a vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há momentos que são especiais. Únicos. Que ficam gravados à fogo na memória de modo que nunca se esquece. Perfeitos dentro de toda a imperfeição em que a vida se apresenta. Há, também, pessoas que nos fazem sentir assim. Que nos proporcionam esses momentos e nos fazem sentir felizes.&lt;br /&gt;Mas a felicidade é, assim como tudo na vida, efêmera. E esses momentos, por mais intrísecos que estejam, não voltam. Principalmente quando se começa a pôr tudo em cheque e a suscitar dúvidas sobre o que realmente se sente. E não vale a pena agarrarmo-nos a momentos perfeitos, aos fiapos de tempo. É melhor guardá-los com carinho na memória e ater-nos ao presente pra não abdicar da felicidade e do futuro por causa deles.&lt;br /&gt;Outros momentos virão. Com outras pessoas, noutros ciclos, com tamanha felicidade e perfeição, se possível. O que não posso me permitir fazer, é deixar de viver a vida por estar algemada a um pretérito-perfeito. Não devo negar o que sinto hoje por querer sentir o que sentia outrora. Não serei feliz enquanto estiver presa a algo que me sufoca e me limita.&lt;br /&gt;É preciso ter coragem para cortar amarras e seguir em frente. E não ter medo de agarrar novos momentos, novas felicidades, novas pessoas. Com as duas mãos. E deixá-las partir sem remorso, conforme exigir a circunstância.&lt;br /&gt;Minha paciência já não é muita. E brincar de gato e rato já deu no saco...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5089729213178258386?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5089729213178258386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5089729213178258386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5089729213178258386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5089729213178258386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/06/reminiscencias-que-atravancam-vida.html' title='reminiscências que atravancam a vida'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-650168165578105523</id><published>2010-06-01T20:56:00.003-03:00</published><updated>2010-06-01T21:22:53.302-03:00</updated><title type='text'>alguma esperança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte é a pior coisa do mundo. Não o digo por medo ou falsos moralismos. A morte é a única coisa do mundo que nos esvazia totalmente de esperança. E viver sem esperança perde todo o sentido. Olhamos para os familiares de doentes em estado vegetativo que ainda acreditam numa recuperação que os médicos garantem que nunca acontecerá, vemos pais que ainda esperam encontrar filhos desparecidos há anos. Mas apenas a morte coloca pontos-finais. Só a morte sentencia. Só ela nos deixa mais solitários que nunca, abalando os alicerces e as fundações de um mundo que dá com uma mão e tira com a outra. E nem as teorias de vida para além da morte nos acalmam e nos reconfortam perante o desespero e o vazio da perda. E perdemos a fé e a esperança.&lt;br /&gt;Mas depois acabamos por recuperar. Lentamente. Vemos no mundo quotidiano pequenas razões que nos fazem acordar a cada dia e querer lutar. Por um significado para a nossa vida. Por alguém que nos é especial. Por um rumo que decidimos tomar. Pela felicidade utópica. E só faz sentido deixar de lutar por isso quando não houver mais esperança nenhuma no mundo e, sobretudo, em mim.&lt;br /&gt;E mesmo que por vezes nos dê aquela vontade esmagadora de mandar tudo à merda e simplesmente seguir em frente, sabemos que não o faremos, simplesmente por ser algo que já está em nós, que é intrínseco. Ou por sermos masoquistas. Ou talvez por termos um ideal psicótico de felicidade que nós foi condicionado quase como um dever civil e que não abdicamos de perseguir. Ou por sermos burros mesmo.&lt;br /&gt;E nem sempre se tem a inteligência superior para se tirar um tempo e respirar fundo, pensar decisões, agir com a cabeça o menos quente possível, porque quando a batata-quente está nas nossas mãos, tudo o que fazemos, dizemos ou até sentimos pode repercutir de maneiras irreparáveis. E não quero me arrepender de nada. Porque, bem lá no fundo, eu sei perfeitamente o que devo fazer, deixem-me só respirar um bocadinho pra que eu possa alimentar novamente a esperança de que há um mundo menos cretino e pessoas menos babacas ali fora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-650168165578105523?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/650168165578105523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=650168165578105523&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/650168165578105523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/650168165578105523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/06/alguma-esperanca.html' title='alguma esperança'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1457521595537436020</id><published>2010-05-15T17:03:00.001-03:00</published><updated>2010-05-15T17:04:53.758-03:00</updated><title type='text'>estou com bloqueio criativo bjs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na força dos intentos nasce a razão e recuar é como desistir. A rocha da convicção é o único porto de abrigo que não afunda na podridão de uma afinação geral. Ouvidos seletivos são filtros de pura indiferença. Traduzem o som da nossa voz em espaço vazio e o olhar na distância do próximo acontecimento. Produzo qualquer opinião e espero o mínimo de atenção. Mas não. Nada. Vazio absoluto de interesse.&lt;br /&gt;Então vivo virando folhas no livro da vida. E a cada página passada, tapo a anterior e não imagino qual será a seguinte. Fico por ler, no aguardo de outras imagens. Mas "aguardar" me é agora o tipo de verbo em que cago em cima. Esse desgaste contínuo promovido pela impotência diante das circunstâncias, destruiu os pilares da minha motivação.&lt;br /&gt;Hoje até cheguei a sorrir de ansiedade perante algum capítulo a mais para a minha saga, quando comecei a esmorecer a esperança a cada dentada que dentava, a cada gole que goleava (não marquei nenhum gol, mas bebi uma garrafa inteira). Mas afinal, onde estão as surpresas? Tenho tudo sobre mim dito, redito, contradito, são todas as minhas coisas um montaréu roupas batidas, toneladas de quinquilharias apinhadas nas gavetas da vida. Será que não tenho mais nada a contar?&lt;br /&gt;É, sobretudo, vazio. As folhas em branco da subida apontam para o cume do que não alcanço. O fim está do outro lado da intenção e alcança-lo só depende de mim. O suor que me escorre da imaginação não me deixa ver o caminho. Tropeço no desencanto e caio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1457521595537436020?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1457521595537436020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1457521595537436020&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1457521595537436020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1457521595537436020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/05/estou-com-bloqueio-criativo-bjs.html' title='estou com bloqueio criativo bjs'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4927998838483120197</id><published>2010-04-17T14:54:00.003-03:00</published><updated>2010-04-17T15:05:35.175-03:00</updated><title type='text'>inércia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é por mal ou desinteresse. Certamente não será também por falta de assunto. Por vezes é falta do lampejo inspirador. Ou antes a necessidade de me expressar de outras formas. Ou de não me expressar de maneira nenhuma.&lt;br /&gt;Escrever é uma arte profunda que implica pôr em cada letra um pouco de nós, que nos desgasta e desgosta a cada frase. É muito mais que rascunhos, introspectiva-nos e nos faz inspirar naquilo que lemos, porque cada escrito é um manifesto. De amor, de paixão, de solidão, de desespero, de loucura, de método, de leveza ou de simples vontade.&lt;br /&gt;Tudo o que leio e escrevo é único. Porque é meu. Como uma marca de nascença ou um traço de personalidade. E quando não se tem um rumo, quando parece ser difícil traçar objetivos, saltar muros e cumprir etapas, mais difícil se torna essa introspecção...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4927998838483120197?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4927998838483120197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4927998838483120197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4927998838483120197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4927998838483120197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/04/inercia.html' title='inércia'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6119335822650713065</id><published>2010-03-30T19:14:00.003-03:00</published><updated>2010-03-30T20:23:54.688-03:00</updated><title type='text'>u.u</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho andado por aí à deriva, sem saber direito o que fazer. As estradas a minha volta são caminhos sinuosos que conduzem a um desconhecido que me provoca um pavor inexprimível. Está escuro, mais do que outrora, como se a puta da vida tivesse interposto uma superfície opaca entre meus olhos e o resto do mundo, permitindo que eu enxergue apenas os vultos e nunca  tenha percepção da coisa como um todo.&lt;br /&gt;E cada um desses caminhos parece um beco sem saída disforme e assombrado, onde tudo range e é arrepiado. E tenho medo de dar um passo a frente, porque tenho medo de dar outros passos em falso. E porque seria mais do que estúpido voltar atrás. E porque...&lt;br /&gt;Minha cabeça está oca, quase tão vazia como a minha alma desde que... acho que desde sempre ou pelo menos desde onde a minha memória consegue alcançar. Não sei qual direção tomar, há muito perdi o sentido.&lt;br /&gt;E o mundo, trocista, afasta-me, isola-me, parece querer pôr-me à prova sozinha. Talvez queira saber se tenho força para lidar com isto tudo sem ajuda. Não sei se realmente tenho. Gostaria sinceramente de ter. Muito embora eu tenha esta mania retardada de colocar o peso do mundo nos meus ombros e suportá-lo estoicamente.&lt;br /&gt;Bom mesmo seria acordar agora em outro canto do mundo. Gritar em um campo deserto até me faltar o ar. Mergulhar num mar turbulento e impiedosamente frio. Fazer bungee jumping. Tudo para acordar desse torpor e me certificar de que ainda estou viva. Em meio a tantas incertezas, essa é uma coisa que sei que quero, sei que preciso me certificar de que ainda há vida por aqui e cada vez mais ganho consciência desse meu desejo inabalável.&lt;br /&gt;Nada tem feito muito sentido, talvez tudo se resuma a mais um traço obscuro da minha personalidade com tendência para a melancolia. E aqui estou, na incompreensível encruzilhada de sentimentos que sempre fui, idiotamente repetindo o discurso de tempos atrás... já ficou chato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6119335822650713065?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6119335822650713065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6119335822650713065&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6119335822650713065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6119335822650713065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/03/uu.html' title='u.u'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3304132229150799236</id><published>2010-03-18T18:46:00.007-03:00</published><updated>2010-03-18T19:38:45.390-03:00</updated><title type='text'>freio na bunda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha prima, no auge de sua curiosidade pubescente, perguntou-me enquanto eu tomava cerveja: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que é que algumas bichas gesticulam como meninas?&lt;/span&gt;". Uma bela questão para se colocar em pauta. Dei-lhe a lição didaticamente, de maneira que esclarecesse sua dúvida  porém sem corromper o lacre da sua inocência.&lt;br /&gt;A resposta é mais científica do que à primeira vista se pode supor. Ao contrário do que a sabedoria do bom povo sugere, um gay não age como uma mulher histérica só porque, sendo de mulheres que a maioria dos homens gosta, têm a esperança de chamar a atenção de um macho mais alcoolizado ou míope.&lt;br /&gt;A verdade é que a principal diferença entre os dois gêneros sexuais é um pequeno freio na bunda que os homens têm e que falta às mulheres. A presença desse freio é um agente de um comportamento másculo e valente. Enquanto a falta do mesmo freio conduz a um comportamento efeminado. Por isso que os homens que trilham caminhos sexuais com outros homens passam a se comportar como fêmeas: pois têm o freio partido.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah!&lt;/span&gt;, disse ela em um tom conformado, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas e os garotos amaricados que ainda são virgens?&lt;/span&gt;". Uma excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;follow up question&lt;/span&gt;, sim. Bom, continuei com minha sucinta explanação, nesse caso, tal como as garotas que, milagrosamente, conseguem manter intacta sua honra, o que sucede é que esse  rapaz, provavelmente, foi vítima de um passeio de bicicleta mais violento que lhe lixou o freio.&lt;br /&gt;Recebi um olhar radiante e grato de quem, pela pouca experiência de vida, estava prestes a me endeusar pelo resto da vida. Retribuí com uma olhadela caída e esbocei um sorriso disforme, que não representava absolutamente nada senão o meu grau alcoólico.&lt;br /&gt;Crianças modernas e suas questões repletas de metafísica... eu deveria era escrever um livro de educação sexual, caralho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3304132229150799236?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3304132229150799236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3304132229150799236&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3304132229150799236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3304132229150799236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/03/educacao-sexual-para-o-seculo-xxi-o.html' title='freio na bunda'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1457831397797456627</id><published>2010-02-17T07:56:00.004-02:00</published><updated>2010-02-17T08:15:39.019-02:00</updated><title type='text'>corpo meu ou cabeça minha?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo e a saudade, e alguma preguiça também na verdade, encaminharam-me para o meu novo bar favorito. O bairro, não o bar, porque cresci nele. Esperançada por mais uma cervejada épica, passei à porta do paraíso da cerva em garrafa e álcool à vontade, com a expectativa da saudade dos anos em que fui alguém melhor.&lt;br /&gt;Cheguei ao estabelecimento e fechei a porta com o estrondo habitual de quem foge da chuva. Sacudi a alma, pendurei-a. Sacudi o corpo, levei-o ainda mais para o interior. Lá dentro o tom castanho-fumo escondia os bêbados do boteco lazarento: o meu outro &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; já deixava cair a dignidade no chão. Tinha sido a primeira a chegar e era, pela linha temporal, a mais bêbada.&lt;br /&gt;Aproximei a sede e a ansiedade do balcão e pedi o habitual. Ao meu lado, um pequeno ser,  de tez muita pálida, assim quase albino, mordia com a avidez de um balofo, um paiol. A pele ostentava ainda, sardas e outras manchas. Os demais, dirigiam-se-lhe por qualquer frase definida por "mais uma dose!".&lt;br /&gt;O suor me escorria pelas têmporas de pouca experiência. Já não sei se é do corpo, se é da cabeça. Mas este desconforto, que ninguém o mereça! A sensação de mal estar em todo o lado, ao mesmo tempo perdida e achada. Numa névoa de vontade, que me levava para longe com a verdade e a certeza de que o que não espera é a idade.&lt;br /&gt;Estava cansada da distância imposta pela circunstância. Queria ter mais tempo para todos e não conseguia. Meio ano havia passado desde a grande cagada sentimental. E meio ano se passou desde esse dia para cá, bastantes pessoas foram lidas. Perdão, bastantes não, porque nunca bastam. Muitos. Muitos também não, porque me sabem que são sempre poucos. Talvez alguns. Isso mesmo. Neste ano que passou li alguns homens.&lt;br /&gt;Agucei a minha curiosidade crônica e regulei a audição para ao máximo.&lt;br /&gt;Ainda o sol não sabia que era dia e já a necessidade se levantava na direção de uma feira que era terça. O pensamento positivo de que "&lt;em&gt;o que tem que ser tem muita força"&lt;/em&gt;, ajudou a abraçar a saída noturna com o peso da embriaguez pelas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tentei também contribuir para a descida de alguns lugares neste ranking miserável em que teimamos permanecer. A minha vida, na sua muito modesta dimensão, é um veículo de combate a estas realidades impostas pela mídia brasileira. Se a influência de ler qualquer bosta for passada a uma pessoa que seja, o resultado é sempre positivo e a vitória é um virar de página. (inspirada no matheus e seus momentos de consolo literário)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Mas não chega. Sinto que não chega. Aconselhar, incentivar e sugerir não são garantias de leitura. Penso na escuridão em que vivem os que não descobrem este prazer. Na verdade, são vítimas do desconhecido e não sabem o que estão a perder simplesmente porque nunca experimentaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; E se fosse possível formar as pessoas em prazer de leitura?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1457831397797456627?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1457831397797456627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1457831397797456627&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1457831397797456627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1457831397797456627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/02/corpo-meu-ou-cabeca-minha.html' title='corpo meu ou cabeça minha?'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6640830552679223396</id><published>2010-02-09T17:02:00.005-02:00</published><updated>2010-02-09T21:01:25.887-02:00</updated><title type='text'>carnaval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Satisfações diárias não são vontades contrárias. São necessidades que todos temos e poucos alcançam, como a pequena vitória da motivação ao final de um dia. Esta janelinha de oportunidade é muito difícil de conjugar, de maneira que tudo está bem até o momento em que deixa de estar: quem diria?! Que fulano andava triste, nem parecia. Ninguém esperava uma coisa destas. Que pena, tão novo…&lt;br /&gt;Não sabemos dos outros os silêncios, as angústias, as vontades, as boas e más disposições. Ilusões? Estratégias? Capas de sorriso a esconderem frustrações constantes e desgastantes. Rebentamos por vezes pela fragilidade do apoio necessário porém desencontrado, o pilar que não sustenta, a ajuda que não chega.&lt;br /&gt;Estou farta e estou cansada. E tenho dores na cara que não quero ter. Preciso recarregar as baterias para enfrentar um 2010 extremamente extremo! Necessito respirar outros ares e sentir outras paisagens. Por aqui os ambientes estão com o sufoco do peso e também precisam de um recesso.&lt;br /&gt;Não sei como, nem sequer se consigo realmente me desligar daqui. Vou sentir falta e saudades da dose diária de comodidade, mas este bilhete de férias que tirei para a próxima semana dá-me, por um lado, o descanso da rotina que sempre foi.&lt;br /&gt;No fim vai valer à pena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6640830552679223396?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6640830552679223396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6640830552679223396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6640830552679223396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6640830552679223396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/02/carnaval.html' title='carnaval'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6155547565032239100</id><published>2010-02-01T06:12:00.010-02:00</published><updated>2010-02-01T07:12:51.084-02:00</updated><title type='text'>da singeleza e brevidade</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembrem-se de uma coisa. Sempre. É simples, nada de complicado. É até bastante simples. E é o seguinte... acompanhem-me.&lt;br /&gt;Está calor. Muito calor. Está, portanto, insuportavelmente quente. A vontade de sair é inferior à média brasileira e não consegui dormir.&lt;/span&gt; Há comida de sobra na geladeira, dispensa e nos outros lugares onde se guarda comida. A Sarah, esta que vos escreve, não sabe cozinhar e não tem a menor vontade de fazê-lo. Restou-me pensar e fumar.&lt;br /&gt;Ideia: a idade.&lt;br /&gt;A idade vai comendo a vida. Vai tolhendo o futuro e nós a observarmos. Adormece-se com um dia a menos, acorda-se com um dia a mais. O calendário muda discretamente os corpos. Vai empurrando as costas para a queda ser pequena. Os velhos sabem de cor o chão, como quem tem certeza de que está quase a chegar lá.&lt;br /&gt;Desde que perdi minha madrinha, o meu respeito por quem mora no terceiro andar da idade aumentou exponencialmente. Perde-se para ganhar. E assim foi.&lt;br /&gt;Com a idade, nunca escolhem o meio, escolhem sempre o fim do banco e deixam-se estar. Respiram como podem. Os olhos não procuram mais nada, já viram tudo. Vão guardando o passado em rugas.&lt;br /&gt;Os velhos não vivem, deixam-se viver. Os filhos ingratos já têm a vida deles e não os querem mais. Ninguém quer as doenças cheias da idade. Eles têm de ir viajar ou fazer compras para o jantar solitário, esquecidos num semi anonimato enfastiante.&lt;br /&gt;Os novos choram com o corpo todo, gritam, esperneiam e fazem caras de quem sofre. Os velhos choram só com os olhos, que o resto não se vê. Assim o fazem ao fim de cada telefonema carregado de obrigação ao invés de amor e gratidão, "o pai tá bem? Então tá, um beijo".&lt;br /&gt;As mãos da idade são agora veias cansadas de mostrar o sangue para todo o mundo. As pernas vão perdendo caminho. Os braços deixam de abraçar. O coração começa a falhar, mesmo para quem amou pouco. Vai esquecendo de bater. Até que, em uma noite, desaprende. Desliga os olhos e atira o corpo para o fim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembrem-se de uma coisa. Sempre. É simples, nada de complicado.&lt;/span&gt; Emociona-me a brevidade e singeleza da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6155547565032239100?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6155547565032239100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6155547565032239100&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6155547565032239100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6155547565032239100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/02/da-singeleza-e-brevidade.html' title='da singeleza e brevidade'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8471137651865530505</id><published>2010-01-25T19:17:00.010-02:00</published><updated>2011-11-03T23:21:53.680-02:00</updated><title type='text'>brasil é um país de palhaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O palhaço compra empresas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;por milhões, vende-as por uma penca de bananas, fica com o troco e diz que não há nada. O palhaço compra ações não cotadas, em um ano consegue que rendam 137,5 por cento e acha que está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está sendo escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias, maiorias absolutas. O palhaço é absoluto e absoluto a ponto de colocar notícias nos jornais, nos tornando ainda mais descrentes.