sexta-feira, 17 de outubro de 2008

o nada

Sinto-me só. Como um grão de areia numa praia enorme, como uma folha numa floresta vasta. Rodeada por todos e por ninguém. Por tudo e nada. Existem folhas da minha árvore e grãos da minha praia que se preocupam em me ver feliz, mas do que vale isso se a raiz e o mar não percebem a minha solidão?
Qual é a razão que levaria essa tristeza a me acompanhar tão intensivamente? Imploro ajuda mas só consigo obter ausência. Ponham fim a isto! Desisto, não tenho mais forças para lutar pelo preenchimento de um buraco sem fundo.
Tento enganar a alma com um livro ou com uma música e até com muita cerveja e narcóticos, consigo fazê-lo mas logo após, nada mais me resta senão algumas lembranças.
Recordo o passado, recordo até as últimas linhas daquilo que me torna feliz por uma hora ou duas... mas para além disso, que mundo? Que riso? Que vida?
O nada é maçante, é cansativo. O nada é tudo para mim...

2 comentários:

juliano disse...

me procure no msn, dona moça =/

Wury disse...

Hell yeah!!!