quinta-feira, 15 de novembro de 2007

burros, chatos e fofoqueiros

Eu me peguei pensando agora pouco em como eu faço parte da vida das pessoas, o que fiz pra elas se lembrarem de mim e quais as marcas que deixei nelas, embora eu nunca tenha me esforçado pra isso, sempre tentei passar despercebida, mas de algum modo, de um tempo pra cá, eu passei a preferir que, na melhor das hipóteses, eu tenha deixado um delicioso sentimento de antipatia, bem como descobri outro dia mesmo.
Acontece que disseram que eu era uma "garota antipática". Esbaldei-me! Sempre quis ser taxada como GAROTA ANTIPÁTICA, à essa altura, já com quase 21 anos, garota é um elogio e ser antipática não é lá uma das piores coisas, quem já foi chamado de estúpido, grosso e ignorante sabe muito bem que ser somente ANTIPÁTICO é quase uma virtude.
Mas a verdade é que nunca dei muita importância à isso, não pude me dar ao luxo de me preocupar com essas minúcias sócio-estéticas porque sempre estive muito ocupada com minhas crises existenciais, o que, obviamente, não me impede de achar engraçada a facilidade com que as pessoas sentam no próprio rabo e falam da vida alheia.
Esse povo dá opiniões demais. Falam, falam, falam e falam porque todo mundo se sente no direito de despejar asneiras por aí, uma necessidade de gritar pros 4 cantos do mundo qualquer estupidez que seja, sem nem ao menos se importarem se os outros querem ouvir. Essa moçada desperdiça idéias demais, como se houvesse um estoque infinito de opiniões, mas eles não sabem que essa abundância deprecia o mercado, o que eu quero dizer é: parem de falar merda!

Eu não ligo pro "falar mal", mas se for pra fazer isso, que o façam direito! Distribuir atestados de má-fé à esmo e sem uma justificativa plausível não tem lógica. Além disso, essas especulações são chatas demais, "você vai largar a faculdade?", "você perdeu um braço quando sofreu um acidente?", "você deu uma voadora no seu ex-namorado?", porra! Digam-me onde estão os escrúpulos ou que droga alucinógena é essa!
Eu explico: eu até aceito pacificamente o "falar mal", mas inventar
já é demais né? Simplesmente me é absurdo que pessoas com um Q.I. inferior ao meu metam o bedelho na minha vida, por mais controversa e polêmica que ela seja.
A partir de agora instituo que para falar de mim o indivíduo deve, no mínimo, saber cantar o hino nacional, saber diferenciar um lábaro, uma flâmula e uma bandeira, e vou além! Exigirei como prova maior de conhecimentos gerais, uma redação conceituando, definindo e descrevendo a Perestroika e a Glasnost. Talvez depois disso eu me curve perante às histórias mirabolantes e totalmente sem sentido que circulam por aí.
E se querem uma resposta pra minha indignação, eu digo que tudo isso é porque tenho convivido demais com discípulos do Bob Marley bitolados e
aprendizes de surfistas semi-alfabetizados.
Toda paciência um dia chega ao fim, por isso eu deixo um saudoso: vão
tomar no cu, cambada de gente à toa!

Um comentário:

Fernando disse...

Nossa q raiva....
Como vc deve ter percebido eu sou mais um idiota q perdeu a noite de sono,(mais uma vez) e achou um blogg pelo mero acaso do destino.
Não vou falar mal de vc mas achei divertido seu exercicio de IRA aplicada.

Em relação a tudo eu sempre fui tb um antipático na verdade um antisocial e nunca fui de fazer média e por isso sempre falavam mal de mim na escola, eu gostava de ser chamado de antisocial e fazia cada vez mais de proposito....hahaha