&lt;br /&gt;O palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo, porque está por todos os lados. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo, seja a instaurar processos, seja a arquivar processos.&lt;br /&gt;Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com verbas públicas. E ele se vende por isso, vende-se por qualquer preço. O palhaço é covarde, um covarde impiedoso. Depois ou diz que não fez nada, ou pede desculpa. O palhaço não tem escrúpulos.&lt;br /&gt;O palhaço está em comissões que tiram conclusões, depois diz que não concluiu, escondendo-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um débil mental no Congresso, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.&lt;br /&gt;O palhaço faz maus orçamentos e depois os retifica. Diz que não dá dinheiro para desvarios mas depois dá porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre, é obediente, de uma sujeição quase medieval.&lt;br /&gt;O palhaço rouba dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou, quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta porque viu o que não devia ver.&lt;br /&gt;O palhaço é ruído de fundo que há de acabar como acaba todo o mal. Mas antes, ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de qualquer coisa, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer.&lt;br /&gt;O palhaço vai fazer muito barulho com seus pandeiros carnavalescos, saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, gabinetes e presidências, roubando e violando porque acha que pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir, violar e roubar.&lt;br /&gt;E com isso o palhaço tem crescido e ocupado espaço e vai perdendo cada vez mais a vergonha, porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa e se tornou político.&lt;br /&gt;Este é o país do palhaço. Nós é que estamos sobrando. E continuaremos sobrando enquanto o deixarmos aqui estar. A escolha é simples: ou nós, ou o palhaço.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8471137651865530505?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8471137651865530505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8471137651865530505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8471137651865530505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8471137651865530505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2010/01/brasil-e-um-pais-de-palhaco.html' title='brasil é um país de palhaço'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8965247518516668376</id><published>2009-12-31T09:31:00.006-02:00</published><updated>2010-01-25T19:49:26.396-02:00</updated><title type='text'>língua portuguesing</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui no Brasil, as crianças andam todas a darem &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;porrading&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Não é novidade nas escolas, a diferença é que o &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;chapading&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;insulting&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; agora são coisas de estrangeirismo. Já não se arranca olhos, já não se xinga os deliciosos palavrões, já não se cospe uns nos outros, já não se intimida os mais fracos, já não se deixa ninguém de lado, já não se goza com esta ou aquela característica. Agora, pratica-se o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", coisa que sempre houve em todas as escolas do país. A questão é que agora tivemos mais um a&lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;tropeling&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; na nossa língua e por isso o &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;bullying&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; veio para ficar. Não o &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;conceiting&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, mas a &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;palavring&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;!&lt;br /&gt;Por isso, não posso deixar de concordar com todas as &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;sátirings&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S. – Não retira valor nenhum ao estudo, nem ao fato de os jovens andarem cada vez mais violentos. Seriam os efeitos do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Playstationing&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, do &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;interneting&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, dos &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;filmings&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;etcing&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8965247518516668376?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8965247518516668376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8965247518516668376&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8965247518516668376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8965247518516668376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/12/lingua-portuguesing.html' title='língua portuguesing'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6196056449192902520</id><published>2009-12-01T13:57:00.003-02:00</published><updated>2009-12-01T14:09:43.313-02:00</updated><title type='text'>mais um pouco de nada sobre mim agora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os últimos tempos têm sido loucos, que amálgama de sentimentos! Parece que voltei aos 13 anos quando tudo o que vemos, sentimos e fazemos é desordenado e, sobretudo, intenso! Passar da dor profunda que senti, ainda sinto e continuarei a sentir até voltar a me convencer que a vida vale à pena para a alegria de outro tipo de sentimentos, ao orgulho do que tenho feito, o empenho que tenho em realizar uma coisa só minha e pra mim.&lt;br /&gt;Há uma enorme vontade em mim de conhecer e conviver com pessoas novas e de aprofundar as boas amizades antigas. E a vida, então, vai se revelando em uma peleta de cores e mostrando o quão bela e cruel sabe ser, refletindo raios de luz por entre a escuridão das pequenas tragédias que se abatem sobre nós.&lt;br /&gt;Dou por mim a questionar sempre sobre o que realmente somos. Poeiras despreocupadas que voam ao sabor do livre arbítrio de uma entidade superior qualquer. Ou, ainda mais assustador, que tudo se deve à ocasionalidade, às leis da probabilidade. As mesmas que se aplicam quando lançamos um dado ou uma moeda ao ar são as mesmas que intervém na nossa vida.&lt;br /&gt;Mas do que essa merda toda interessa afinal? Daqui por 100 anos seremos pouco mais que pó biodegradável, conseguindo assim servir mais o ambiente mortos do que vivos...&lt;br /&gt;É muito confuso, eu sei. Mas é assim mesmo que me sinto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6196056449192902520?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6196056449192902520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6196056449192902520&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6196056449192902520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6196056449192902520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/12/mais-um-pouco-de-nada-sobre-mim-agora.html' title='mais um pouco de nada sobre mim agora'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5894257711304143397</id><published>2009-11-23T22:32:00.008-02:00</published><updated>2009-11-23T23:21:40.253-02:00</updated><title type='text'>sobre pessoas mentalmente limitadinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa noite começou como tantas outras de tantos outros tempos, uma mão no teclado e outra no copo de cuba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;libre&lt;/span&gt;, esta apenas abandonada para, periodicamente, levar o cigarro à boca. Serra é que vá para a casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;caralho&lt;/span&gt; com a lei anti-fumo, meu cigarro, sim, é que é das coisas mais bonitas que me fazem agarrar a vida com as duas mãos (quer dizer, com uma, já que a outra está sempre preocupada a me embriagar).&lt;br /&gt;Em meio ao álcool, ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;recadinho&lt;/span&gt; sem vergonha de um débil mental, à frustração de ter uma mentalidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;incompreendida&lt;/span&gt; pelos ignorantes de plantão, nutri a esperança ridícula de que se  fosse descortinada a aversão à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sinceridade&lt;/span&gt; real pelas pessoas pouco dotadas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;inteligência&lt;/span&gt;, raciocínio e cultura.&lt;br /&gt;Percebi que há a má influência literária dos últimos anos. Publica-se de tudo, - Dan Brown, Paulo Coelho, &lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Stephenie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Meyer&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;até poemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;moderninhos&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;caralho&lt;/span&gt; -, agora lição de honestidade que é bom, nada. Editores, seus bostas, vamos por mãos à obra.&lt;br /&gt;Contrariamente ao que seria de esperar, porém, ao cabo de alguns minutos, um ser humano dotado de um cérebro funcional, acaba por se aborrecer. Fiz a mim própria a pergunta de costume: o que é que me incomoda? Ignorância? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Ignorância&lt;/span&gt; disfarçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;status&lt;/span&gt;? Ignorância intelectual? Ignorância cultural? Senti que me incomodavam profundamente todos os tipos de obscurantismo.&lt;br /&gt;A burrice alheia se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;reflete&lt;/span&gt; na vida de uma pessoa lúcida e crítica como um por de sol infeliz ou como um disparo que falha por um triz ou como perder sem nem sequer mexer um músculo. É como uma luta inglória contra mil gigantes, como uma alma destinada ao fracasso, é como saber que as coisas importantes são tudo menos o que fazemos. É como cada minuto ser uma vida e cada sonho uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;epopéia&lt;/span&gt; e cada aspiração uma causa perdida. Ou, só pra contrariar os super felizes sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;inteligência&lt;/span&gt; e senso crítico, é como a vida ser um lugar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;fodido&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5894257711304143397?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5894257711304143397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5894257711304143397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5894257711304143397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5894257711304143397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/11/sobre-pessoas-mentalmente-limitadinhas.html' title='sobre pessoas mentalmente limitadinhas'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1482749227857143895</id><published>2009-11-20T19:41:00.002-02:00</published><updated>2009-11-20T20:10:39.850-02:00</updated><title type='text'>sonho mau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um quarto que se podia devorar em 5 passos. Cinzento de vontade e bafiento de desânimo. Estava muito calor e o chão rangia a castanho esquecido. Sentei no colchão de molas tristes, que me arranhavam a dignidade, e pensei na saudade. Sobretudo, na saudade que tinha de não sentir saudade, pois era essa a primeira carta que caía do meu castelo de sonhos instáveis.&lt;br /&gt;Olhei para a rota de desleixo e chorei. Chorei pela vontade. Senti toda a solidão do mundo de dentro daquele quarto e olhei a paisagem da janela. Era de dia e estava sol, mas os meus olhos só viam escuridão. As paredes aproximavam-se no adensar do desalento e percebi que tinha que sair. Algumas roupas gastas mais tarde, cheirava a cidade no seu interior e caminhava na razão do pensamento.&lt;br /&gt;Segui os caminhos da infância e aproximei todo o resto ao olhar. A cidade corria ao ritmo dos afoitos e o calor encolhia vaidades. Observei todos e cada um, e pensei com inveja onde iriam com tanta certeza, com tanta vontade de lá chegar.&lt;br /&gt;No canto mais fresco da marquise, um monte de merda que não identifiquei escondia um corpo. Dormia de sujidade e esquecimento. Aproximei-me e toquei no que parecia ser um ombro debaixo de roupa velha. Reagindo ao toque, o corpo virou-se e fixou o horror de espanto: era a minha cara que ali estava, debaixo de muito cabelo e imundície!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei transpirando e esticando o fino lençol que já não se via de tanto esticar. Sentei-me na cama de molas ainda tristes e olhei ao redor. Havia voltado sem nunca ter saído.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1482749227857143895?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1482749227857143895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1482749227857143895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1482749227857143895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1482749227857143895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/11/sonho-mau.html' title='sonho mau'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4863342416183527958</id><published>2009-11-10T23:03:00.007-02:00</published><updated>2009-11-16T13:34:06.411-02:00</updated><title type='text'>uma nota de decepção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um castelo que se desmoronou. Irremediavelmente? Por pouco tempo? Não sei. E sinto-me magoada. Não, não me sinto magoada. O que há em mim é sobretudo desilusão, por pensar que conhecia os outros e julgar que nunca alguém seria capaz de chegar a este ponto crítico de falta de caráter e hombridade.&lt;br /&gt;Estou profundamente decepcionada. Com a falta de coragem das pessoas, coragem pra serem sinceras umas com as outras, mas principalmente pela falta de coragem para entenderem e lutarem pelo o que elas sentem e acreditam.&lt;br /&gt;Falta-lhes dignidade. Sobra-lhes egoísmo. A mim falta olho crítico e me sobra compaixão, e são essas coisas que, combinadas entre si e em regra geral, nos fazem sentir assim da forma como estou agora... as  malditas expectativas que se elevam sem uma justificativa racional.&lt;br /&gt;E custa ver que ninguém vale a merda que caga, que as palavras não passam de dissimulações.  Custa saber que acreditamos no que havíamos jurado não acreditar mais, por termos nos deixado levar pelo que prometemos resistir. E o pior de tudo é saber que estamos essencialmente desiludidos conosco pela nossa cegueira.&lt;br /&gt;Não sei como reagir a isso. A única coisa que tenho como certa, é tudo o que sinto. E isso, sinceramente, não ajuda mesmo em nada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4863342416183527958?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4863342416183527958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4863342416183527958&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4863342416183527958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4863342416183527958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/11/uma-nota-de-decepcao.html' title='uma nota de decepção'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2293946727467611343</id><published>2009-11-09T04:32:00.008-02:00</published><updated>2009-11-20T10:09:09.420-02:00</updated><title type='text'>más escolhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das referências da minha vida, para o bem e mais ainda para o mal, morou lá pelas bandas do Rio de Janeiro em 1800 e qualquer coisa, era alcoólatra e morreu tuberculoso aos 20 anos. Tomei-o para mim e fiz dessa relação intangível no espaço e no tempo, algo que se aproxima de uma relação entre pai &amp;amp; filha.&lt;br /&gt;Filiação que, evidentemente, foi equívoca desde o princípio, quer pelo fato de o meu temperamento já manifestar uma forte objeção às coisas extremamente felizes, como também pelo fato de eu ter crescido em um ambiente familiar conturbado, barulhento, instável e fodido.&lt;br /&gt;Minha realidade me é ácida, as visões que povoam a minha mente parecem compensar, pelo menos em grande parte, a ausência de realizações. Pedaços de céu sonhados aqui ao lado: na minha cama desarrumada, com os lençóis revirados e alimentados pelo excesso de álcool e drogas, temperados com o cheiro deprimente e enfastiante de sono no ar.&lt;br /&gt;Invoco aspirações felizes e criações ideais a meu bel-prazer, desfrutando sob todas as formas, buscando qualquer ventura que me acalente. A maioria delas sonhadas em um estado lastimável de entorpecimento.&lt;br /&gt;Estou me esvaindo em devaneios. Vivo uma vidinha patética esgotada em ilusões. Não poderia eu, nova e intacta, ter escolhido como pior referencial, de vida e conduta, um sujeitinho mais decadente do que o tal Álvarez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2293946727467611343?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2293946727467611343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2293946727467611343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2293946727467611343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2293946727467611343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/11/mas-escolhas.html' title='más escolhas'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3464665930388593061</id><published>2009-11-01T18:38:00.003-02:00</published><updated>2009-11-01T19:11:29.691-02:00</updated><title type='text'>a garota mais triste que já segurou um martíni</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Àquela hora só conseguia manter apenas um olho aberto e mesmo esse só me fornecia imagens desfocadas. Entre a neblina da embriaguez, parecia ver tudo num tom castanho-claro-brilhante. Algumas indagações mentais mais tarde, percebi que tinha a cabeça sobre o balcão. Estava de volta ao bar. Decidida a combater a inércia, abri o outro olho.&lt;br /&gt;Agora via tudo em tom claro-torrado-com-oscilações, olhava através da taça de martíni. Numa tristeza irônica e sorridente, pensei que não houvesse mais meios de descer na escala da humilhação - ainda bem que estava encostada ao balcão! - e chamei a mim todos os sentidos necessários à operação de levantar a cabeça: equilíbrio, orientação, força e força de vontade. Cinco minutos depois a ação revestia-se de sucesso. Embora um bocado vacilante, a cabeça se encontrava na verticalidade possível.&lt;br /&gt;Sobre o balcão estavam oito copos cuidadosamente alinhados. Em comum tinham apenas o fato de estarem vazios. O nono, que ainda continha líquido, estava próximo de mim por dois motivos: primeiro, era o único ao alcance da mão sem ter que esticar o braço; segundo, eu já havia olhado através dele e por isso conhecia seu interior como ninguém. Tomei um gole pequeno porque aquilo tinha que durar.&lt;br /&gt;Vou ao mesmo bar todos os dias, sento-me no mesmo lugar todos os dias, à mesma hora de todos os dias eu me encosto ao balcão. Todos os dias narro um fato diferente, todos os dias trago um fardo diferente, todos os dias lamento por uma desgraça diferente. Que merda de rotina.&lt;br /&gt;Cada carta da insegurança social aumenta-me as pulsações do desespero e a sede! Não fosse a minha escassa liquidez (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;$&lt;/span&gt;) a quantidade líquida aumentaria. Por aqui devem pensar que sou sovina, mas se eles soubessem que não tenho muitos putos nos bolsos da calça imunda, talvez tivessem a bondade superior de me oferecerem mais doses.&lt;br /&gt;Entretida com meus pensamentos tão pouco sóbrios, nem reparei nos acontecimentos seguintes. - Mais uma tacinha, por favor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3464665930388593061?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3464665930388593061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3464665930388593061&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3464665930388593061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3464665930388593061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/11/garota-mais-triste-que-ja-segurou-um.html' title='a garota mais triste que já segurou um martíni'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5382453691543447360</id><published>2009-10-12T00:48:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T01:19:08.215-03:00</updated><title type='text'>troco meu cérebro por um coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o maior problema da minha vida não seja saber o que eu quero ou não, se desisto ou arrisco, se perco ou ganho. Mas talvez seja, sim, a importância exacerbada que dou à todas essas questões.&lt;br /&gt;Pensar é preciso, não pensar é suicídio. Abrir minha mente e aceitar tudo o que chega não pode ser saudável nem correto, mas pensar demais é nocivo. Enfim, serei concisa: racionalizar.&lt;br /&gt;Não compreendo essa minha permanente e persistente vontade de desejar que tudo tenha uma explicação, um significado. De ter que pensar e analisar tudo o que faço, tudo o que me fazem, tudo o que sinto ou deixo de sentir. O cérebro não se pode sobrepor ao coração.&lt;br /&gt;Talvez seja esse meu maior erro, entre tantos outros que estraçalham meu peito diariamente. Tenho que me libertar das amarras da razão que me prendem a um universo sem cores e sem sabor e que, desgraçadamente, tira meu apetite pela vida. Apenas dessa maneira poderei sentir a empiricidade de cada momento, acreditando na sua unicidade.&lt;br /&gt;Preciso seguir as pegadas que aquela voz dentro de mim me diz pra seguir, independentemente do que o mundo, as regras e as pessoas pequenas dizem ser certo ou errado. E assim, quiçá, eu encontre as respostas que procuro...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5382453691543447360?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5382453691543447360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5382453691543447360&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5382453691543447360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5382453691543447360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/10/troco-meu-cerebro-por-um-coracao.html' title='troco meu cérebro por um coração'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6122009199755641893</id><published>2009-10-06T11:28:00.008-03:00</published><updated>2009-10-06T12:25:32.751-03:00</updated><title type='text'>um grande abraço de 2 metros com bigode</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/Sstgs3bPTdI/AAAAAAAABIo/b1vIhdQyAs0/s1600-h/grande-abraco-9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/Sstgs3bPTdI/AAAAAAAABIo/b1vIhdQyAs0/s320/grande-abraco-9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389507702987640274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Viera de longe com uma mala recheada de boas intenções na mão. Trazia no olhar aquela tranquilidade que lhe era própria, misturada com a estranheza da vida polvilhada por um ar de espanto quase inocente. As palavras que saíam da sua boca eram acordes de uma melodia que me era bastante familiar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Demorou alguns anos para chegar, mas não tardou a ocasião. Também não se fez ladrão, nem criou confusão. Apenas veio. Sincero, sem merdas e, sobretudo, franco de amizade. Soube a pouco o tempo e a partilha.