domingo, 7 de junho de 2009

deboche universal

Nasci de uma vontade bem estúpida da vida, em uma dessas circunstâncias que os pais mais orgulhosos afirmam ser abençoadas, sob a aurora de um acontecimento que se disse grandioso simplesmente pelo fato de não o ser, afinal, eu era apenas mais uma pessoa que nascia, mais uma pessoa que entrava aos trancos e barrancos na roda louca da vida.
E o tempo, mais precisamente por 17 anos, arou aqui sementes de esperança enquanto manifestei a vontade de avançar e àquela época senti os abraços da compreensão. Deram-me, de mãos beijadas, a direção que deveria seguir, como e quando chegar, tudo para não ir sozinha e, sobretudo, para não permitir que o receio tomasse conta de mim.
Bati à porta do sonho. Expliquei-lhe minhas razões, ao meu ver irrefutáveis, do porque deveria entrar e deixei meu currículo, apresentei minha candidatura. Aguardei na expectativa de realizações e até esbocei projetos e fiz planos. E após meses de uma espera dolorosa, recebi um memorando que se resumia a um "Sinto muito Sra. Sarah, mas no momento não necessitamos de alguém com este perfil".
Desde aquele dia percebi que o mar não chegaria nunca à minha praia, a praia deserta da minha vida. Que coisa babaca é esse mundo...

Um comentário:

D. Navarro disse...

N seis e é um problema ou uma vantagem, mas você esquece muito fácil o que eu te digo... e nunca mais esquece.