&lt;br /&gt;A geografia da vida não permitiu outros tantos, mas criou linhas. Linhas de respeito e admiração, linhas de orgulho e até algumas de pequenas mágoas, que se desfizeram sem que se notasse. O comboio do regresso levou a mala menos cheia de confusões, mas carregada de momentos. Foram intensos. Na estação, ficou a saudade.&lt;br /&gt;Obrigada por ter vindo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6122009199755641893?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6122009199755641893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6122009199755641893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6122009199755641893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6122009199755641893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/10/um-grande-abraco-de-2-metros-com-bigode.html' title='um grande abraço de 2 metros com bigode'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/Sstgs3bPTdI/AAAAAAAABIo/b1vIhdQyAs0/s72-c/grande-abraco-9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5958262574451713671</id><published>2009-09-23T18:54:00.006-03:00</published><updated>2009-09-23T20:29:05.709-03:00</updated><title type='text'>caixinha divina de sugestões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mundinho Insosso&lt;/span&gt; é um blog que questiona. Que não tem certezas, exceto uma: não se deve levar na bunda (sem qualquer conotação sexual). Mas quem questiona alguma coisa, em última análise, acaba sempre por questionar Deus. E se Deus tivesse uma caixinha de sugestões (a propósito, é uma coisa em que deveriam pensar) e não se escandalizem com a forma como o trato, reparem que usei letra maiúscula, eu colocaria lá esta reclamação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo,&lt;br /&gt;Segundo diz a Bíblia e os homens que a escreveram (Harold Bloom afirma que foi uma mulher, mas é mentira. Se tivesse sido uma mulher a escrever a Bíblia, haveria mais descrições dos trajes de Cristo e dos apóstolos, dos enfeites de mesa da Última Ceia e o caralho-a-quatro), os homens que a escreveram, dizia eu, estiveram com atenção àquilo que o Senhor andou a fazer e dizem que se fartou de trabalhar durante seis dias, mas ao sétimo descansou. Ora bem, descansou ao sétimo dia e até hoje, que se saiba, não fez mais nada. São milhões e milhões de anos a coçar os sagrados colhões. Eles devem estar em chagas!&lt;br /&gt;Mas enfim, isso não é o pior. O pior são as merdas que o Senhor deixou mal acabadas por aqui e que devia repensar. Por exemplo, os homens. Há ali coisas bem feitas: braços, pernas e mãos. Foi muito bem pensado. Desta forma, a mulher dispõe do atrativo viril básico que pode culminar na fornicação. Mas faz falta, a meu ver, mais exemplares da espécie. Porque, tal como está, com esta onda homossexual atingindo proporções alarmantes, vejo a perpetuação da espécie - espécie esta de que o Senhor tanto se orgulha - ameaçada.&lt;br /&gt;Portanto, rogo em nome das mulheres que concordam com minhas sucintas explanações: não daria para reverter este processo de abichanação? Ou, quiçá, um milagre que seria capaz de transformar todos os homens-florzinhas-sensíveis em caminhoneiros que exalam testosterona? Estamos sofrendo com a escassez. Dê lá um jeitinho, vai.&lt;br /&gt;Desde já agradeço vossa celestial atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5958262574451713671?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5958262574451713671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5958262574451713671&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5958262574451713671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5958262574451713671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/09/caixinha-divina-de-sugestoes.html' title='caixinha divina de sugestões'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8919837853488552733</id><published>2009-09-01T12:52:00.003-03:00</published><updated>2009-09-01T13:14:27.567-03:00</updated><title type='text'>no fundo do poço... e cavando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Um escritor e a sua dor partilhavam dentadas de um texto, mordia o escritor a questão, enquanto a dor mastigava o porquê. Por quê? Porque antes de engolir, convém mastigar e digerir.&lt;br /&gt;Um escritor e a sua dor cavavam fundo e incansavelmente, enterrando-se num buraco do qual não sabiam ao certo, como no passado, se conseguiriam sair."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não sei há quanto tempo redigi isto. Séculos, talvez. Mas mais do que em qualquer outra circunstância, isto volta a fazer sentido. As personagens se modificaram, mas a situação se mimetizou, pondo em evidência aquela qualquer faceta masoquista de mim que parece sempre apreciar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei de antemão que irei sofrer, mas por haver muita piada nas peças que a vida nos prega, que pincelam com cores diversas os dias enevoados e maçantes, enchendo o coração de alegria, esperança e nos dando forças para enfrentar "todos os outros dias", deixo-me levar.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando dou por mim, já não há como esquivar da bigorna de sonhos estilhaçados em queda livre que vem de encontro à minha cabeça.&lt;br /&gt;Acho que prefiro aqueles dias em que não se passa rigorosamente nada, em que o tédio se apodera de nós e o cansaço da monotonia nos vence, aos dias (quase) perfeitos. Ao menos, o nevoeiro indissipável que adoece a alma, impede que eu me iluda e caia nos mesmos erros do passado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8919837853488552733?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8919837853488552733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8919837853488552733&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8919837853488552733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8919837853488552733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/09/no-fundo-do-poco-e-cavando.html' title='no fundo do poço... e cavando'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4891314343436297914</id><published>2009-08-17T14:36:00.004-03:00</published><updated>2009-08-18T00:05:45.387-03:00</updated><title type='text'>tanto tempo já se passou...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...e eu nem me dei conta disso. Muitas coisas mudaram e tantas coisas ficaram na mesma. Não, fui eu que mudei, já não sou a mesma Sarah de outros anos. Muita água correu por debaixo da ponte escangalhada da minha vida, muitas coisas e pessoas passaram e muitas ficaram por passar. Erros repetidos, erros aprendidos, aventuras falhas e uma amarga centena de oportunidades desperdiçadas, juntamente com outros projetos que não foram bem sucedidos e que reforçaram o sumiço gradual e impiedoso da paixão inicial que eu nutria.&lt;br /&gt;Tanto tempo já se passou e não sei dizer se sou uma pessoa melhor do que a de outros anos, talvez esteja um pouco mais pessimista, muito embora, eu ainda adore estar viva, isso não há como negar, mas da maneira que tem sido recorrente, eu diria que é uma paixão não correspondida, ou então sou eu que ando tendo dias bastante maus.&lt;br /&gt;Curiosamente, mudei tanto, mudaram-me tanto e, ainda assim, a minha vida continua a mesma sucata de uns 6 anos atrás. Mas não deixarei de sorrir - nem quero! -, meu sorriso tem sido minha única arma contra o derradeiro fracasso, meu sorriso tem sido a mola que me impulsiona pra frente, mesmo quando tudo quer dar para trás. Porque apesar de as coisas todas parecerem conjuradas para correr mal, quando Deus despeja sua fúria sobre mim e as forças do destino conspiram para que eu seja desfavorecida, o sorriso me faz estar mais perto daquilo que realmente tem importância: a possibilidade de um dia ser feliz.&lt;br /&gt;E quem pensa que é essa alegria babaca e exagerada que eu quero, está amplamente enganado. A felicidade despropositada transforma as ações sublimes em gestos afetados e ridículos, dilui o sentido das emoções, deixando-as sem consistência. E eu não estou disposta a perder a premissa da honestidade, que é o pilar que sustenta os meus sentimentos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4891314343436297914?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4891314343436297914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4891314343436297914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4891314343436297914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4891314343436297914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/08/tanto-tempo-ja-se-passou.html' title='tanto tempo já se passou...'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1776355720060171421</id><published>2009-08-06T15:38:00.007-03:00</published><updated>2009-08-06T16:56:40.948-03:00</updated><title type='text'>ecoburrice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Esta onda ecológica dos últimos tempos é algo que me irrita profundamente. Ter o mínimo de zelo pelo lugar onde habitamos é maravilhoso e não traz mal algum ao mundo ou às pessoas, não fosse a chatíssima circunstância deste ecologismo maníaco persistir em um ritmo alucinante sobre o mais variado e estupidificante gênero de coisas.&lt;br /&gt;O bombardeio é em tempo integral, desde as já míticas propagandas televisivas até os anúncios que oferecem pornografia suja e gratuita na internet. O problema não está na iniciativa, aposto minhas pregas que a intenção de quem dissemina esta causa é das mais elevadas, o problema consiste na abundância de informações sem que haja tempo para digerir os fatos e, evidentemente, formar opiniões sensatas.&lt;br /&gt;Em função desta oferta ilimitada de verdades invioláveis e, especialmente, do cronograma apertado para conseguir mais combatentes do caos ecológico do planeta, surgem os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ecoburros&lt;/span&gt; que defendem com unhas e dentes qualquer coisa que se diga pró-ambientalista, sem nem ao menos terem ideia do que estão fazendo ou dizendo.&lt;br /&gt;Vegetarianos que não sabem que o consumo de carne proporcionou o aumento da expectativa de vida da raça humana; ativistas contra testes em animais que se esquecem de onde vêm os remédios e as vacinas; imbecis que dizem ser contra os transgênicos mas que nunca souberam que a insulina e a vacina contra meningite o são; fanáticos contra o desmatamento da Amazônia que não se importam em desperdiçar papel.&lt;br /&gt;A lista é absurdamente extensa. E são estes retardados que não possuem um filtro eficiente de informações ou uma inteligência mínima, que preenchem os espaços vazios do mundo com opiniões estúpidas. Cuidar de onde se vive é nobre, desde que se dispa de hipocrisias travestidas de convenções e moldes usados para se encaixar em qualquer grupo social. É desagradável dizer isto, mas ser ecologicamente correto virou um tipo de ostentação social moderna. Isto é o que eu chamo de decadência de valores...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1776355720060171421?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1776355720060171421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1776355720060171421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1776355720060171421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1776355720060171421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/08/ecoburrice.html' title='ecoburrice'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3174141340220305652</id><published>2009-07-18T04:58:00.007-03:00</published><updated>2009-08-18T00:05:11.227-03:00</updated><title type='text'>vou-me embora pra... lá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Extenuei-me e quero sair daqui, não sei ainda pra onde eu vou, mas sei que vou ou que, ao menos, deveria ir, porque quero ser mais do sou, do que tenho sido, do que me tornei, do que almejo ser, do que me forçam ser e, sobretudo, ser mais do sou sem deixar de ser o que sou, mesmo que eu não seja nada.&lt;br /&gt;Há algo lá longe que me chama, que me fascina, que me seduz. Muitos dirão que Lá não há nada de especial, que não passa de um mísero ponto na imensidão do mundo.  Mas eu vejo nessa latitude desconhecida um pouco de tudo o que sou. Como se esse ponto travestido de uma entidade incógnita me tivesse criado e moldado à sua imagem e semelhança.&lt;br /&gt;É o meu refúgio, a minha aldeia secreta. Só Lá me faz esquecer os problemas quando olho o horizonte, quando aprendo um pouco mais com a gente rude e trabalhadora, quando consigo ver o céu estrelado, por cima dos prédios, a acalentar os meus sonhos.&lt;br /&gt;E por mais que me digam para não fugir, porque aqui é a minha terra, não é nesse universo apático em que me sinto bem. Distante dessa cidade horrorosa, recheada de pessoas mesquinhas e presunçosas, há olhos que reluzem mais do que as mais cintilantes constelações e há sorrisos sinceros que têm uma luz tão própria, tão radiante e tão pura que parecem vir da própria alma.&lt;br /&gt;É lá que me revejo, é para lá que regresso quando o resto do mundo parece me voltar as costas e é lá que me reconforta como só algo muito especial consegue fazer. Só Lá é que consigo me sentir um pouco mais... EU.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3174141340220305652?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3174141340220305652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3174141340220305652&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3174141340220305652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3174141340220305652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/07/vou-me-embora-pra-la.html' title='vou-me embora pra... lá'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-693846881355695513</id><published>2009-07-07T09:31:00.009-03:00</published><updated>2009-07-07T10:31:50.568-03:00</updated><title type='text'>discorrendo por nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a doçura do meu sono fora violentada pela urgência do novo dia que se impunha, com o inegável fato de que já eram horas de levantar, senti-me sufocada pela circunstância de estar viva e de ser obrigada a existir por mais 24 horas. Há dias em que não sinto vontade de ser.&lt;br /&gt;Meus pés se atropelaram e tropecei na claridade intrusa, caí de cara no chão da realidade que presumia o novo, que de novidade nada tinha. A rotininha aborrecedora constituída de pormenores azedos que, se tomados como um todo, não fazem a menor diferença, porque embora a mesmice diária se difira em detalhes, em suma mantem-se a mesma.&lt;br /&gt;Abri os olhos com dificuldade, devido à quantidade excessiva de remelas, e reparei que o pijama que me abrigava sorria despreocupado das memórias que o conduziam à avenida das consternações, olhando ao redor como um atento expectador de um circo de aberrações, com questionamentos discretos sobre a veracidade daquela atmosfera surreal de que dispunha para entreter-se por um pequeno momento, fazendo-se, assim, algo enorme na terra de diminutas convicções.&lt;br /&gt;Na minha cabeça, comiam quatro atitudes: a dúvida, a certeza, a confiança e a suspeita. Discutiam entre si, entre garfadas gulosas e gargalhadas histéricas, os planos para o futuro e brindavam ébrias às memórias do que depois será, sem considerar o que sempre seria.&lt;br /&gt;E no jardim da minha vida, mangueiras regavam as sementes que plantei numa fúria molhada de arrependimentos. Via afogarem-se as plantações da vida e as suas questões. Ninguém desligava as torneiras e a inutilidade das ações insistia e se repetia em litros de desperdício. Há dias em que não vale à pena ser...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-693846881355695513?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/693846881355695513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=693846881355695513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/693846881355695513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/693846881355695513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/07/discorrendo-por-nada.html' title='discorrendo por nada'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5862920968160472566</id><published>2009-07-02T12:24:00.017-03:00</published><updated>2009-07-02T16:01:21.298-03:00</updated><title type='text'>banana's land</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já faz um ano que a Era Euvírus, com a sua lógica ditatorial "eu quero, eu posso, eu mando",  foi pro brejo, tudo mudou, mas o essencial ainda permanece o mesmo.  Não creio que o Eurico fará parte do "hall dos grandes vascaínos", muito embora tenham feito um documentário sobre ele chamado "A locomotiva". E bem, pode ser um sinal contrário à minha expectativa.&lt;br /&gt;No âmbito nacional a história se repete. Sarney &amp;amp; família não deixam nada a desejar ao ex-presidente do Vasco: roubos, assassinatos de sonhos e esperanças, manipulação de fatos e distorção da realidade em proveito próprio. José Sarney e Euvírus são irmãos gêmeos separados após o parto. Cada qual deu a sua contribuição de mau caratismo nos respectivos campos de atuação. Infelizmente, ambos continuam por aí, enchendo o saco e provocando muita azia e enxaqueca.&lt;br /&gt;Se, daqui a alguns anos, resolverem fazer um documentário sobre José Sarney, esse dinossauro assaltante da política brasileira, eu não me espantarei, principalmente se o colocarem como destaque no carro alegórico em que se transformou o "hall dos grandes brasileiros".&lt;br /&gt;Para eternizar o momento teríamos Sarney juntamente com Lula, Delfim Netto, Renan Calheiros, José Dirceu, Dilma Rousseff e adjacentes, retratados numa pintura, bem como "A última ceia", pregada a um altar para cerimônias de culto à imoralidade.&lt;br /&gt;Ao centro, veríamos Lula fantasiado de Jesus de Nazaré -seu maior fetiche histórico-, acompanhado de seus discípulos, confraternizando em um banquete de arrasar em alguma sala secreta no castelo do Edmar Moreira, bebendo o néctar do dinheiro dos cofres públicos e  repartindo pedaços de pão do mensalão...&lt;br /&gt;Como diria Mainardi, "o Bananão continuará sendo o Bananão", não só no que diz respeito à política, mas também ao futebol. Nada é sério nesse país, nem ao menos a filha da puta da paixão nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[ Delfim Netto é conselheiro político de Lula, metido em cachorradas desde quando nem me lembro mais! &lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/08/04/morre_coronel_saraiva_que_denunciou_delfim_netto_em_1976-547574690.asp"&gt;Aqui&lt;/a&gt; está uma matéria referente ao Relatório Saraiva, feito na época do Governo Militar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;E &lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R04934.pdf"&gt;Aqui&lt;/a&gt; outro artigo interessante sobre o caso.&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://www.netvasco.com.br/news/noticias15/67374.shtml"&gt;Aqui&lt;/a&gt; há uma prévia da falação sem limites de Euvírus Miranda e sua corja.&lt;br /&gt;E, finalmente, &lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1214922-5601,00-CONSELHO+DE+ETICA+ABSOLVE+DEPUTADO+DO+CASTELO.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; há a vergonhosa notícia da absolvissão de Edmar Moreira e &lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-deve-garantir-apoio-a-sarney-durante-encontro-nesta-5a,396758,0.htm"&gt;Aqui&lt;/a&gt;, a não menos humilhante notificação do apoio do Presidente ao Ladrão Sarney ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5862920968160472566?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5862920968160472566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5862920968160472566&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5862920968160472566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5862920968160472566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/07/bananas-land.html' title='banana&apos;s land'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6034798615963047405</id><published>2009-06-26T01:40:00.005-03:00</published><updated>2009-06-26T03:31:56.485-03:00</updated><title type='text'>perda total no dia dos abandonados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem lê meu blog sabe que, sobre algumas questões, não faço nada além de ser eu mesma: passar mensagens de paz, de elegância e sublinhar que a vida tem mais graça se nos devotarmos a escrachar qualquer coisa e fazer faxina nos tabus. E no que concerne a limpeza, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mundinho Insosso&lt;/span&gt; é como uma daquelas equipes de criadas de hotel que trocam até as toalhas limpas, desinfectam, sanitam e no fim deixam um bombom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SkRSFpfLuWI/AAAAAAAABGg/yyYYTDClLKg/s1600-h/bebado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 92px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SkRSFpfLuWI/AAAAAAAABGg/yyYYTDClLKg/s320/bebado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351492514212460898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A verdade é que este seria um assunto para ocupar todo o espaço do blog, mas as lembranças de que disponho são tão diminutas quanto o pintinho de um japonês que acabou de sair da água gelada, portanto, na tentativa de descortinar minha noitada insana e de fazê-los entender o quão grave foi o episódio, devo ressaltar que sou estúpida o suficiente para preferir meus excessos a curtir a vida com alguma classe e comedimento. Ou seja, não me recordo de porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica pra próxima bjs&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6034798615963047405?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6034798615963047405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6034798615963047405&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6034798615963047405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6034798615963047405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/06/perda-total-no-dia-dos-abandonados.html' title='perda total no dia dos abandonados'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SkRSFpfLuWI/AAAAAAAABGg/yyYYTDClLKg/s72-c/bebado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2144370944886022979</id><published>2009-06-24T22:54:00.006-03:00</published><updated>2009-06-24T23:52:46.782-03:00</updated><title type='text'>um mimimi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gosto das eventuais distâncias, mas suporto todas. Não gosto das ausências idiotas e despropositadas, mas as aceito com escandalosa sujeição. Não gosto de desculpas esfarrapadas, mas esforço-me para entender os motivos. Não gosto e, sobretudo, não consigo compreender, a minha capacidade nipônica de me meter em projetos que, desde a sua concepção, já estão fadados ao fracasso. Vejo a plaquinha indicando "fiasco" e continuo indo em frente, mesmo que esteja nadando na merda à altura das orelhas.&lt;br /&gt;O pior de tudo é não saber controlar meus impulsos bestiais, principalmente aqueles relacionados à oratória, sofro com a minha inata inocência e analfabetismo na matéria de discernimento diligente do caráter alheio. Cego-me para os perigos que espreitam em toda esquina, atrás de cada lata de lixo, camuflados à sombra de um poste com a lâmpada queimada, escondidos atrás de figurinhas que nos cativam para depois nos darem apunhaladas com palavras intoxicadas de maldade.&lt;br /&gt;Realmente sinto saudades de uma época em que nem ao menos vivi, e a única coisa que me faz acreditar nela como um lugar distante desse mundo horroroso, é o sabor açucarado que se polvilha na minha língua ao imaginá-la. No entanto, sei que remoer isso não vale nada, não serve para absolutamente nada. Sei também que tudo aquilo que, em outro tempo, em outras circunstâncias - quiçá noutra vida! -, teria feito o mundo conspirar a meu favor no intento divino de transfigurar o cocô mole em uma escultura celestial, neste momento, infelizmente, não pode e não quer ser mais do que nada... o que é uma pena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2144370944886022979?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2144370944886022979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2144370944886022979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2144370944886022979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2144370944886022979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/06/um-mimimi.html' title='um mimimi'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2418476680036387870</id><published>2009-06-20T15:28:00.004-03:00</published><updated>2009-06-20T15:44:32.161-03:00</updated><title type='text'>singularidades de nosso belo idioma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há em cada brasileiro um genial inventor de alcunhas. A criação de epítetos depreciativos ou simplesmente galhofeiros é parte importante do exercício da brasilidade. Ao longo da vida fui reunindo algumas alcunhas curiosas que só um povo fornicador é que usa para manifestar a grande quantidade de fodas que pratica.&lt;br /&gt;Então acerco-me de uma dúvida que, embora premente, não há razão alguma de ser: por que é que dos povos latinos, os brasileiros são os que menos se gabam de seus feitos sexuais? Será que, salvo as exceções, somos latinos apenas na acepção do termo?&lt;br /&gt;Os brasileiros em geral alardeiam bem menos, mas têm a prova da sua competência sexual na ponta da língua. Basta-nos atentar às expressões que fazem nosso idioma, tal como "a dar com o pau".&lt;br /&gt;- Nunca vi a praia tão cheia, tinha gente a dar com o pau. Na verdade, o que o popular veraneante quer dizer é que havia tanta gente na praia como a quantidade de fodas que dá. Pelo contrário, nunca se ouve dizer "este ano não tem chovido nada, maneiras que há água a dar com o pau".&lt;br /&gt;Como esta expressão, existem várias. Infelizmente, fatores como o politicamente incorreto, a novela brasileira e a Sandy, contribuíram para que muitas das coloridas imagens sobrevivam apenas no léxico de nossos anciãos. Que foda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2418476680036387870?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2418476680036387870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2418476680036387870&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2418476680036387870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2418476680036387870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/06/singularidades-de-nosso-belo-idioma.html' title='singularidades de nosso belo idioma'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8700936256155290214</id><published>2009-06-07T22:40:00.005-03:00</published><updated>2009-06-07T23:19:48.335-03:00</updated><title type='text'>deboche universal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasci de uma vontade bem estúpida da vida, em uma dessas circunstâncias que os pais mais orgulhosos afirmam ser abençoadas, sob a aurora de um acontecimento que se disse grandioso simplesmente pelo fato de não o ser, afinal, eu era apenas mais uma pessoa que nascia, mais uma pessoa que entrava aos trancos e barrancos na roda louca da vida.&lt;br /&gt;E o tempo, mais precisamente por 17 anos, arou aqui sementes de esperança enquanto manifestei a vontade de avançar e àquela época senti os abraços da compreensão. Deram-me, de mãos beijadas, a direção que deveria seguir, como e quando chegar, tudo para não ir sozinha e, sobretudo, para não permitir que o receio tomasse conta de mim.&lt;br /&gt;Bati à porta do sonho. Expliquei-lhe minhas razões, ao meu ver irrefutáveis, do porque deveria entrar e deixei meu currículo, apresentei minha candidatura. Aguardei na expectativa de realizações e até esbocei projetos e fiz planos. E após meses de uma espera dolorosa, recebi um memorando que se resumia a um "Sinto muito Sra. Sarah, mas no momento não necessitamos de alguém com este perfil".&lt;br /&gt;Desde aquele dia percebi que o mar não chegaria nunca à minha praia, a praia deserta da minha vida. Que coisa babaca é esse mundo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8700936256155290214?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8700936256155290214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8700936256155290214&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8700936256155290214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8700936256155290214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/06/deboche-universal.html' title='deboche universal'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5136698996414837487</id><published>2009-06-03T08:23:00.005-03:00</published><updated>2009-06-03T08:40:28.834-03:00</updated><title type='text'>divagação acerca da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho lutado intermitantemente contra essa certeza vazia de que estou no mundo por causa de nada e simplesmente porque tenho que estar, porque nasci. Admito que essa seja a asserção mais pragmática diante da falta de resposta para as coisas, e é justamente a sensação de impossibilidade que me fez interromper as ações mecânicas diárias de estar viva, à volta dela está tudo o que eu não consigo explicar, todo o universo abstrato que pulsa por dentro e por fora, com anseio de se desmistificar de uma vez por todas.&lt;br /&gt;A minha vida talvez se possa justificar através de um leque infinito das possíveis sensações que se possa ter: espirituais, poéticas, estéticas... mas seja lá o que quero sentir, ainda não consigo demonstrar a verdadeira razão de estar aqui, senão pela definição básica de vida - a biológica -, que consiste em garantir a subsistência de um corpo animado&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;certo? Mais coisa, menos coisa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No entanto, tenho a idéia de que qualquer um que possua consciência de si mereça ser ressarcido pelos seus empenhos. Deve ser por isso que os mais crédulos descansam a cabeça na maravilhosa possibilidade de colher frutos doces depois de uma vida limpa, sem pecados ou como queiram caracterizar. Mas não será essa uma ótima opção? Acreditar em alguma coisa - qualquer coisa -, que nos tranquilize? Crer no que nos faça sentir bem? Um direito é, certamente. De qualquer forma, o fim soa mais ameno do que aquela outra dedução de que se morremos foi porque, obviamente, estávamos vivos.&lt;br /&gt;E no que concerne a minha fraca maneira de concluir existências, posso assertar que: vivemos acompanhados mas morremos sozinhos. Se os ressarcimentos nos são dados por outras pessoas, então não há recompensa por morrer. A recompensa é estar vivo com e para alguém, os ressarcimentos são tidos por aqui e por enquanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5136698996414837487?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5136698996414837487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5136698996414837487&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5136698996414837487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5136698996414837487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/06/divagacao-acerca-da-vida.html' title='divagação acerca da vida'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2795021924062025985</id><published>2009-05-13T08:40:00.010-03:00</published><updated>2009-05-13T11:27:05.565-03:00</updated><title type='text'>digressão matinal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a mesa do computador estavam as duas xícaras borradas de um café já tomado. Não tinha certeza se estavam ali desde ontem ou há semanas, e tampouco se lembrava se tomara as duas ou se o fizera acompanhada, a certeza era uma só: naquele momento estava sozinha. Voltava a se sentir fria e a paisagem era cinzenta de novo. Era o resultado final de outrora, agora se repetindo pela milésima vez.&lt;br /&gt;Tentou extrair dos seus sonhos, que já não sabia se eram sonhos realmente, alguma força capaz de induzi-la ao próximo passo, mas a perna da motivação se tornara manca de tanto esperar por nada. Decidiu que seria bom tomar um banho, para lavar a cara amassada e a alma coberta de lama, num cubículo compartilhado no corredor e que alguém, ironicamente, chamava de banheiro.&lt;br /&gt;Percebendo o recado que o destino lhe mandava, levou aquele corpo e a dona que o habitava para a rua que, mesmo gelada, era melhor do que aquele jardim de inverno solitário. Saiu em busca de esperança, mas a sua jornada exaustiva só lhe rendeu festas de cinismo, abraços de má vontade, sorrisos amarelos de babaquice e dentes mal lavados. A verdade no fundo estava longe da podridão da superfície. E os círculos fechados eram os mesmos e fediam como sempre. Nada era o que via e o que via não era: a vidinha aparente seguia as suas curvas sinuosas de humor banal onde arrancaram dentes na boca da vergonha.&lt;br /&gt;Caminhava na tentativa de se lembrar quem fora quando um choque de coincidência bateu na sua cara. A imensidão perdia-se de vista e o seu queixo caía na incompreensão dos sentidos.  Desde aquela altura que não parava de descer escadas na vida, ela descera tanto que em dois tempos passara do tudo ao nada. Já nem nome tinha, pelo menos não se lembrava ou não queria se lembrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Às vezes a tensão de um sorriso forjado é tanta, que os palhaços flamejam de amargura e por dentro se corroem de horror.&lt;br /&gt;Essa capa inunda os espaços em que nos movemos e estampam porcamente as fotografias em que todos sorriem, como &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;as de uma revista de fofoca.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Podem estar com milhões de problemas, mal pagos e fodidos, mas naquele segundo de flash ninguém quer ficar mal, por isso vivem de esboçar sorrisos em tons de felicidade inventada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2795021924062025985?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2795021924062025985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2795021924062025985&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2795021924062025985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2795021924062025985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/05/digressao-matinal.html' title='digressão matinal'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5702639288429894405</id><published>2009-05-09T00:06:00.012-03:00</published><updated>2009-05-09T15:40:45.925-03:00</updated><title type='text'>rio de janeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha vida sempre se pautou por baixos e baixos, facilmente perceptíveis quando se repara no meu caminhar desengonçado e vacilante, na postura curva decorrente do peso de tantos fardos  ou até mesmo pelas queixas frequentes de dor, a cabeça constantemente mazelada, como se a consciência exercesse uma força poderosa contra meu crânio, numa espécie de manifestação pela desobediência excessiva do corpo e que, também por isso, a deixa sempre em débito com alguma coisa.&lt;br /&gt;Mas esta quinta-feira foi um dia diferente dos dias habituais, não havia peso, não havia tédio, arrependimentos ou sequer cansaço e toda a cidade se revelava em novidades. Eu estava bem e me sentia melhor ainda porque sabia que estava entre os meus. O pretexto do Oasis, coberto com uma manta de expectativas coloridas - supridas, aliás -, se transfigurou em muita cerveja, muita caipirinha, nascer do sol, Bebel Gilberto, estranhos, porre matinal, sacadas geniais, gargalhadas e fotos de celular.&lt;br /&gt;Por onde andamos, olhamos e também fomos olhados. Estávamos cheios da nossa parceria e espantosa cumplicidade e a Avenida não era grande o suficiente para comportar ou ignorar o nosso contentamento. Apertados pela maldita circunstância do tempo, seguimos o trajeto de ida mas carregado de pena da volta.&lt;br /&gt;Distante daqui fui um mundo todo e o mundo todo me sorriu, e eu sorri de volta exprimindo afinidade e, mesmo dentro da palidez desanimadora em que consiste a efemeridade destes momentos, pude eternizar um pequeno trecho de vida e um pequeno traço de humanidade no meu coração e nos corações de pessoas que possivelmente nunca mais irei ver.&lt;br /&gt;Fui tudo, sendo nada, fiz da puta da vida, esta incógnita muitas vezes tão amarga, um pedacinho doce e suave na lembrança. E me apaixonei. Apaixonei-me por tudo isso como se fosse por alguém físico, sorrindo um sorriso luminoso que pareceu uma vela clareando um porão escuro. E não querendo ser egoísta na minha felicidade, ainda que breve, ainda que pouca, ainda que passageira, resolvi que deveria compartilhar este pedaço de bolo de alegria.&lt;br /&gt;Pensando bem, não havia meios para ser diferente... eu estava em ótima companhia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5702639288429894405?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5702639288429894405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5702639288429894405&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5702639288429894405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5702639288429894405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/05/rio-de-janeiro.html' title='rio de janeiro'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4047954685016859279</id><published>2009-05-05T15:41:00.001-03:00</published><updated>2009-05-05T15:41:25.568-03:00</updated><title type='text'>colisão de egos, feitios etc</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem pense muito. Eu, por exemplo, penso demais sobre coisas demais em tempo de menos. E neste pensar desenfreado acabamos atravessando o trajeto de idéias frontais de outras pessoas que, ainda, não cogitávamos saber que existiam.&lt;br /&gt;E assim como em qualquer encontro de convicções, há a inevitabilidade de um acidente, porque existe um limiar conflitante entre o pensar de cada um, onde persiste esta vontade de provar um ponto de vista, aliada ao inchaço de autoconfiança e à egoísta ilusão de que se é detentor absoluto da razão.&lt;br /&gt;São como dois automóveis seguindo em sentidos contrários em uma pista de mão única e que estão prestes a colidir. Ouvem-se estrondos provenientes destes duelos de titãs. E depois do choque violento, há de se contabilizar as perdas - mortos, feridos, orgulhos -, e limpar a sujeira que ficou pelo caminho.&lt;br /&gt;São estes os acidentes trágicos das situações familiares, dos mal-entendidos e das relações que já não conseguem se sustentar. E como numa morte qualquer, a única certeza que nos resta é de que aquele encontro não tornará acontecer...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4047954685016859279?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4047954685016859279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4047954685016859279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4047954685016859279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4047954685016859279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/05/colisao-de-egos-feitios-etc.html' title='colisão de egos, feitios etc'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-228267253169298193</id><published>2009-05-03T22:25:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T06:44:34.785-03:00</updated><title type='text'>sobre sentir medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como eu estou sempre com medo. É aquele pavor indizível de possibilidades remotas e absurdas, teorizando e relativizando e fugindo de coisas que, intimamente, eu sei que nunca irão acontecer. Sudorese. Calafrios. Iminência de desmaios, infartos e aneurismas. Tudo por sentir medo e nada além. Sou uma covarde - sempre o fui, não nego -, e desde quando a vida começou para mim, as lembranças de que mais me envergonho são aquelas em que não fui capaz de mover um fio de cabelo porque tive receio do fracasso, não quis vacilar feio, tomar no cu com força e ficar por aí para sacudir a poeira e dar a volta por cima. Tive medo de fracassar na maioria das vezes, especialmente diante dos olhos alheios.&lt;br /&gt;Aliás, os olhos alheios sempre foram para mim como aqueles monstros vindos diretamente de um livro de histórias horripilantes, deformados, absurdamente maus e tão frios que assustariam até o mais desumano dos humanos. Os olhos alheios são assim mesmo: eles te despem vorazmente com a fome de um estuprador, te fodem com a veemência de um ator de filme pornô e são tão sádicos quanto um serial killer, porque quanto mais você esperneia, reluta, grita e resiste, maior é o prazer que sentem. Eles te expõem a uma situação degradante insuportável e a única coisa que lateja nas idéias é a vontade de sumir, um querer tão profundo que rasga a pele e dilacera a alma como se mil espadas estivessem atravessando o corpo simultaneamente, mas a impotência diante da circunstância te impede de fazer qualquer coisa porque te acondicionaram em uma camisa de força tamanho P infantil.&lt;br /&gt;E bem amigos, a minha situação é um pouco mais complicada, vejam, eu não ando muito em forma, tenho gordurinhas localizadas estrategicamente e preciso me depilar. Portanto, ser fodida com uma platéia observando é a última coisa que tenho em mente. Talvez depois de uma dieta rigorosa, depois de abandonar a vida boêmia, depois de me depilar, depois de fazer escova progressiva, depois que estiver com a alma limpa e a consciência absolvida das culpas, depois que tiver minha dignidade reavida... talvez depois de tudo isto feito eu fique animadinha e tope fazer uma orgia homérica em praça pública, digna de um memorando louvável nos Anais da Foda.&lt;br /&gt;Mas é somente um "talvez", seus bostas. Não há nada prometido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-228267253169298193?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/228267253169298193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=228267253169298193&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/228267253169298193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/228267253169298193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/05/sobre-sentir-medo.html' title='sobre sentir medo'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4062645172397673098</id><published>2009-04-25T18:39:00.010-03:00</published><updated>2009-04-25T20:19:20.230-03:00</updated><title type='text'>por aqui está tudo péssimo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto-me como se estivesse afogando na aspereza da minha própria vida. E por mais que eu bata os pés e os braços, há um repuxo que impede que eu volte à superfície, até mesmo porque eu já não tinha forças antes mesmo de ter sido jogada ao mar. E essa foi  somente mais uma das centenas de crueldades praticadas contra os desajustados desse mundão de meu Deus. Para mim não houve botes, salva-vidas viris ou sequer uma bóia, houve apenas pessoas que me disseram que seria legal fazer tudo o que eu fiz, falar tudo o que falei e no momento em que a chapa esquentou elas racharam fora. Fugiram de mim, do meu ridículo, da minha dor e do meu desespero.&lt;br /&gt;Engraçado que àquela altura eu já estava dada como vencida, era um cão sarnento na sarjeta que aguardava pacientemente para o derradeiro final, para morrer com alguma dignidade ou digna de alguma pena, mais cedo ou mais tarde eu jogaria uma toalinha branca, pediria arrego, não sei, mas a única certeza que tenho é que me afundar ainda mais na merda não passou de uma puta de uma maldade de quem, talvez por insegurança, necessite exercitar sobre os outros a ilusão prazerosa do poder.&lt;br /&gt;Padecer no meu sossego me foi negado, não como uma pessoa que nega a esmola por preguiça de abrir a bolsa, mas como aquela que dá a corda para o outro se enforcar simplesmente para se sentir menos louco. Eu, a desajustada, e as tantas almas gêmeas da alma minha servimos como bodes expiatórios, como consolos de pessoas ainda mais tristes, mais solitárias e ainda mais erradas do que nós e que tentam tampar o sol com a paneira o tempo todo para não entrarem em colapso ao examinarem suas vidas de fachada, vazias e estúpidas.&lt;br /&gt;E, entendam, não há inocência alguma nesses atos. Esta é a gota mais amarga que alguém que tenha o mínimo de consciência de mundo pode vir a provar, principalmente se este alguém estiver acostumado a enxergar na própria consciência uma espécie de carta de nobreza dos seus atos.&lt;br /&gt;Ê vidinha escrota. Por aqui está tudo péssimo. E não há indícios de melhora. Que bosta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4062645172397673098?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4062645172397673098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4062645172397673098&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4062645172397673098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4062645172397673098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/04/por-aqui-esta-tudo-pessimo.html' title='por aqui está tudo péssimo'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8539215698962398059</id><published>2009-04-18T01:13:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T01:17:44.187-03:00</updated><title type='text'>sobre publicar ou não minhas poesias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;elas têm q ter um destino mais digno, sei lá se é digno o q eu quero dizer&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;só queria q eu e as minhas idéias não morrêssemos no esquecimento, nesse anonimato q me estrangula&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;entende?&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;acho q deve ser só por isso q escrevo, recebo tantas críticas, tantos rótulos, q sinto necessidade de ser reconhecida por alguma coisa boa&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;é como se eu dissesse nas entrelinhas: "oi, não sou apenas uma bêbada e drogada ok? sei fazer coisas boas tbm"&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;eu não culpo as pessoas por elas me verem assim, eu colho o q eu plantei, só q às vezes dói&lt;br /&gt;tédio. diz:&lt;br /&gt;e dói pra caralho!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8539215698962398059?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8539215698962398059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8539215698962398059&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8539215698962398059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8539215698962398059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/04/sobre-publicar-ou-nao-minhas-poesias.html' title='sobre publicar ou não minhas poesias'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6402237893539281792</id><published>2009-04-07T19:29:00.008-03:00</published><updated>2009-04-08T19:56:54.392-03:00</updated><title type='text'>querido e estimado...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...sr. Dinheiro, escrevo para lamentar a sua ausência aterradora, principalmente nos últimos tempos. Desde que você partiu, sem deixar vestígios ou um bilhetinho sem vergonha sequer, tenho andado ao Deus-dará, à mercê do mundo débil de classe média. Além disso, estou entregue a pior sorte de privações gastronômicas de que se tem notícias. Veja bem, Sr. Dinheiro, minha flora intestinal é sensível e anda aos papéis devido ao excesso de genéricos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Danoninho&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hot Pocket&lt;/span&gt;. E para piorar o que já não estava bom, tive que passar a assistir novelas. Como pode notar, estou sofrendo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as vezes em que passo pela porta do banco, penso que talvez eu devesse dar uma passada lá para conferir se você deixou alguma mensagem no caixa eletrônico, anunciando seu regresso triunfal e que as suas intenções são honrosas e dignas, e que é mais do que de "extremo bom tom" que reatemos nossas estreitas relações de recíproca prestação de serviços.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdvhB6A3AaI/AAAAAAAABGI/QZcxBWK7gYo/s1600-h/marilynhaha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 128px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdvhB6A3AaI/AAAAAAAABGI/QZcxBWK7gYo/s320/marilynhaha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322094807537353122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sr. Dinheiro, sem você eu não posso sequer existir. Seria minha a culpa por você não corresponder meu amor? Sou pegajosa demais? Estou sempre requerendo atenção demais? É minha a responsabilidade de conquistar seu afeto e não decepcioná-lo. Muito embora eu admita nunca ter feito o seu tipo, não tenho boa visão das circunstâncias como um todo e por isso deixei enormes oportunidades escorrerem pelos meus dedos. Realmente eu devo me culpar não só por isso, mas por tudo isso.&lt;br /&gt;Querido, eu te amo verdadeiramente e para sempre. Por você estou disposta a sacrificar meu tempo, minha energia e meus poucos, porém funcionais, neurônios. Mesmo que eu passe dias em frente ao computador, digitando linhas e linhas, e que isto culmine em dores nas costas, nas vistas e abomináveis enxaquecas. Não arredo este meu traseiro branco daqui por nada neste mundo, estou me preparando para qualquer eventual possibilidade que pintar, para agarrá-la com unhas e dentes, e nunca mais soltá-la. Só há uma única coisa que não posso sacrificar: a minha personalidade, você não pode nem ao menos cogitar desejar que eu me torne algo que não sou e em que não acredito, meus princípios hão de ser mantidos até o derradeiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grand finalle&lt;/span&gt;. Conto com a sua compreensão e espero, veementemente, que demonstre tolerância para com a sua única e fiel admiradora.&lt;br /&gt;Volte para mim!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;Garota Materialista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6402237893539281792?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6402237893539281792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6402237893539281792&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6402237893539281792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6402237893539281792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/04/querido-e-estimado.html' title='querido e estimado...'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdvhB6A3AaI/AAAAAAAABGI/QZcxBWK7gYo/s72-c/marilynhaha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2605856283950867286</id><published>2009-04-04T22:53:00.020-03:00</published><updated>2009-05-13T06:12:55.806-03:00</updated><title type='text'>flertando com o fiasco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdgTYBc_F1I/AAAAAAAABF4/icrf8OqtWdI/s1600-h/mefudi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 127px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdgTYBc_F1I/AAAAAAAABF4/icrf8OqtWdI/s320/mefudi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321024263166039890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é sábado, o que, evidentemente, não faz muita diferença, hoje é um sábado como todos os outros, pelo menos ao longo desses últimos meses, através do quais tenho me arrastado mediocremente pelos cantos da casa, com um pavor inexprimível de gente e com uma lata de cerveja fodida na mão. Não há motivos, não há sequer inspiração, quiçá tenha perdido o talento, juntamente com outras coisas e pessoas que se desvaneceram nas curvas do trajeto sinuoso da minha vida como uma neblina matinal.&lt;br /&gt;Não, seus dramáticos, isto definitivamente não é depressão. Não é nada que se possa dizer sintomático, como uma doença que se manifesta em perturbações no organismo, é apenas um "estar de saco cheio", absoluto e inexpugnável, de mim e dos outros, e também dos estorvamentos provenientes destas malditas obrigações sociais que não fazem sentido nenhum pra mim. É um "estar de saco cheio" do ter que ser psicoticamente feliz, psicoticamente simpático, psicoticamente disposto, psicoticamente onipresente. E no entanto, a única coisa que me deixaria verdadeiramente saciada, seria estar psicoticamente entorpecida.&lt;br /&gt;É mais fácil e é mais cômodo, principalmente para quem passou vinte e dois anos vivendo uma fraude, uma mentira deslavada em que me era agradável viver. Eu disse viver? Eu não vivi. Aliás, eu não vivo. Estou aqui, com uma certidão de nascimento simplesmente para constar que eu existo. Sou mais um número, um dado de alguma estatística, uma brasileira que não desiste nunca de tudo sempre desistir, e quando eu tento de verdade, me apego à idéia de que chegarei a algum lugar, alguém nota aquela cordinha agarrada à minha bunda e me puxa para baixo.&lt;br /&gt;Haha. São vinte e dois anos de uma vida mal vivida. De amizades não cultivadas. De fodas mal tiradas. Tudo isso comigo na garupa de uma roda gigante que gira enlouquecida num universo lisérgico visto através de um prisma, e do qual eu recordo vagamente, porque eu também brinquei de fingir que não me importava, estive ocupada demais, entretida demais, empolagadinha demais com meu parque de diversões distorcido para perceber qualquer indício de qualquer besteira. Pelo menos, àquela época eu costumava julgar ser tudo uma tremenda besteira, família, estudo, amigos caretas, filantropia, era tudo uma chatice.&lt;br /&gt;Hodiernamente, essas coisas continuam enchendo a minha paciência, família, estudos, amigos caretas, filantropia, mas todas essas bobagens agora me são necessárias, talvez  pelo simples fato de não as ter e então as desejar e precisar delas como preciso do ar -  habitualmente, eu sou assim mesmo -, ou então porque um belo dia acordei do meu coma induzido e reconheci nestas idiotices o caminho para fora deste poço em direção à luz, ou qualquer coisa assim. Não sei, só sei que não as tenho mais, pelo menos por inteiro, são uns pedacinhos aqui e outros ali mas que já não são compatíveis, são como cargas de sinais iguais que se repelem.&lt;br /&gt;Desta cagada, a que fiz questão de resumir minha frágil existência, restaram-me somente as cervejas, as quais tomo por só tomar como nunca outrora, vendo-as como minhas companheiras insubstituíveis, fiéis e sinceras, que disfarçam a insalubridade de dias decorridos no marasmo. Não tenho amigos verdadeiros porque eles não existem mais. Não tenho distrações porque as putas das distrações já não me distraem mais. Não tenho romances porque meus breves relacionamentos não fecundam a paixão. Mas ao menos tenho estas cervejas geladas, as rainhas da minha vida miserável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2605856283950867286?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2605856283950867286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2605856283950867286&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2605856283950867286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2605856283950867286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/04/se-fodi-risos.html' title='flertando com o fiasco'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SdgTYBc_F1I/AAAAAAAABF4/icrf8OqtWdI/s72-c/mefudi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-500642070709765844</id><published>2009-03-19T14:00:00.003-03:00</published><updated>2009-03-19T14:52:49.095-03:00</updated><title type='text'>pretérito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Houve um tempo em que acreditei em contos de fada, que idealizei histórias que pareciam ter saído de livros, com amores impossíveis capazes de transpor quaisquer barreiras. Eram verdades invioláveis. Também houve um tempo em que acreditei nas pessoas, na pureza dos seus corações e das tantas qualidades que elas podem ter quando querem. E já houve um tempo em que acreditei em mim, em que achava que conseguiria mudar o mundo e as mentalidades. Acreditei que seria sempre a mesma: apaixonada, dedicada, empenhada.&lt;br /&gt;Falhei em tudo.&lt;br /&gt;Desiludi-me com o mundo, com as pessoas e, sobretudo, comigo mesma.&lt;br /&gt;Não há contos de fada. Há somente mentiras, traições, desejos, dissimulações e paixões estéreis e superficiais que apenas consolam o nosso medo esmagador da solidão. E descobri que o mundo era absurdamente feio. Que aquelas pessoas capazes de coisas tão maravilhosas eram responsáveis por monstruosidades. Que sorrisos podem ser tão ocos quanto palavras de circunstância. Desencantei-me com tudo que vejo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deixei de crer na perfeição das coisas que outrora julguei existir por aí escondidas. Deixei de me iludir com tudo o que antes julgava essencial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;No fundo conheci a realidade das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Vi que as coisas más são mais do que as boas. Que os valores são hipocrisias que disfarçam crises de consciência. Que há boas pessoas, que ainda acreditam ou querem acreditar mas que são esmagadas pela opressão desta sociedade descrente e decadente.&lt;br /&gt;Mas aquele sentimento esmagador, que nos faz acreditar que há coincidências tão fortes que não se podem dever à simples aleatoriedade do universo, que nos levam a pensar que há algo superior a nós que vai escrevendo por linhas tortas o nosso caminho e que há mesmo momentos e pessoas perfeitas. E este é um bom motivo para acreditar que ainda há coisas pelas quais vale a pena continuar a forçar a corrente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-500642070709765844?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/500642070709765844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=500642070709765844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/500642070709765844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/500642070709765844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2009/03/preterito.html' title='pretérito'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3596542362237096474</id><published>2008-11-25T12:53:00.008-02:00</published><updated>2008-11-25T14:08:07.508-02:00</updated><title type='text'>saríola - o projeto de uma vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil ainda tem um alto índice de natalidade. As mulheres que já atingiram a idade propícia para fornicar, ainda não conseguem assimilar bem que existe uma diferença gritante entre constituir família e formar quadrilha.&lt;br /&gt;Aonde eu quero chegar com isto? Um dos enormes entraves da Nação está na nossa indústria de base: a que fabrica gente. Estas inconseqüentes começam a despejar ninhadas no mundo bem cedo, de forma que aos 35 anos elas já tenham atingido a impressionante marca média de 12 filhos.&lt;br /&gt;Se fosse um problema meramente quantitativo, soluções viáveis para dar cabo à questão seriam encontradas. Mas o problema consiste no fato de que essas mães não fazem ao menos um tipo de seleção. Ou seja, não melhoram o produto, elas mandam tudo de volta para o mercado com os mesmos defeitos de fabricação.&lt;br /&gt;Mas eu tenho um sonho. O sonho de criar em laboratório um vírus esterilizador altamente contagioso com a minha grife. Uma linda moléstia que se manifeste através de uma borbulhagem, borbulhagem esta que formaria nas testas das pacientes, a frase: "A Saríola me deixou estéril".&lt;br /&gt;Tenho o sonho de ver, periferias à fora, as bisnetas dos antigos escravos, juntamente com as bisnetas dos antigos esclavagistas, todas com as testas borbulhentas, sentadas à mesa da fraternidade exclamando: "Olha que filha da puta! Esta Sarah do caralho!".&lt;br /&gt;Eu tenho um sonho. Infelizmente, enquanto eu arquiteto prejetos científicos sérios, que colocariam o nosso país para frente, estes cientistas andam idiotamente entretidos a tentar descobrir vacinas e outras merdas que não interessam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3596542362237096474?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3596542362237096474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3596542362237096474&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3596542362237096474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3596542362237096474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/11/sarola-o-projeto-de-uma-vida.html' title='saríola - o projeto de uma vida'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3818766352132284337</id><published>2008-11-24T02:28:00.014-02:00</published><updated>2008-11-24T03:51:02.494-02:00</updated><title type='text'>retratos de família</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encetarei aqui hoje, e também nos próximos dias, uma série de Retratos de Família, para melhor dar de conhecimento ao leitor. Porque além de romper barreiras ortográficas, eu também me proponho a romper estigmas sociais, principalmente no que diz respeito à minha família, que fervilha tanto que parece uma ferida aberta com pus. E, como todo órgão genital de procedência duvidosa que se preze, a minha família também tem chatos, e é sobre eles que dissertarei até que me faltem palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A tia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bucetilde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha tia - não adianta escondê-lo - é puta. E não digo que seja puta no sentido de ser má como as cobras, mas sim no sentido de que fode com caminhoneiros  a troco de dinheiro.&lt;br /&gt;A culpa foi do meu avô que era muito rígido e lhe disse: "Minha querida filha, acima de tudo, respeitará a tua família. E terá uma profissão que seja digna do teu nome." Ora, ela se chama Bucetilde.&lt;br /&gt;Mas ter uma tia puta tem imensas vantagens. Por exemplo, se no trânsito um cara me diz "filha da puta!", eu abaixo o vidro e respondo: "Filha da puta não, sobrinha! Cê faz favor!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O tio Genival&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu tio é ex-presidiário. Reza a lenda, que ele se deparou por lá com muita carga de pintos e que depois de ter saído continuou a receber por muito tempo várias cartas perfumadas e cheias de corações, mandadas pelos namorados.&lt;br /&gt;Como se já não bastasse, desde quando passou a sofrer de tendinite na mão direita - por motivos óbvios -, nunca mais foi o mesmo. Se por um lado, a veia punhetística está menos latejante, por outro, o seu talento aforístico torna-se cada vez mais profundo. Aqui vai o primeiro pensamento: "Foda numa puta vale por duas: o ato em si e a corruptela nas finanças, pois puta não passa recibo".&lt;br /&gt;Ele esteve preso por evasão fiscal e pode até ter levado na bunda, mas é de classe média, caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Em breve mais crônicas de família]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3818766352132284337?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3818766352132284337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3818766352132284337&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3818766352132284337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3818766352132284337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/11/retratos-de-famlia-2.html' title='retratos de família'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-7020130921212838952</id><published>2008-11-20T23:31:00.009-02:00</published><updated>2008-11-21T03:28:45.816-02:00</updated><title type='text'>o comedor - parte 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo avisá-los que esta questão que levantarei hoje sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Comedor&lt;/span&gt; também é bastante polêmica. Apenas uma teoria, da qual não sou defensora, que não passa de uma proposta de debate. Portanto, apelo à calma de todos.&lt;br /&gt;Primeiramente, que o sujeito é amplamente aviadado já não é nenhuma novidade, em segundo lugar, fui capaz de provar por A+B que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Comedor&lt;/span&gt; gosta na verdade é de dar a bunda. Então, trata-se do seguinte: e se a viadagem for uma atividade mais masculina e de machão do que a heterossexualidade?&lt;br /&gt;Ora, acompanhem este raciocínio: quando um cara está a levar na bunda ou a comer a bunda de outro, está com mais um sujeito ali, os dois a suarem, um a arrebentar com o esfíncter do outro, agüentando valentemente. É uma espécie de desporto violento, com muito contato físico, como o boxe, só que em vez de se dar porrada, leva-se na bunda. E em vez de se acabar com os olhos fechados por causa do inchaço, acaba-se com um olho bem aberto por causa do maço.&lt;br /&gt;Por outro lado, a heterossexualidade implica estar com uma mulher, que é um ser delicado, e um sujeito põe-se a pensar: "Será que ela está gostando? Estou a aleijando?", o que acaba por ser um bocado aviadado.&lt;br /&gt;Dito isto, questiono: seria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Comedor&lt;/span&gt; mais macho do que os demais homens heterossexuais?&lt;br /&gt;Pensem nisto e depois digam qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-7020130921212838952?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/7020130921212838952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=7020130921212838952&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7020130921212838952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7020130921212838952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/11/o-comedor-parte-3.html' title='o comedor - parte 3'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-95663593830719333</id><published>2008-11-11T03:28:00.001-02:00</published><updated>2008-11-11T03:32:15.076-02:00</updated><title type='text'>acalmem-se!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fizeram alguns comentários sobre os horários peculiares que publico meus textos aqui. A atenção ao pormenor é muito importante, principalmente pra quem tem pretensões de seguir carreira de decoradora.&lt;br /&gt;Fora isto, nunca passou pela cabeça de vocês que eu pudesse estar no exterior a alguns fusos horários do Brasil? Não estou, claro.&lt;br /&gt;Isso tudo apenas para dizer que receio que, não por minha culpa, o Mundinho Insosso esteja se tornando um fórum...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-95663593830719333?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/95663593830719333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=95663593830719333&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/95663593830719333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/95663593830719333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/11/acalmem-se.html' title='acalmem-se!'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2137333407095440325</id><published>2008-11-05T13:31:00.004-02:00</published><updated>2008-11-05T14:01:01.499-02:00</updated><title type='text'>que saco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inércia acalma a vontade de tomar as rédeas da minha vida. A inércia mata a paixão, esconde as cores e faz as coisas todas parecerem fotografias pálidas. Por que é que quando tudo que parece bem, desmorona?&lt;br /&gt;As respostas não são dadas mas pressentidas e custam quase tanto como a incerteza, como as palavras caladas e escondidas que nunca serão ditas e que morrerão no esquecimento, como se tudo o que foi real não passasse de um sonho.&lt;br /&gt;E ter que agir, contra a vontade e contra o que sentimos. E sentirmo-nos mais sozinhos do que nunca apesar de sabermos que estamos fazendo o certo. Então por que custa?&lt;br /&gt;Se é o certo e se temos razão, se os fatos, as provas e tudo o mais  estão do nosso lado, por que é que dentro da gente custa tanto?&lt;br /&gt;Por quê é que seco as lágrimas que não quero nem consigo chorar?&lt;br /&gt;Por quê é que tudo parece tão cinzento e sem calor?&lt;br /&gt;Por quê é que tudo se desmoronou?&lt;br /&gt;Será que alguma vez esteve erigido?&lt;br /&gt;Tenho o cérebro em ponto de interrogação. E no coração, pouco mais que reticências...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2137333407095440325?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2137333407095440325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2137333407095440325&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2137333407095440325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2137333407095440325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/11/que-saco.html' title='que saco'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-257199986140662909</id><published>2008-10-29T13:02:00.006-02:00</published><updated>2008-11-05T14:02:13.238-02:00</updated><title type='text'>parecer eleitoral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O aspecto mais lamentável do dia eleitoral é o resultado do Custódio. Eu sei que a direita está quase toda radiante com a humilhação da Margarida. Mas a humilhação dela é preocupante apenas para a própria candidata e para o seu partido. A eleição de Custódio é preocupante para a cidade inteira.&lt;br /&gt;Os 51,82% dos votos premiaram o pior dos 6 candidatos, o mais despreparado e o menos alicerçado num projeto coerente. Custódio avançou por um orgulho ferido aliado ao jogo sujo e pouco mais. Demonstrou uma aflitiva falta de conhecimento de todas as matérias, nem sequer sabia responder sobre seus mandatos anteriores. E fez uma campanha que reuniu o pior da direita (o tradicionalismo bocó) e o pior da esquerda (a retórica grandiloqüente).&lt;br /&gt;Nada mudou, a incompetência é a mesma: a do futuro prefeito e de quem o elegeu. Mas que merda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-257199986140662909?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/257199986140662909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=257199986140662909&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/257199986140662909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/257199986140662909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/parecer-eleitoral.html' title='parecer eleitoral'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8652453609305158936</id><published>2008-10-22T23:14:00.003-02:00</published><updated>2008-10-23T00:07:30.701-02:00</updated><title type='text'>o comedor - parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação exposta no post anterior foi mesmo chata. Mas se calhar não me fiz entender muito bem da primeira vez. É natural, já que eu tenho esta mania estúpida de achar que estou me dirigindo à pessoas minimamente inteligentes. Aqui vai outra tentativa com uma pitada de psicanálise agora.&lt;br /&gt;Eu o entendo porque sou bastante compreensiva com estas questões. Entendo no sentido de que ele precise se auto-afirmar a qualquer custo por causa do seu descarado trejeito abichanado. O fato de eu compreender a feminilidade atrevida dele, não significa que eu vá deixar isso passar despercebido por aqui, porque um sujeito que faz este tipo de coisa, digamos a verdade, é um palhaço.&lt;br /&gt;Mas é muito triste que os homossexuais se vejam forçados a encapotar sua paneleirice, principalmente se para isto acontecer, eles tenham que atentar contra a honra dos outros. Portanto, eis um apelo geral.&lt;br /&gt;Bichinhas, relevai-vos sem medo. Por duas razões: primeiro, rendem-me mais alvos de chacota. Segundo, vocês são meus Cavalos de Tróia para aqueles que não gostam de dar a bunda. Quanto mais de vocês se revelam, mais eu posso chamar outros à discussões pré-sexuais,  afastando-os do lado negro da força alegando que dar o cu deforma o andar e por aí vai.&lt;br /&gt;Foda-se. Eu consigo reconhecer um pedido de ajuda quando vejo um.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8652453609305158936?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8652453609305158936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8652453609305158936&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8652453609305158936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8652453609305158936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/o-comedor-parte-2.html' title='o comedor - parte 2'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5685096579206857496</id><published>2008-10-20T12:19:00.027-02:00</published><updated>2008-10-20T16:22:44.334-02:00</updated><title type='text'>o comedor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia prometido a mim mesma que iria falar sobre um chupa-picas que resolveu se auto intitular comedor. Mas essa é uma tarefa pesada e talvez eu faça em fascículos, porque há muito para se dizer sobre o abocanhador de nabos. E a primeira coisa que deve ser dita é a seguinte: é por causa de paneleiros como esse que o país não avança.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, devo esclarecer que não ligo para o fato de um cara ser ou não comedor, aliás, no que concerne a foda, sou uma liberal. Acredito na liberdade individual, acredito na responsabilidade de cada um perante os outros. No fundo, usando um clichê, sei que a minha liberdade acaba onde começa a do outro. Por isso fico inconformada quando vejo uns merdas desse gabarito, fazendo frente a mim e aos amigos meus.&lt;br /&gt;Além disso, todo o mundo está ciente que um homem de verdade não precisa alardear suas fodas, ou seja, não há necessidade de gritar para os quatro cantos do mundo que ele come a torto e a direito.  Isso diminui as suas chances de copulação, porque nenhuma mulher quer fornicar com galinhas e fofoqueiros.&lt;br /&gt;Visto isso, vale ressaltar que não há atitude mais homossexual do que essa de colocar fotos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orkut&lt;/span&gt; dos amigos juntinhos chamando-os de comedores. Ora, das duas uma: ou os amigos comem o cu dele ou eles comem o cu uns dos outros. Francamente Sr. Fodilhão, mas que merda de mariquice é essa?&lt;br /&gt;Estou fora de mim com este suga-pepinos enrustido. Vou acalmar-me um bocado e já retorno a este assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5685096579206857496?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5685096579206857496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5685096579206857496&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5685096579206857496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5685096579206857496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/o-comedor.html' title='o comedor'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3997417539470826395</id><published>2008-10-18T21:37:00.006-03:00</published><updated>2008-11-21T03:33:49.525-02:00</updated><title type='text'>recomendações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Idiotas avulsos me perguntam: "Sarah, qual é, para você, o tipo de leitura que proporciona maior possibilidade fodenga?". Esperam que eu, qual Dr. Jairo Bouer, desande a recomendar livros que, uma vez conhecidos, sirvam para impressionar tanto mulher literata como também analfabeta.&lt;br /&gt;Ora, do Jairo, só gostaria de ter a sua credibilidade, que atribui ao retardado enormes potencialidades no campo afetivo e a inevitável conseqüência de ter suas merdas divulgadas em tudo quanto é lugar.&lt;br /&gt;Assim sendo, não recomendo que leiam as histórias de um Dan Brown, nem as chatices de Nicholas Sparks. Tampouco as ordinarices dum doutorzinho Bouer da vida ou as repetições senis do Paulo Coelho. Nada disso me serve e tapados que se umedecem à simples alusão destes autores, não prestam grande coisa. Foda-se, não prestam mesmo.&lt;br /&gt;O que eu posso indicar como leitura fodenga eficaz é a leitura da necrologia dos jornais. Meu vizinho faz isso. Gosta de saber quem morreu para ir visitar a família, segundo ele, "gente enlutada é gente carente de consolo", e há a hipótese de sacar uma viúva ou uma órfã. Além disso, ele garante que "lágrimas de pesar sempre dão bom lubrificante".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3997417539470826395?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3997417539470826395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3997417539470826395&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3997417539470826395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3997417539470826395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/recomendaes.html' title='recomendações'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4098253069711452328</id><published>2008-10-17T07:59:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T08:01:01.132-03:00</updated><title type='text'>o nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto-me só. Como um grão de areia numa praia enorme, como uma folha numa floresta vasta. Rodeada por todos e por ninguém. Por tudo e nada. Existem folhas da minha árvore e grãos da minha praia que se preocupam em me ver feliz, mas do que vale isso se a raiz e o mar não percebem a minha solidão?&lt;br /&gt;Qual é a razão que levaria essa tristeza a me acompanhar tão intensivamente? Imploro ajuda mas só consigo obter ausência. Ponham fim a isto! Desisto, não tenho mais forças para lutar pelo preenchimento de um buraco sem fundo.&lt;br /&gt;Tento enganar a alma com um livro ou com uma música e até com muita cerveja e narcóticos, consigo fazê-lo mas logo após, nada mais me resta senão algumas lembranças.&lt;br /&gt;Recordo o passado, recordo até as últimas linhas daquilo que me torna feliz por uma hora ou duas... mas para além disso, que mundo? Que riso? Que vida?&lt;br /&gt;O nada é maçante, é cansativo. O nada é tudo para mim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4098253069711452328?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4098253069711452328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4098253069711452328&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4098253069711452328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4098253069711452328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/o-nada.html' title='o nada'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-8085392465800059095</id><published>2008-10-15T07:12:00.006-03:00</published><updated>2008-10-15T07:29:27.530-03:00</updated><title type='text'>dúvida crucial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas observações que vou fazendo sobre as pessoas que me rodeiam, tenho constatado que existem vários tipos estranhos de mulher por aí, e o pior: em quantidade e em variedade. Hoje, tive oportunidade de observar um outro tipo peculiar que me inquieta.&lt;br /&gt;Uma daquelas garotas que são bastante gordas, mas que não desistem de usar roupas justas. No caso, esta sujeita era tão grande que ela só devia conseguir vestir as calças depois de amanteigar as nádegas para escorregar melhor.&lt;br /&gt;Essas garotas são inquietantes porque estão ali apertadas por todos os lados e, imagino que um homem põe-se a pensar no que acontece com aquelas bundas enormes quando as calças saem.&lt;br /&gt;Que forma tomarão aqueles vinte quilos de bunda e coxas quando não estão acondicionados na calça? Será que se esparramam ou mantêm, apesar de tudo, uma forma mais ou menos digna que permita um cara ficar com o pau feito, na eventualidade de ter que ir lá?&lt;br /&gt;Se alguém tiver informações sobre isto, queira partilhá-las por favor porque, mesmo eu enquanto mulher, não consigo entender. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-8085392465800059095?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/8085392465800059095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=8085392465800059095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8085392465800059095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/8085392465800059095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/dvida-crucial.html' title='dúvida crucial'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5187394105260750079</id><published>2008-10-12T13:39:00.003-03:00</published><updated>2008-10-12T14:02:04.092-03:00</updated><title type='text'>outra questão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito da última merda que aqui escrevi, achei por bem comentar e levantar uma outra questão interessante: as mulheres podem ter atitudes "bichas"? Eu digo que uma mulher que prefere glândulas mamárias a um másculo peitoral definido, é bicha.&lt;br /&gt;Para saber o porquê desta afirmação, temos de aprofundar um pouco esta discussão e expor as razões que levam um homem a ser considerado bicha.&lt;br /&gt;Ser viado não é só levar na bunda. Um viado é um cara que não sabe separar o que é para foder e o que é para brincar. Sabem a expressão "não se brinca com a comida"? Um viado brinca com a comida. Não sabe discernir.&lt;br /&gt;O que é que eu quero dizer com isto? Um viado fode o mesmo cara com quem assiste futebol, toma cerveja e vai pescar. Uma viada fode a mesma garota com quem faz compras, vê novelas e vai ao cabeleleiro. Ou seja, não há divisão de espaço. Ambos põe os ovos todos na mesma vasilha.&lt;br /&gt;Vocês estavam à espera de uma diatribe anti-gays, mas isto, vale à pena dizer, é somente uma questão funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Atenção: o que eu escrevo não é a palavra de Deus. Embora sobre estes assuntos, ande bem perto.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5187394105260750079?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5187394105260750079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5187394105260750079&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5187394105260750079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5187394105260750079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/outra-questo.html' title='outra questão'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2532117802088509265</id><published>2008-10-11T10:01:00.009-03:00</published><updated>2008-10-11T10:48:59.836-03:00</updated><title type='text'>se um homem virasse mulher: puta ou lésbica?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma velha questão que, sazonalmente, a humanidade coloca à ela própria, prende-se com um assunto que escuto muito dos caras lá da faculdade. Alguns dizem que "qualquer MACHO, se fosse mulher, andava a comer outras garotas", no que é secundado, há outra hipótese bastante considerada por eles: "se eu fosse mulher, seria puta".&lt;br /&gt;O Mundinho Insosso pergunta: se um homem acordasse mulher um dia, o que é que ele faria (evidentemente, depois de tentar descobrir a profundidade do órgão genital feminino)? Seria lésbica? Ou seria puta? Pois é, merdas. É esta a questão.&lt;br /&gt;O Mundinho Insosso acha a segunda. Porque uma coisa que sempre me intrigou foi a falta de "algo" no caso da primeira opção. Além disso, se um homem fosse mulher e comesse outras mulheres estaria sendo gay. Finalmente, considerando a facilidade superior das mulheres em arranjar parceiros fodengos, é natural que, se um cara acordasse mulher, fodesse a torto e a direito.&lt;br /&gt;Sei que esta opinião é polêmica e que algumas pessoas não quererão ler este espaço outra vez. Há pessoas ainda mais frágeis que estão nesse momento pensando se serão gays. São-no, com certeza. E que também há pessoas que concordam comigo.&lt;br /&gt;Digam-me de vossa justiça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2532117802088509265?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2532117802088509265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2532117802088509265&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2532117802088509265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2532117802088509265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/se-um-homem-fosse-mulher-puta-ou-lsbica.html' title='se um homem virasse mulher: puta ou lésbica?'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6921311956087459229</id><published>2008-10-09T00:48:00.002-03:00</published><updated>2008-10-09T00:50:31.935-03:00</updated><title type='text'>100 fucking posts!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não imaginei que essa aventura fosse durar tanto. Começou numa noite fria de julho e se estendeu até aqui.&lt;br /&gt;Houve momentos de desespero e histeria em que pensei "vou acabar com essa porra agora", abandonei o blog às traças. Mas todo bom filho retorna à casa.&lt;br /&gt;Não podemos abdicar dos nossos refúgios, dos nossos portos seguros, onde podemos nos esconder do mundo, abrir o coração sem qualquer receio e até choramingar sem sentir vergonha por isso.&lt;br /&gt;Poucas coisas ainda fazem sentido pra mim, e uma delas é escrever. E aqui eu sou ainda mais sincera. Sou eu, sem minha carapaça, nua e frágil. Isso me faz bem.&lt;br /&gt;Eu vou continuar a escrever. Até mesmo porque a minha vida tão sempre monótona continuará me dando motivos pra vir aqui desabafar, mesmo que ninguém mais leia, mesmo que eu esteja a falar sozinha pra esse fundinho branco.&lt;br /&gt;A minha vida continua sendo insossa, mas eu até gosto dela assim!&lt;br /&gt;Um brinde ao Mundinho Insosso: salut! :*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6921311956087459229?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6921311956087459229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6921311956087459229&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6921311956087459229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6921311956087459229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/100-fucking-posts.html' title='100 fucking posts!'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1438235582468616441</id><published>2008-10-08T14:56:00.006-03:00</published><updated>2008-10-08T15:24:32.069-03:00</updated><title type='text'>cozinhando com a sarah</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para meu espanto e de todos os que me rodeiam, estou descobrindo a piada de cozinhar. Já haviam me falado dela - da piada - mas eu, muito desconfiada, nunca havia me arriscado.&lt;br /&gt;Agora, por estar a um passo de ir morar sozinha em outra cidade, ando a brincar de cozinheira,  bem ao estilo da Ana Maria Braga.&lt;br /&gt;Recorro, evidentemente, aos blogs sobre culinária. Há um universo deles, como os de bebês, só que sem serem chatos e malucos. E digo mais, não só tenho feito coisas pouco comestíveis como também abomináveis e indigestas.&lt;br /&gt;Moral da história sobre a minha incompetência no que concerne a gastronomia: quando eu penso que posso compensar a minha falta de habilidade dobrando os meus esforços, não há limites pra cagada que eu posso arquitetar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1438235582468616441?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1438235582468616441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1438235582468616441&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1438235582468616441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1438235582468616441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/cozinhando-com-sarah.html' title='cozinhando com a sarah'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-7065764339865485881</id><published>2008-10-08T10:53:00.014-03:00</published><updated>2008-10-08T14:40:35.981-03:00</updated><title type='text'>muito medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem aquele sentimento absurdo que temos quando um amigo nosso começa a gostar das coisas que antes só nós é que gostávamos? Como se descobrisse o nosso tesouro fazendo-o perder um pouco do valor, tornado-o comum até. Às vezes eu sinto isso, por exemplo com artistas que 'cresceram' sem o brilho da fama mas que mesmo assim eram bons. Até que um dia eles dão um passo à frente, até a MTV, e as nossas músicas preferidas passam a ser tocadas em qualquer rádio vagabunda, exceto a Itatiaia.&lt;br /&gt;Pois eu gosto da Itatiaia, sempre escuto músicas que eu gosto e não conheço. Mas, acima de tudo, eu gostaria de ouvir outras músicas do Brian Adams ou da Sarah Connor que não fossem só as músicas que tocam sempre, SEMPRE! Nem que fosse para confirmar que eu não gosto da música deles.&lt;br /&gt;Em relação ao Cinema é a mesma coisa, será que o Guy Ritchie seria tão engraçado se fosse um queridinho dos grandes estúdios? Será que o David Lynch seria tão espantoso se sempre tivesse feito tudo na MIRAMAX (ou qualquer outra), com gigantescas campanhas publicitárias como  foi feito com o Jurassic Park?&lt;br /&gt;Sinto muito medo. Medo de que outros dos meus artistas preferidos, a exemplo da Amy, percam a autenticidade, que eles não consigam voltar atrás, que Sublime e Tom Waits comecem a tocar na Rádio Panorama seguidos de perto por Jeff Buckley. Entendem?&lt;br /&gt;Medo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-7065764339865485881?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/7065764339865485881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=7065764339865485881&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7065764339865485881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7065764339865485881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/muito-medo.html' title='muito medo'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6960404922564172622</id><published>2008-10-07T00:38:00.002-03:00</published><updated>2008-10-09T13:00:15.955-03:00</updated><title type='text'>a paixão de acordo com mel gibson</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse final de semana, minha mãe (sempre ela) fez ressurgir das cinzas aquele filme "A paixão de Cristo". Sobre esse filme, me parece que tudo já foi falado. Já entrevistaram Rabis, Arcebispos, Não Crentes, até entrevistaram o Papa. Dizem que ele gostou.&lt;br /&gt;Eu ainda não o vi (o filme, não o Papa), nem o trailer, já vi algumas imagens (do Papa também aliás). Dizem que é muito violento (o filme), e que o excesso de violência faz com que a mensagem não passe tão bem.&lt;br /&gt;Será que o intuito desse filme é mesmo o de passar uma mensagem? Tenho que me informar sobre isso. Nem sabia que as produtoras Holywoodianas patrocinavam campanhas de evangelização. Será que há um apelo logo antes dos créditos?&lt;br /&gt;Este filme, na minha humilde opinião, tem como objetivo incomodar as pessoas, e não só comovê-las com imagens pungentes e acordes musicais que puxam a lágrima (truque especial da Disney). Incomodar, fazer querer saber mais, mostrar a verdade. E se o objetivo do Mel não foi esse, então há algo errado ali.&lt;br /&gt;Pergunto-me se foram feitos vários finais para a história que vai ser contada. Se, por exemplo, para o público fã de filmes de ação, iremos ver Jesus saltar da cruz como Neo, dar uma coça nos soldados e acabar com a raça de Judas após uma alucinante perseguição de carruagens.&lt;br /&gt;Por isso, eu vou ficar atenta até ao fim, de orelhas levantadas, para ver se logo depois de darem a esponja de vinagre a Jesus ele vai gritar "Freedom!" com um forte sotaque escocês ou se vai dizer o que verdadeiro Jesus disse: "Está consumado!".&lt;br /&gt;É um trabalho difícil, espero que o Mel Gibson tenha conseguido algo de bom. É sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Ele está vivo!" (Jesus, não o Papa)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6960404922564172622?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6960404922564172622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6960404922564172622&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6960404922564172622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6960404922564172622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/paixo-de-acordo-com-mel-gibson.html' title='a paixão de acordo com mel gibson'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6226553457554480461</id><published>2008-10-06T16:36:00.008-03:00</published><updated>2010-03-18T20:01:34.022-03:00</updated><title type='text'>sarah palin - a incógnita do momento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas considerações sobre a minha xará, candidata à vice-presidência dos EUA pelo Partido Republicano. Sarah Palin tem 44 anos e é protestante, já foi prefeita e governadora do Alasca. Já foi nomeada uma das '40 maiores figuras com menos de 40' e até 'Pessoa do Ano'.&lt;br /&gt;Mas eu confesso que não a entendo. Juro que não. Não entendo como uma mulher tão engajada se transformou em um Monstro Religioso obcecado com a imagem de boa moça.&lt;br /&gt;Além do mais, ela tem um problema na boca que não deixa fechá-la. Fala compulsivamente, e pior do que isso, só asneiras. Desse jeito, é óbvio que ela vai afundar a próspera candidatura de John McCain.&lt;br /&gt;Sabe, parece que a idade anda lhe fazendo bastante mal. Está com ares de estúpida e afetada, com a correspondente voz nasalada. Devia cortar as cordas vocais, remeter-se a um silêncio absoluto e arranjar um amante.&lt;br /&gt;Sarah Palin está maluquinha, não diz coisa com coisa, se embaralha e  se perde nas suas idéias. Se continuar assim, irão jogá-la em um manicômio e ela passará o resto de seus dias a se babar e a falar da metafísica da conjuntura inerente à capacidade do legislador ordinário e subseqüente ao ordenamento jurídico americano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6226553457554480461?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6226553457554480461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6226553457554480461&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6226553457554480461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6226553457554480461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/sarah-palin-incgnita-do-momento.html' title='sarah palin - a incógnita do momento'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-1530269535923961956</id><published>2008-10-04T19:58:00.004-03:00</published><updated>2008-10-04T20:12:58.641-03:00</updated><title type='text'>assim não dá!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não temos treinador, nem uma equipe decente para o Brasileirão. A nossa defesa anda aos papéis, os melhores jogadores estão sempre lesionados (ou expulsos), não sabemos segurar resultados, tanto ganhamos por 4 como perdemos por 3...&lt;br /&gt;Mas estou aqui com uma fezada na cabeça: a mania do Vasco da Gama de desfazer os nossos sonhos.&lt;br /&gt;É, ainda por cima, curioso o destino. O jogo em que jogamos melhor nos últimos tempos, foi o jogo que perdemos. O jogo em que podíamos sonhar, foi quando nos cortaram as asas...&lt;br /&gt;Continuo puta da vida. Aliás, como poderia estar de outra forma?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-1530269535923961956?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/1530269535923961956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=1530269535923961956&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1530269535923961956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/1530269535923961956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/10/assim-no-d.html' title='assim não dá!'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2836740146007904382</id><published>2008-09-29T00:55:00.006-03:00</published><updated>2008-09-29T01:50:56.323-03:00</updated><title type='text'>preocupação social</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou preocupada, caralho. Jonas Brothers, anél da pureza e castidade são três coisas que não engulo, especialmente porque até a rainha da hipocrisia, Sandy, não se agüentou e arrumou uma licença para finalmente assumir que fode feito louca.&lt;br /&gt;Numa noite de bebedeira das boas, um conhecido me revelou que quando era pequeno, usava a sua imaginação de criança para fantasiar que era um super-herói. Na sua inocência, imaginava que era o Super-Fodedor. Tinha poderes: o super-pipizinho e o super-esguicho, mas que acabava sempre por ter que se contentar com a super-punheta.&lt;br /&gt;Não se fazem mais adolescentes como antigamente.&lt;br /&gt;Hoje em dia, vemos as nossas crianças e os jovens crescerem ao Deus-dará, sem referências nem ideais. Saíram da merda, pra cair na bosta, ou seja, deixaram de lado aquela voz esganiçada da Sandy para ouvir Jonas Brothers (desculpem-me pela redundância).&lt;br /&gt;Seria reconfortante saber que os garotos, na idade das primeiras fodas, têm sede de conhecimento, uma tremenda demonstração de humildade, mas ao mesmo tempo de ambição. E é disso que é feito um bom fornicador.&lt;br /&gt;Antes de ir, gostaria de deixar uma nota de falta de esperança. Sim, falta de esperança pela nova geração, se nós mulheres de hoje já sofremos com a pouca qualidade, não gosto nem de imaginar a escassez fodenga daqui a alguns anos.&lt;br /&gt;Onde vai parar o mundo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2836740146007904382?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2836740146007904382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2836740146007904382&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2836740146007904382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2836740146007904382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/preocupao-social.html' title='preocupação social'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3052079616206767312</id><published>2008-09-28T20:08:00.004-03:00</published><updated>2008-09-29T01:40:50.117-03:00</updated><title type='text'>no subject</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho escrito nada nesses últimos dias porque ando muito encafifada com essas  histórias de pedofilia. Mentira. Não escrevi nada esses dias porque estava em uma pendenga da qual só me recuperei agora. Mas isso, como diz minha vó, são contas de outro colar de contas chinesas e que cabem em outro post.&lt;br /&gt;Bom, só passei por aqui pra contar que minha mãe andou a ler esse blog, não gostou e não deixou de gostar, mas também ela deve ler mal, por isso. Limitou-se apenas a um reparo: disse que aquele post sobre as bichas era exatamente o gênero de merdas machistas que meu avô costumava dizer.&lt;br /&gt;Minha mãe não sabe do que fala, mas a verdade é que eu também não...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3052079616206767312?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3052079616206767312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3052079616206767312&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3052079616206767312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3052079616206767312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/no-subject.html' title='no subject'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2385814903654631550</id><published>2008-09-22T16:41:00.009-03:00</published><updated>2008-09-22T21:42:08.598-03:00</updated><title type='text'>pequena ode ao amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sentimentos de hoje são estranhos. Já ninguém se apaixona realmente, já ninguém quer viver um amor impossível e ninguém quer amar sem uma razão. O amor virou uma questão de prática. Porque as pessoas não querem ficar sozinhas. Porque são colegas e estão ali do mesmo lado e está tudo ótimo. Pra ter uma foda segura e garantida. Porque se dão bem e um não chatea muito o outro.&lt;br /&gt;O amor passou a ser uma variável de camaradagem. E a paixão que deveria ser desmedida, virou uma paixão "na medida do possível". O resultado disso é que as pessoas ao invés de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Aonde enfiaram o amor puro? O amor doentio, estúpido, cego, irracional, o único amor verdadeiro que existe, que não tem um meio, um princípio ou um fim, que é somente uma condição. Trocaram-no por uma conveniência de prestação de serviços.&lt;br /&gt;O amor é uma coisa, a vida é outra completamente diferente. O amor não é pra ser um alívio, um intervalo na putaria, um "jeitinho na vida sentimental", um afago na carência. O amor não é pra nos ajudar. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida muitas vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.&lt;br /&gt;O amor é uma verdade, por isso a ilusão é necessária. A ilusão é linda, não faz mal. Que se invente e se minta e se sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, mas o amor é mais bonito que a vida. A vida que se foda.&lt;br /&gt;A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. E vale à pena acreditar que viver sem paixão da forma como eu vivo, nada tem muito sentido. Sem amor a vida fica ainda mais fodida...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2385814903654631550?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2385814903654631550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2385814903654631550&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2385814903654631550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2385814903654631550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/pequena-ode-ao-amor.html' title='pequena ode ao amor'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4600022239628777522</id><published>2008-09-22T11:50:00.005-03:00</published><updated>2008-09-22T12:40:55.770-03:00</updated><title type='text'>esclarecendo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas protestam contra a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;denotada&lt;/span&gt; homofobia. Parece que dedico muito do meu tempo a caçoar de bichas, e eu que pensava que era pouco. "É uma frustrada", "Sai do armário", isso são alguns comentários que ouço de pessoas próximas. Nada mais longe da verdade. Essa história de "se diz mal é porque no fundo quer ser" é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;clichê&lt;/span&gt; que precisa ser desmontado. Falo mal de deficientes. Falo mal de pretos. Falo mal de judeus. Falo mal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;flamenguistas&lt;/span&gt;. Querei ser uma? Não me parece.&lt;br /&gt;Visto isso, por que é que eu falo mal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;viados&lt;/span&gt;? Por uma questão de egoísmo. Há cada vez mais bichas e isso me prejudica, ainda mais em uma cidade onde a proporção de mulheres para homens é altíssima. Aliás, independente de bonitos ou não, homem é, por definição, um organismo livre, sempre à espera de uma mulher pra fornicar.&lt;br /&gt;Eu não sou homofóbica por ficar insegura da minha sexualidade, uma mulher de verdade não se sente insegura por nada no mundo. Mas ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;viado&lt;/span&gt; é mais do que levar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bunda&lt;/span&gt;. É um estilo de vida que não retira apenas uma opção do mercado, retira várias. Isso me atrapalha.&lt;br /&gt;É ruim pra nós mulheres, mas é pior pros homens. Explico: você tá a fim de ir jogar futebol, não consegue arrumar 10, porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;bicha&lt;/span&gt; não gosta de bola. Quer ir encher a cara e não dá, porque eles só tomam chá. A solução ou é ficar em casa batendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;punheta&lt;/span&gt; ou começar a sair com eles. Quando isso acontecer, já estou vendo o filme: você bêbado, drogado e virando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;bunda&lt;/span&gt; pra um deles, como quem não ama. Pronto. Menos um no mercado. Claro, menos um. Eu pelo menos nunca conheci um ex-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;viado&lt;/span&gt;. Portanto, isso me causa algum transtorno.&lt;br /&gt;Eu não acho mal ter um amigo bicha, aliás, é como ter um amigo preto, ou um primo distante que tem um filho mongolóide. É bom pra diversidade e dá uma boa história pra impressionar os amigos bonitinhos de esquerda. Dois amigos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;viados&lt;/span&gt; ainda vai, o chamado "casal amigo", mas três... três já é um trio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;elétrico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;insandescido&lt;/span&gt;. Aí fica difícil de aturar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;né&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4600022239628777522?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4600022239628777522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4600022239628777522&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4600022239628777522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4600022239628777522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/esclarecendo.html' title='esclarecendo'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-495534614286899556</id><published>2008-09-17T00:56:00.005-03:00</published><updated>2008-09-17T01:05:03.900-03:00</updated><title type='text'>ressalva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem por aí que, apesar de eu discorrer bem sobre os assuntos, tenho uma escrita inapropriada para mulheres. Considero isso um insulto. Estão confundindo ordinarice séria, que eu me orgulho de produzir, com mera falta de maneiras e mau gosto.&lt;br /&gt;Não sei o que esperariam encontrar aqui, devem ter pensado em uma "receita de bolo de fubá" ou nas "567 maneiras de conquistar aquele gato". Nunca! Logo eu que sempre me gabei de ser como uma caneta Bic, de escrita fina.&lt;br /&gt;Que se foda, não é  impróprio e não é vulgar. Aliás, relevo o fato de considerarem "porra" e "caralho" asneiras, pra falar a verdade são das merdas mais meigas pra se dizer e da minha parte, tenho certeza de que me seria impossível viver sem elas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obervem. A garota faz um texto bonito, à maneira de um bom botão de rosa palavrar e, no entanto, borra a pintura no fim. Ou seja, no meio do botão de rosa, eu cago nas fuças dele. Isso porque, de alguma forma, a erudição depreciativa exerce um fascínio sobre mim.&lt;br /&gt;A propósito, para estarem tão preocupados com a escassez de delicadeza que impera nesse espaço, cabe uma pergunta pertinente: vocês são viados?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-495534614286899556?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/495534614286899556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=495534614286899556&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/495534614286899556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/495534614286899556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/ressalva.html' title='ressalva'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-7909836560977793429</id><published>2008-09-16T12:41:00.015-03:00</published><updated>2008-09-16T13:42:34.844-03:00</updated><title type='text'>sejamos sinceros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de palavrões, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mundinho Insosso&lt;/span&gt; também é um blog de valores. Daí este apelo à sinceridade. A vida seria muito mais fácil e o mundo um lugar mais harmonioso e feliz se as pessoas deixassem de merdas e dissessem logo o que querem.&lt;br /&gt;Por exemplo, você pega um ônibus. Ao seu lado está uma mulher com seus 40 anos, mas ainda assim é uma mulher, com bunda e peitos. À essa idade, ela tem que ser comida já, porque senão estraga.&lt;br /&gt;Então, cordialmente, você a aborda: "Moça,  me desculpe, mas seu marido muito provavelmente já não lhe fode da maneira como se deve há anos, eu sou novo e estou disponível para fazê-lo de uma forma que a senhora até julga que é mentira." E a mulher aceitaria ou não.&lt;br /&gt;A recíproca também seria válida. Ela te olharia e diria "Apetecia-me mesmo, era te dar", e você diria "Vamos a isso" ou "Não, és mais feia do que o caralho". E acabaria tudo bem.&lt;br /&gt;Enfim, a vida é simples, nego é que complica demais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-7909836560977793429?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/7909836560977793429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=7909836560977793429&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7909836560977793429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7909836560977793429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/sejamos-sinceros.html' title='sejamos sinceros'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6020216859513773810</id><published>2008-09-15T21:59:00.014-03:00</published><updated>2008-09-15T22:58:19.933-03:00</updated><title type='text'>ah, não me fodam!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse povo de Juiz de Fora é mesmo chato.&lt;br /&gt;Não se pode manter um blog que já vem algum filho da puta dizendo que é "alternativo". Não gosto nem um pouco disso.&lt;br /&gt;Uma mania de metido a literato de classificar tudo. É banda. É livro. É filme. E agora até o meu blog. Classifiquem as vacas das suas mães.&lt;br /&gt;Idiotas, esse é um blog ordinário, nada mais.&lt;br /&gt;Estou indignada, caralho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6020216859513773810?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6020216859513773810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6020216859513773810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6020216859513773810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6020216859513773810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/ah-no-me-fodam.html' title='ah, não me fodam!'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-477406880101729745</id><published>2008-09-15T21:58:00.004-03:00</published><updated>2011-10-08T00:11:02.185-03:00</updated><title type='text'>shit</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estranho me lembrar de uma história bizarra da qual fui protagonista há alguns meses atrás, foi um acontecimento tão incrivelmente sem sentido que discorrer sobre essa história ridícula hoje, pareceu-me promissor.&lt;br /&gt;Observei meu avô vindo com seu órgão reprodutor limpinho, me dizendo que a Igreja Católica Apostólica Romana era a única capaz de salvar meu Campo Elétrico Polifásico Intrínseco, mais conhecido pelos não-engenheiros como alma. Olhei-o com desdém. Sentia um desejo insano de urinar em fontes de água benta!&lt;br /&gt;Lembrei-me que era domingo e que, aliás, domingo sempre tivera sido um dia daqueles pra mim: o dia de enfiar-me em uma jaca modificada geneticamente de cem quilos.&lt;br /&gt;Estava absurdamente frio naquela noite e o garoto falava compulsivamente, não ficava quieto de modo algum e quanto mais ele se pronunciava sobre qualquer assunto que não me recordo bem, mais pena sentia dele. Até mesmo porque, nunca tive uma boa impressão do infeliz, na melhor das hipóteses, eu enxergava virtudes nele apenas quando embriagada.&lt;br /&gt;Cale-se idiota, pensei em dizer, saia daqui. Mas não o fiz. O desfecho não podia ter sido pior: que beijo bom é o seu pra cá, que sorriso lindo você tem pra lá. Vê como sou fofa com minhas paixões? Minha boca sempre me prega peças sutis. É o quê me tem acontecido desde quando já nem me lembro mais, talvez desde quando estou sempre metida em roubadas.&lt;br /&gt;Falava enrolado porque estava indesculpavelmente bêbada. Queria logo superar o trajeto e chegar em casa. Mas ir acompanhada era a última coisa que deveria ter feito. A respeito do desfecho, bem amigo, aquele que já era previsível.&lt;br /&gt;Um dia de bebedeira me deixou arruinada e abandonada, minha cara pedia por um murro e meu corpo só queria descansar e dormir o sono dos justos, ou dos mortos, tanto fazia. E se alguém me ligasse, bastaria apenas dizer que eu estava me recuperando de uma pesquisa de campo perigosa.&lt;br /&gt;Enfim a alegria de estar com alguém legal se foi, o que restou foi a rainha dos sorrisos, obviamente quebrada quando vista de perto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-477406880101729745?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/477406880101729745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=477406880101729745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/477406880101729745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/477406880101729745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/shit.html' title='shit'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-7911624888727796282</id><published>2008-09-14T18:07:00.005-03:00</published><updated>2008-09-14T18:57:34.935-03:00</updated><title type='text'>para sempre gloriosos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez se cumpriu a tradição e a pior equipe, com piores jogadores, pior preparo físico e  sem nenhuma tradição ou história de glórias, venceu. E o Náutico provou que existe única e exclusivamente na primeira divisão apenas para fugir do rebaixamento.&lt;br /&gt;Eu sei que deveria assumir a derrota como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fair play&lt;/span&gt;, dizer que o Náutico esteve irreconhecível, que o Tita não acertou ao montar a equipe e que acertou menos ainda com as substituições, que o Vasco da Gama vem de mal à pior e que isso começa a tomar proporções alarmantes, que as 10.450 pessoas da "imensa torcida bem feliz" não mereciam uma exibição tão pálida e apagada do time que é Tetra Campeão Brasileiro. Sei que tudo isto são verdades, mas PUTA QUE OS PARIU! É a única coisa que me vem à cabeça. PUTA QUE OS PARIU!&lt;br /&gt;Estou definitivamente a precisar de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;mu&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;ito bicarbonato para a azia. Azia sim! Porque já virou uma tremenda piada, daquelas de muito mau gosto, e mais do que isso, virou uma tremenda falta de respeito para com o Gigante que tanto contribuiu para o futebol brasileiro.&lt;br /&gt;O que sempre me conforta a alma é saber que, apesar do que se passou hoje e das tantas atuações vergonhosas das arbitragens que já vi, o Vasco continua muito mais candidato a permanecer na primeira divisão do que os "vermelhinhos" (aposto o que quiserem que acabamos à frente deles) e também por saber que além de tudo o que dizem, nós continuamos a ser um dos gigantes brasileiros (apesar de todos os contratempos). É nos momentos de derrota que se sente verdadeiramente o que é Ser Vascaíno, o que é ter na alma a chama imensa e acesa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-7911624888727796282?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/7911624888727796282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=7911624888727796282&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7911624888727796282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/7911624888727796282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/para-sempre-gloriosos.html' title='para sempre gloriosos'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-412408487843474555</id><published>2008-09-14T13:46:00.011-03:00</published><updated>2008-09-16T16:30:06.270-03:00</updated><title type='text'>primeira pessoa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demostrando mais uma vez provas inequívocas de egocentrismo, hoje optei por me descrever, fazer um retrato dessa "mamífera" que me olha todos os dias do outro lado do espelho. Dizer decidida e convictamente quem sou.&lt;br /&gt;Antes de mais nada, sou uma recém-saída da adolescência borbulhenta, em que, contudo, as maiores borbulhas não estão sob a forma de acne juvenil mas sim camufladas dentro de uma alma mutiladamente inconstante.&lt;br /&gt;Tenho definitivamente uma mente aberta, que é praticamente a favor de tudo o que  seja no mínimo esquisito e sou, ainda, frontalmente contra padrões e modos comportamentais típicos. Sou anti-comunismo e fundamentalmente anti-socialistas, colocando-me, de uma forma generalizada, num quadrante político da direita conservadora.&lt;br /&gt;Vascaína convicta e ferrenha, daquelas que quando o Vasco perde faz um berreiro, bate portas, insulta crianças (eu sou solteira e boa moça, mas fica a idéia), xinga o Dinamite e os "chulos" e gatunos (atenção que aqui já não uso as aspas) que habitam lá para as bandas do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Além disso, religiosamente sou uma pessoa um pouco indefinida, sendo, por convicção, contra seitas e organizações fundamentalistas, que querem vender a salvação do mundo em imagens de santos ou cintos de explosivos. Sou também, e apesar da minha educação católica (ai se a minha avó lê isto!), uma pessoa que, se a Instituição Católica não rever seus conceitos, caminha a passos largos para um forte ceticismo face à igreja e aos seus padres, bispos, hóstias e Bentos XVI.&lt;br /&gt;Sou também estudante do mítico CES&lt;strong&gt;, &lt;/strong&gt;uma aspirante a conceituada engenheira de telecomunicações, com destino à uma vida boa, saudável, com muitos Audis, vivendas em distritos próximos e fugas de impostos.&lt;br /&gt;Por fim mas não por último, sou uma pessoa decididamente heterosexual, apesar da minha vida amorosa ser uma daquelas coisas que, possivelmente, não são das mais bem sucedidas... mas enfim, a vida é mesmo assim, uma merdinha, para mim e para toda a gente!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-412408487843474555?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/412408487843474555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=412408487843474555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/412408487843474555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/412408487843474555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/primeira-pessoa.html' title='primeira pessoa'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5009147453326077471</id><published>2008-09-12T01:31:00.039-03:00</published><updated>2008-09-12T04:08:35.081-03:00</updated><title type='text'>américa latrina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha decidido não escrever novamente uma só linha no blog sobre política, mas a leitura sobre as últimas empreitadas de Hugo Chávez me obrigou, com espírito de revolta, a abrir uma exceção. Se querem saber como se pode reconstruir a realidade a partir do mais profundo mergulho na irrealidade, vão lá no &lt;a href="http://noticias.br.msn.com/artigo_BBC.aspx?cp-documentid=10248467"&gt;MSN.com.br&lt;/a&gt;. É um &lt;em&gt;case study&lt;/em&gt; dos bons.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Dos bons? Dos melhores.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de dizer tudo, menos que o funcionamento do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mercosul&lt;/span&gt; seja esquisito. Mas que a coisa, comparada com outros projetos de integração econômica-política-social, no que diz respeito à relação da Bolívia e da Venezuela com o restante da América Latina, falhou redondamente, isso falhou. Deve ter sido só azar, ou critérios, ou outra coisa assim. Mas é estranho, "estranho" no sentido da divergência entre a expectativa e a realidade. &lt;span class="titulo1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiramente, duas coisas que, de uma forma ou de outra, devem ficar associadas à substancial existência de Chávez é o seu formidável esquerdismo e a idéia de que a América Latina é quintal dos EUA, que só convence os tontos que nunca se tocaram que aqui é o quintal do mundo. E depois, essa conversa sobre "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu já não sou o Chávez de 2002&lt;/span&gt;" falha em tudo na realidade. O problema de Chávez não é o de ter pertencido a tempos piores e sim o de errar copiosamente em seus apelos políticos.&lt;br /&gt;Suponho que depois dessas declarações medonhas, os venezuelanos que o reelegeram são ainda mais estúpidos do que os estadunidenses e brasileiros que cometeram a mesma cagada. Meus caros, mal a Venezuela respirou e El Cabrón já está  colocando mais uma vez o seu país na rota de colisão.&lt;br /&gt;E como se já não bastassem os delírios doentios do Hugo Chávez, houve uma &lt;a href="http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentID=7792938"&gt;explosão intencional&lt;/a&gt; no gasoduto boliviano que abastece o mercado brasileiro. E que, obviamente, o governo delegou às responsabilidades aos prefeitos.&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo1"&gt;Nosso hermano&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;Néstor Kirchner&lt;/em&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="titulo1"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;estava fora de si quando afirmou que adesões da Bolívia e da Venezuela fortaleceriam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mercosul&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; E quem caiu no conto do vigário, estava no mínimo dopado. No mínimo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5009147453326077471?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5009147453326077471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5009147453326077471&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5009147453326077471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5009147453326077471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/amrica-latrina.html' title='américa latrina'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2270137474950364230</id><published>2008-09-10T00:23:00.009-03:00</published><updated>2008-09-10T00:57:31.809-03:00</updated><title type='text'>o filho da puta do 'tal'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinte e um. Mais um que vinte. Vinte e um. Ainda não me habituei bem à sonoridade... sou uma pessoa adulta. Sou plenamente responsável pelos meus atos, posso ir presa, posso beber, dirigir, sair de casa, assinar qualquer documento e até ter bens.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinte e um. Perfeitamente perdida e desnorteada num mundo que nunca consegui me encaixar muito bem, tentanto infrutiferamente encontrar meu porto de abrigo, alguém que me acalme e que saiba explicar o porquê de todas as coisas. Sou exigente, é certo, quero tudo, sem tirar nem pôr. Mas mais que isso gostaria de saber como desatar tantos nós entalados, como desvencilhar-me de tantas encruzilhadas, como descobrir o caminho que me leva daqui para fora e me faça ver alguma luz. Tantas coisas com que sonho e que sei que não se cumprirão. Estou completamente à toa.&lt;br /&gt;Há dias em que sou nevoeiro, e da minha palidez inconstante me faço trovoada. Porque por vezes tudo são tempestades e o Sol brilha mais para uns do que para outros e nunca para mim. E por entre as nuvens que vão escondendo os meus sonhos, vou palmilhando etapas e quebrando muros e, apesar do boletim metereológico adverso, ando sempre com um sorriso nos lábios (porque o mais difícil é saber rir quando todo o mundo "chora" por nós).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Eu ando é de saco cheio de andar por aí à procura do "tal". Apesar de eu não querer, acabo mesmo é fazendo de tudo para que o tal não aconteça, esta é a derradeira conclusão. Porque bem no fundo eu sei que nunca encontrarei a outra face da mesma moeda, nem sequer a outra face da mesma cara.&lt;br /&gt;Não, não vou procurar mais pelo tal. Não quero. Não o quero mais. Vou seguir em frente, aliás já segui. Mas não me iludo assim de bobeira, e dificilmente alguém me arrebatará o coração a ponto de me fazer sentir que iria até onde quisesse só para estar com o tal... a puta da minha alma gêmea.&lt;br /&gt;Eu já quis o tal... resta-me esperar agora por um qualquer qual!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2270137474950364230?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2270137474950364230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2270137474950364230&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2270137474950364230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2270137474950364230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/o-filho-da-puta-do-tal.html' title='o filho da puta do &apos;tal&apos;'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3212082311959638378</id><published>2008-09-06T15:09:00.006-03:00</published><updated>2008-09-12T03:47:19.082-03:00</updated><title type='text'>a esquerda brasileira não aprende</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses últimos tempos, percebi que algumas pessoas precisam mais de olhar para o seu passado do que serem informadas sobre o que acontecerá no futuro.&lt;br /&gt;Temos uma esquerda que, olhando para os fatos, os distorce propositalmente esperando que quem os leia confunda o conhecimento de um assunto com o fato de ouvir falar nele. Não é a mesma coisa e também não tem nada de novo. É receita velha.&lt;br /&gt;É também a prova de que a esquerda não aprendeu nada. Não aprendeu a diferença entre ser crédulo e estar a serviço de uma causa. É quase comovente verificar a forma como pintaram o mundo para o adaptar aos seus próprios preconceitos. Mas o mundo é real e já tem outras cores.&lt;br /&gt;Curioso é ver o uso da noção de aristocracia, no seu verdadeiro sentido, atribuída a políticos de direita para seu proveito. É o bom uso do poder.&lt;br /&gt;O PT não sabe o verdadeiro sentido de aristocrata, confunde com o costumeiro preconceito da esquerda, e a prova de tal confusão está na sua apreciação sobre a falta de cultura que tem o próprio Presidente da República e a comparação feita com os seus antecessores.&lt;br /&gt;O que realmente os irrita, é a ofensa que a eleição de  um político de direita causaria aos seus delicados e empinados narizes. Essa gente não é de esquerda, é esnobe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3212082311959638378?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3212082311959638378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3212082311959638378&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3212082311959638378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3212082311959638378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/esquerda-brasileira-no-aprende.html' title='a esquerda brasileira não aprende'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-6950219646502939529</id><published>2008-09-04T21:53:00.005-03:00</published><updated>2008-09-04T22:05:21.640-03:00</updated><title type='text'>será?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tal do Usain Bolt venceu as provas dos 100 e 200m lá em Pequim...&lt;br /&gt;Shelly-Ann Fraser também venceu as do 200m feminino, à frente de outra jamaicana, Kerron Stewart...&lt;br /&gt;Pra esse povo jamaicano estar a correr tão depressa, uma catástrofe provavelmente está pra acontecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... a erva deve estar a ponto de acabar lá na ilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-6950219646502939529?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/6950219646502939529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=6950219646502939529&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6950219646502939529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/6950219646502939529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/ser.html' title='será?'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-9207213753015673547</id><published>2008-09-04T13:05:00.004-03:00</published><updated>2008-09-04T16:46:24.226-03:00</updated><title type='text'>dicas de política sem a menor sujeira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Políticos brasileiros são muito mais burros do que qualquer ser vivo no planeta no quesito 'soluções viáveis e honestas', por isso a única saída que encontram é o conchavo, mas nisso não há novidade. Todos os brasileiros estão perfeitamente cientes da situação.&lt;br /&gt;De tudo fazem para manter a lisura das eleições, para conferir-lhes uma aura de respeitabilidade, mas apesar das medidas tomadas - proibindo a boca de urna, limitando as campanhas eleitorias, a lei seca -, ainda há muita marmelada pra tapear a multidão. Existem, portanto, várias desculpas, vários pretextos pra se extrair milhões de reais de todos os lugares que se possa imaginar, porque a ganância humana não dá trégua e desconhece limites.&lt;br /&gt;Tudo bem, isso por si só já bastaria, mas vejamos a situação por outro ângulo. Além do instinto do público de viver sistematicamente enganado, existe ainda outra coisa: um cálculo matemático, que facilita a vida de todos os marqueteiros metidos com políticos, já que as estatísticas comprovam o desinteresse de uma nação inteira pelo assunto. Estratégias de marketing são elaboradas em cima da ignorância política/econômica da maioria da população. Aí tomamos no cu, claro, no cu. E com 10000N de força.&lt;br /&gt;É como num jogo. Se você tem bons palpites, naturalmente não pode sair por aí divulgando seus macetes, porque é só o público tomar conhecimento de algum segredo que tudo vai por água abaixo e a estratégia tem que ser mudada. Desse modo, os brasileiros (sim, isso inclui Juiz de Fora) são mantidos na inércia. É por essas e outras, que ninguém nunca permitiu que o público ganhasse qualquer jogo inventado até hoje, o que inclui o joguinho da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;República Brasileira&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Já disponível para Playstation3, nas melhores lojas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-9207213753015673547?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/9207213753015673547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=9207213753015673547&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/9207213753015673547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/9207213753015673547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/dicas-de-poltica-sem-menor-sujeira.html' title='dicas de política sem a menor sujeira'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-4338916296885657058</id><published>2008-09-04T00:03:00.002-03:00</published><updated>2008-09-16T17:12:31.222-03:00</updated><title type='text'>caras estranhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei à uma conclusão! E ela só veio porque eu já não estava mais com paciência nenhuma pra pensar. De qualquer forma, o que me apetece mesmo é contar a maneira como descobri o meu gosto exótico.&lt;br /&gt;Saindo da faculdade, vislumbrei um macho da espécie &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo sapiens sapiens&lt;/span&gt;. Fiquei encantada. Fofa. Sorridente. Até virei o pescoço pra olhá-lo melhor. Mas a verdade mesmo é que ele tinha uma puta e sem vergonha cara de cu.&lt;br /&gt;Eis o resultado imediato de um ser curioso de romances/fodas/frustrações: para mim, cada garoto tem o seu encanto. Um encanto único e especial e eu sinto necessidade de conhecê-los todos. De início, aferimos qual a principal qualidade fodenga dele: se é bonito, se tem as pernas bem torneadas, a quantidade de pêlos, se tem um odor agradável. Enfim, o aspecto físico.&lt;br /&gt;Mas como disse, todos têm o seu borogodó e é justamente por isso que um sujeito estranho e com cara de cu me intriga tanto. Onde será que o Criador teria colocado o encanto dele? O que é que o garoto deve ter de interessante no meio de tanta merda? E, de repente, me vejo a jogar chicotinho queimado com Deus. Tá quente. Tá frio. Tá quente. Tá frio.&lt;br /&gt;Pode ser um movimento original, um abdome fantástico, uma elasticidade magnífica, uma capacidade de sucção alienígena, um swing latino enlouquecedor. Sei lá, qualquer coisa de único. Claro que, normalmente, não é nada disso e a cara de cu é o traço mais marcante da espécime em questão.&lt;br /&gt;Mas vocês me conhecem e sabem que eu sou uma romântica. Uma romântica do caralho que em cada cara estranho que eu possa vir a conhecer há uma promessa de perfeição única e misteriosa a se realizar.&lt;br /&gt;E uma possível boca pra beijar, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-4338916296885657058?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/4338916296885657058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=4338916296885657058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4338916296885657058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/4338916296885657058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/caras-estranhos.html' title='caras estranhos'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-5398118830043501959</id><published>2008-09-03T00:53:00.027-03:00</published><updated>2008-10-09T16:45:55.863-03:00</updated><title type='text'>o massacre do biquíni</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SL7CTAbYUUI/AAAAAAAAAos/zkDgxxQg2NM/s1600-h/omassacredobiquini2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SL7CTAbYUUI/AAAAAAAAAos/zkDgxxQg2NM/s320/omassacredobiquini2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241840648093978946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sábado - 17/10:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saí do bar, encontrei o Frederico do lado de fora, bêbado feito doido e com o rabo cheio de cocaína, oscilando pra frente e pra trás, por fim,  não se agüentando, caiu e disparou a berrar. Um berro inacabável de 2 minutos que daria pra leite coalhar. Provavelmente ouvido lá em Manaus.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ajudei-o a se levantar e o levei até o táxi. Abri a porta e ele caiu. De novo soltou um uivo que mais pareceu um porco sendo abatido. Estava apaixonado naquela imunda da Adriana, coitado. Por fim, consegui assentá-lo e entrei pela outra porta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando na esquina da Avenida Independência com a Avenida Rio Branco, o retardado me solta outro berro. O motorista olhava embasbacado o sujeito esgoelar. Acendi um cigarro. Não vai mais parar, pensei, vou ter que lhe dar um soco. Não sabia o que fazer. Não havia nada que eu pudesse fazer. Uma hora parou e só soluçava. Se ele abrir o berreiro de novo, vou ter que dar um soco, não agüento mais nenhum.&lt;br /&gt;Larguei-o no pronto-socorro. O Frederico, os outros bêbados, os outros pobres que esguichavam sangue visceral até pelas orelhas e os tantos outros casos piores de indigência. Cada um com problemas graves, porém, diferentes. E muitos não voltariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" id="mp3tube" width="260" align="middle" border="0" height="60"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*[créditos a &lt;a href="http://deedeeking.deviantart.com/"&gt;DeeDeeKing&lt;/a&gt; pelos vetores usados nas imagens]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-5398118830043501959?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/5398118830043501959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=5398118830043501959&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5398118830043501959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/5398118830043501959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/o-massacre-do-biquni.html' title='o massacre do biquíni'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b3vufeM1e58/SL7CTAbYUUI/AAAAAAAAAos/zkDgxxQg2NM/s72-c/omassacredobiquini2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-2764604388590348593</id><published>2008-09-02T17:20:00.006-03:00</published><updated>2008-09-02T18:17:41.401-03:00</updated><title type='text'>papo furado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, o que eu posso dizer sobre política e assuntos internacionais? A Rússia com a sua mania de grandeza, a chatice do Iraque, Palestina massacrada por Israel há mais de 4 décadas, a fracassada República brasileira, a miséria que assola a África e mais 5000 republiquetas, a China Vermelha e a merda da sua abertura econômica?&lt;br /&gt;Existem mocinhos e bandidos? Quem sempre diz a verdade? Quem sempre está mentindo? Bons e maus governos? Não. Existem apenas governos ruins e outros ainda piores. Haverá uma bomba nunclear que vai acabar com todo mundo de cima a baixo quando estivermos dormindo,  fazendo cocô, comendo, fodendo ou lendo revista de história em quadrinhos?&lt;br /&gt;A morte instantânea já não constitui nenhuma novidade, muito menos a morte instantânea em massa. Contamos com séculos de conhecimento, cultura e descobertas, as bibliotecas estão aí,  sempre aumentando e apinhadas de livros.&lt;br /&gt;Quadros são vendidos por milhões de dólares, a medicina já faz transplantes de qualquer órgão. Não dá pra diferenciar um louco de um são aí pelas ruas. E, de repente, quando damos conta, percebemos que as nossas vidas dependem mais uma vez de um bando de idiotas.&lt;br /&gt;Portanto, se me derem licença, vou voltar pras putas, pros garanhões, pro pessimismo e pras bebidas enquanto há tempo. Se de alguma forma isso contribuir para a nossa morte, me parece ser bem menos repugnante do que as outras modalidades praticadas por aí, travestidas de Democracia, Solidariedade, Liberdade, Igualdade, Fraterninade e qualquer outra espécie de papo furado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-2764604388590348593?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/2764604388590348593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=2764604388590348593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2764604388590348593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/2764604388590348593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/09/papo-furado.html' title='papo furado'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7306263967340494357.post-3564542251367253133</id><published>2008-08-31T15:30:00.003-03:00</published><updated>2008-08-31T16:17:16.454-03:00</updated><title type='text'>adaptação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho sobrevivido de poucas conversas cansadas. Pra falar a verdade, quase não são conversas, no sentido em que estas não passam de palavras secas e úmidas. Vez ou outra, algum sentimento me escapa, e antes disso, são uma canção firme e nervosa. É, ainda, antes da minha voz, um lamúrio trepidante que foge por entre os lábios.&lt;br /&gt;Porque gosto mesmo de falar assim pelas entre-linhas, como quem sorri chorando e vice-versa. Como num transe, perder a consciência para depois sentir chegar a dúvida sobre o que fui  lá e, entre todas as coisas que eu poderia ter sido, me escolher, vasculhando as minhas mil facetas, pra cada momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7306263967340494357-3564542251367253133?l=insossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insossa.blogspot.com/feeds/3564542251367253133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7306263967340494357&amp;postID=3564542251367253133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3564542251367253133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7306263967340494357/posts/default/3564542251367253133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insossa.blogspot.com/2008/08/adaptao.html' title='adaptação'/><author><name>sarah εïз</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09740447396368829031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
